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Como um visto de trabalho negado pelos EUA salvou a carreira do herói da Colômbia na Copa

Como um visto de trabalho negado pelos EUA salvou a carreira do herói da Colômbia na Copa

Muñoz fez o gol salvador da vitória da Colômbia sobre a RD Congo
Um visto de trabalho negado mudou a vida de Daniel Muñoz, que agora volta aos Estados Unidos para ser herói da Colômbia. O lateral-direito já tem dois gols na Copa do Mundo e volta a campo às 20h30 (de Brasília) deste sábado (27), contra Portugal, na decisão do primeiro lugar do grupo G.
Muñoz começou a jogar cedo, mas só teve uma chance bem tarde. Ele nasceu em Amalfi, em uma região montanhosa famosa pelas reservas de ouro, mas só sonhou com as riquezas do futebol em Medellín, para onde se mudou na infância.
Chegou ao primeiro clube ainda aos seis anos, cresceu sempre jogando em divisões infantis, mas nunca despontou. Aí, aos 18 anos, teve que encarar um dilema.
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Daniel Muñoz, lateral artilheiro da seleção colombiana
REUTERS/Daniel Becerril
Foram muitos testes, em diversos clubes, sem ser aprovado em nenhum. A carreira profissional parecia um sonho que jamais se realizaria, e Muñoz decidiu seguir em frente. Quis emigrar aos Estados Unidos para mandar dinheiro à família e aplicou para um visto de trabalho, mas a permissão foi negada.
– Vi que minha carreira estava passando, e não tinha nenhuma boa oportunidade no futebol profissional. Já adulto, sem clube… é aí que você começa a duvidar se vai continuar ou não – lembrou o jogador ao site oficial do Crystal Palace, seu clube atual.
Era o destino aprontando das suas. Dois anos depois, um antigo treinador ligou oferecendo um lugar no Aguilas Doradas, clube modesto que tinha acabado de mudar de cidade, de cores, de tudo. Muñoz não pensou duas vezes. “Um caminho duro, difícil”, nas palavras dele, mas os primeiros passos da caminhada que o levaria à Copa do Mundo.
Doze anos passaram desde o visto de trabalho negado para os EUA, e agora o jogador finalmente está no país. Não para as dificuldades de um subemprego, mas o prestígio de um feito incrível: dois gols nos dois primeiros jogos da Copa do Mundo, algo que só outros três colombianos já haviam feito na história (Adolfo Valencia, em 1994, e James Rodríguez, em 2014).
A Colômbia de Daniel Muñoz e cia. decide neste sábado (27), contra Portugal, em qual lado do chaveamento cada um vai jogar o mata-mata. O líder pode ter a Argentina nas quartas; e o segundo colocado fica no caminho da Espanha, contra quem pode jogar as oitavas.
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No Aguilas Doradas, Muñoz chamou a atenção do clube pelo qual torcia desde criança, o Atlético Nacional. Foram sete gols e seis assistências logo no primeiro ano, o que chamou a atenção de Flamengo e Palmeiras em 2020, mas o Rubro-Negro recuou pelos valores, e o Alviverde teve os planos frustrados por uma venda para a Europa.
Muñoz passou três temporadas e meia e ganhou seu primeiro título no Genk, da Bélgica, antes de chegar ao Campeonato Inglês. São mais de dois anos como titular de um elenco histórico do Crystal Palace, que havia ficado 119 anos sem títulos de expressão e ganhou logo três em um ano (FA Cup, Supercopa e Conference League). geRead More