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Davi Belfort se surpreende com Seleção usando acessório da NFL e explica função: “Jogar mais rápido”

Davi Belfort se surpreende com Seleção usando acessório da NFL e explica função: “Jogar mais rápido”

Pulseira tática? Veja o novo acessório da Seleção nos treinos para calibrar a bola parada
O jovem quarterback brasileiro Davi Belfort custou a acreditar nesta sexta-feira (12) quando assistiu pela primeira vez ao vídeo de Carlo Ancelotti, Marquinhos e Gabriel Magalhães usando um wristcoach durante treino da Seleção Brasileira. A ficha só caiu após receber uma mensagem de seu pai, o ex-lutador de MMA Vitor Belfort, confirmando que não era nenhuma montagem. A surpresa se explica porque foi a primeira vez que ele, que disputa a primeira divisão do College nos EUA, viu a munhequeira típica do futebol americano ser utilizada em outro esporte.
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— Eu vi [nas redes sociais] e falei: ‘Calma aí, o que é isso?’ Nem me pegou mesmo que eles estavam usando. Pensei, “Caraca, talvez seja zoeira’. Aí depois meu pai mandou mensagem falando que estava tendo mesmo — contou Davi, em entrevista ao ge.
Gabriel Magalhães e Marquinhos com munhequeira de jogadas
Reprodução / CBF TV
Achei muito engraçado e muito interessante também porque foi a primeira vez que eu vi jogadores de futebol usarem [o wristcoach]. A primeira vez que eu vi um outro esporte usar, nunca ia imaginar”.
Chamado de wristcoach ou de wristband, o acessório é amplamente utilizado pelos quarterbacks no futebol americano e tem utilidade estratégica. Trata-se de uma munhequeira que conta com uma lista de jogadas específicas, mais complexas, e serve para agilizar o entendimento na comunicação com o treinador. Na prática, o técnico informa o número ou código que deseja, o atleta confere com o nome da jogada e transmite as orientações aos companheiros dentro de campo. Tudo isso rapidamente em um esporte em que cada segundo conta muito.
Davi Belfort, com o wristcoach em seu pulso esquerdo, durante jogo da universidade UCF na temporada passada
John E. Moore III/Getty Images
— Para a gente é muito importante porque os nomes das jogadas são muito longos. Então o treinador fala, por exemplo, ‘jogada 10’. A gente abre, vê o nome da jogada 10 para não ter que memorizar inteira e depois a gente fala para todo mundo. Ajuda muito a pensar menos e a jogar mais rápido — explicou Davi, que defende atualmente a equipe da James Madison University.
— Vou falar o nome aqui de uma jogada bem longa: ‘duo right z motion 56 sixer check can to trips right topper. Isso é um nome de uma jogada, então é muito difícil memorizar inteiro. Então as jogadas que tem nomes maiores, eles põem no wrist. O máximo que já tive no meu wristband foi umas 40 e poucas jogadas. No futebol americano, tem um limite de tempo para você falar a jogada, repassar e já ir para a próxima, então o processo que tem que ser rápido e o wrist ajuda muito — complementou o quarterback de 21 anos.
Na NFL, o emprego do wrist é quase que exclusivamente do ataque, enquanto curiosamente Ancelotti utilizou o acessório com a dupla titular de zagueiros da Seleção. A novidade ocorreu no treino da última quinta (11), baseada em Nova Jersey para a disputa da Copa do Mundo, em meio às atividades de bolas paradas ofensivas e defensivas.
O quarterback brasileiro Davi Belfort assinou com a James Madison University para a nova temporada do futebol americano universitário
Reprodução/Redes sociais/@davibelfort
Davi Belfort aprovou a inovação com a munhequeira tática no futebol e sugeriu que o técnico italiano pode promover uma nova tendência. Ele, que se tornou o primeiro quarterback brasileiro a atuar na elite do futebol americano universitário, opinou que o acessório pode, sim, funcionar nos treinos e, quem sabe, até em partidas do futebol da bola redonda. A ideia da seleção, no entanto, é utilizar o item apenas nos treinamentos.
— Eu gosto muito de assistir futebol, mas não jogo faz tempo. Então, não sei muito de tática e tudo mais, mas eu acho que é possível [usar o wristcoach em jogo de futebol] porque ajuda os jogadores a jogar mais rápido e pensar menos. Então, se todos os 11 jogadores usarem no futebol, pode ajudar muito. Talvez ele [Ancelotti] possa começar uma novo trend — sugeriu o quarterback.
Morando atualmente na Virgínia, estado em que fica sua nova universidade, o brasileiro está confiante que a Seleção conquistará o hexa nos EUA. Fã declarado de Neymar, Davi elogiou a qualidade do elenco brasileiro e disse que tentará assistir presencialmente a algum jogo durante a campanha na Copa.
Davi Belfort é fã de Neymar e esteve com o craque durante jogo do Santos em sua última visita ao Brasil
Reprodução/Redes sociais/Davi Belfort
— Eu estou muito confiante [no hexa]. Deu para conhecer Neymar um mês atrás, quando fui para o Brasil. Ele é um cara sensacional, um dos meus ídolos no esporte e fiquei muito feliz mesmo quando ele foi convocado. Me deu mais esperança ainda de que o Brasil vai trazer essa Copa.
— Acho que a gente está com timaço e que muitas vezes a gente esquece quem que tem no time. Raphinha, Vinícius Jr, Marquinhos, Gabriel [Magalhães]… a gente tem uns dos melhores que jogam na Europa. Estou muito animado e tomara que a gente vai trazer outra Copa. É um sonho assistir ao Brasil na Copa e está acontecendo aqui na minha casa — complementou Davi Belfort.
O Brasil estreia na Copa neste sábado (13), contra o Marrocos, às 19h (de Brasília), em Nova Jersey. Para Davi, que sonha em vir a jogar na NFL, a nova temporada do College football começa em setembro. geRead More