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De Endrick a Yamal: as jovens estrelas para ficar de olho na Copa do Mundo 2026

De Endrick a Yamal: as jovens estrelas para ficar de olho na Copa do Mundo 2026

Cabral Neto analisa convocados da Seleção para a Copa do Mundo
Toda Copa do Mundo produz seus heróis inesperados. Em 1958, Pelé se apresentou ao planeta. Em 1998, Michael Owen surgiu como uma das grandes revelações do torneio. Em 2018, Kylian Mbappé transformou potencial em protagonismo, só para citar alguns.
O Mundial de 2026 reúne todos os ingredientes para repetir essa tradição.
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Embora os holofotes estejam naturalmente voltados para estrelas consolidadas, como Vinícius Júnior, Mbappé, Harry Kane, Messi, Cristiano Ronaldo, entre outros… Uma geração extraordinária nascida a partir de 2004 chega ao torneio pronta para acelerar a própria ascensão.
Alguns já são protagonistas em clubes de elite. Outros ainda iniciam a carreira. Em comum, todos carregam o potencial de deixar sua marca no maior palco do futebol. Abaixo, trago uma lista com as maiores promessas desta Copa do Mundo 2026.
Lamine Yamal em treino da Espanha nos EUA
Reuters/Brett Davis
Espanha: o talento precoce elevado ao máximo
Se existe uma seleção que simboliza a renovação do futebol mundial, essa seleção é a Espanha.
Aos 18 anos, Lamine Yamal (Barcelona) já não pode ser tratado como promessa. Trata-se de uma realidade absoluta. Poucos jogadores unem criatividade, velocidade de raciocínio e eficiência com tanta naturalidade.
Seu repertório é impressionante: dribles curtos, mudanças bruscas de direção, facilidade em acelerar jogadas e uma maturidade incomum para a idade. Ele consegue combinar o improviso do futebol de rua com a disciplina tática exigida pelo futebol moderno. Apesar da idade, já exerce grande impacto na seleção. Nenhum jogador de sua faixa etária está tão preparado para dominar o futebol mundial quanto ele.
Denilson elege Yamal, da Espanha, como o maior driblador da Copa do Mundo; veja lista 
Ao seu lado surge Pau Cubarsí (19 anos, Barcelona), um representante da nova geração de defensores. Em uma era que exige muito mais do que marcação, o zagueiro espanhol se destaca pela leitura de jogo e por transformar recuperação defensiva em construção ofensiva rapidamente. Tem tranquilidade sob pressão e seu raciocínio afiado faz parecer sempre alguns segundos à frente dos adversários, antecipando movimentos e reduzindo riscos antes mesmo que eles apareçam.
Pau Cubarsí em ação pela seleção da Espanha
David Aliaga/Getty Images
Gavi (21 anos, Barcelona) simboliza a consolidação dessa geração. O meio-campista espanhol atua com intensidade rara. Sua principal característica é a combinação entre agressividade competitiva e a técnica. Pressiona, recupera bolas e acelera o jogo sem abrir mão do controle. Para ele, cada bola disputada é uma batalha pessoal. Sofreu com duas lesões graves recentemente. Se estiver plenamente recuperado, é certeza de sucesso na Copa.
Gavi, Espanha
Reuters/Brett Davis
Argentina: o herdeiro de uma tradição criativa
Nico Paz (Como, da Itália) é um exemplo claro da escola argentina. Aos 21 anos, joga em outro ritmo. Enquanto muitos procuram a jogada óbvia, Nico costuma enxergar alternativas que os demais não veem, com enorme facilidade para gerar volume ofensivo. Não depende da velocidade para ser decisivo. Enxerga caminhos que normalmente passam despercebidos. Alto (1,86m) e forte, consegue unir vigor e agilidade.
Nico Paz em ação pela Argentina
Cristina Sille/picture alliance via Getty Images
França: profundidade quase inesgotável
Aos 20 anos, Warren Zaïre-Emery (PSG) impressiona pela personalidade precoce. Controla o ritmo do meio-campo como veterano, recupera a bola constantemente e participa da construção. Sua leitura de jogo é uma das melhores entre os mais novos dessa Copa.
Cabral Neto analisa a seleção da França para a Copa do Mundo 2026
Com 21 anos, Désiré Doué (PSG) representa o lado mais imprevisível do futebol francês. Existem aqueles que procuram a melhor decisão e existem os que criam decisões que ninguém imaginava. Doué pertence ao segundo grupo.
Confiante, agressivo e tecnicamente refinado, joga para desequilibrar. Recebe a bola e imediatamente coloca o adversário em situação de desconforto. Em uma Copa do Mundo, onde muitas partidas são decididas em detalhes, esses atributos costumam ser um recurso precioso.
Désiré Doué – França x Colômbia
Getty Images
Poucos carregam um repertório de possibilidades tão amplo quanto Rayan Cherki (22 anos, Manchester City). Dotado de criatividade incomum, ele é um daqueles capazes de encontrar soluções onde aparentemente não existem espaços.
Ambidestro, imprevisível e extremamente habilidoso, consegue atuar tanto como meia central quanto pelos lados do ataque. Com ótimo drible e passe, muda a rotação do jogo em poucos segundos. Suas soluções inesperadas e, aparentemente, impossíveis são deslumbrantes de se ver.
Rayan Cherki,
Harriet Lander – FIFA/FIFA via Getty Images
Portugal: inteligência acima da média
João Neves (21 anos, PSG) é o mais tático dessa lista. Se alguns desses jovens ganham jogos, ele entra em campo pra fazer a equipe funcionar.
Seu futebol não chama atenção pelos dribles ou pelos lances espetaculares, mas pela competência em tornar o jogo mais eficiente. Inteligente, intenso e tecnicamente seguro, ele funciona como uma engrenagem capaz de conectar setores e elevar o rendimento coletivo da equipe. Em torneios curtos, ter esse perfil no time costuma ser tão importante quanto os grandes craques ofensivos.
João Neves brilha em vitória de Portugal sobre Armênia
Getty Images
Croácia: o próximo grande zagueiro dos Balcãs
Luka Vuskovic (18 anos, Tottenham) surge como um dos nomes mais promissores da nova geração croata. Com quase dois metros de altura, seria fácil classificá-lo apenas como um zagueiro dominante fisicamente. Mas seu jogo vai muito além disso.
Vuskovic chama atenção pela naturalidade com que participa da construção das jogadas, pela qualidade dos passes verticais e pela confiança para atuar longe da própria área. Em muitos momentos, parece mais confortável com a bola nos pés do que jogadores de posições tradicionalmente associadas à criação.
Luka Vuskovic, jogador da Croácia
Reuters
Holanda
Jorrel Hato (20 anos, Chelsea) representa o defensor moderno. Versátil, atua como zagueiro ou lateral-esquerdo, destaca-se pela participação na construção das jogadas e percepção defensiva. Sua polivalência oferece alternativas valiosas ao treinador.
Jorrel Hato gol Chelsea Port Vale
Jaimi Joy/Reuters
Turquia: uma geração capaz de mudar o patamar da seleção
Arda Guler (21 anos, Real Madrid) chama a atenção por ter recursos compatíveis com os melhores meias criativos do futebol mundial. Com seu controle de bola e visão de jogo, encontra passes decisivos em espaços reduzidos. É um dos talentos mais refinados desta Copa.
Turquia x Romênia Arda Guler Daniel Birligea repescagem Copa do Mundo 2026
REUTERS/Kemal Aslan
Ao seu lado, Kenan Yildiz (21 anos, Juventus) acrescenta mobilidade, agressividade e versatilidade ao setor ofensivo. Aparece mais vindo do lado esquerdo para o centro do campo, mas transita por diferentes posições do ataque, combina potência física com refinamento e costuma aparecer quando o jogo exige uma solução.
Arda Güler e Kenan Yildiz em ação pela seleção da Turquia
Ahmad Mora/Getty Images
Inglaterra: o lateral da nova geração
Entre tantos atacantes e meias habilidosos, Nico O’Reilly (21 anos, Manchester City) surge como um caso interessante. Formado em uma escola que valoriza atletas multifuncionais, ele combina habilidades de lateral, meio-campista e construtor de jogadas.
Seu estilo em ocupar diferentes espaços do campo reflete uma tendência crescente no futebol atual: jogadores cada vez menos presos a posições fixas.
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Jude Bellingham (22 anos, Real Madrid) já deixou de ser novidade, entra como um bônus: apesar de já ser uma estrela consolidada, ainda tem idade para figurar nessa lista. Não vem de uma boa temporada, mas é capaz de mudar a rotação da partida a qualquer momento. Pode atuar em todas as funções do meio-campo.
Jude Bellingham da Inglaterra em amistoso
Eddie Keogh – The FA/The FA via Getty Images
Alemanha e suas apostas para o futuro
Lennart Karl (Bayern de Munique) reúne criatividade, mobilidade e aptidão para atuar nas costas do volante. Embora ainda esteja em fase inicial de desenvolvimento, possui qualidades que podem transformá-lo em uma das surpresas do torneio. Apesar de ter apenas 18 anos, já mostrou protagonismo nessa última temporada no maior clube de futebol alemão.
Lennart Karl em treino da Alemanha
Kai Pfaffenbach / Reuters
Aleksandar Pavlovic (22 anos, Bayern de Munique) joga com uma serenidade incomum para a idade, o meio-campista se destaca pela inteligência tática e poder para equilibrar o time. Dificilmente toma uma decisão errada na hora de ditar o ritmo mais confortável pra sua equipe. Ele exerce uma influência constante na organização. Pavlovic representa a nova geração de meio-campistas alemães: técnico, disciplinado taticamente e preparado para atuar em altíssimo nível.
Aleksandar Pavlovic, jogador da Alemanha
Reuters/Scott Kinser
Tradição mantida na Suécia
Lucas Bergvall (20 anos, Tottenham) personifica a tradição escandinava de formar meio-campistas cerebrais. Seu jogo não é construído sobre força física ou lances espetaculares, mas sobre entendimento. Bergvall compreende o ritmo da partida com naturalidade rara para a idade. É o tipo de nome que nem sempre aparece nos melhores momentos, mas frequentemente aparece entre os responsáveis pelas vitórias.
Luiz Júnior e Lucas Bergvall em Tottenham x Villarreal
Reuters/Andrew Couldridge
A esperança de futuro na Áustria
A Áustria apresenta Paul Wanner (20 anos, PSV), um meio-campista que chama atenção pela forma como pensa o jogo. Em uma geração marcada pela velocidade e intensidade, Wanner se destaca pela clareza das decisões. Raramente força uma jogada ou acelera sem necessidade.
Sua singularidade está justamente em identificar a melhor decisão, conectar setores e executar antes que a pressão adversária se organize. Não é o mais midiático desta lista, mas possui particularidades que costumam ganhar enorme valor em torneios curtos.
Paul Wanner (camisa 24) em amistoso da Áustria contra a Coreia do Sul
REUTERS
A Noruega além de Haaland e Odegaard
Antonio Nusa (21 anos, RB Leipzig) é provavelmente o jogador mais explosivo desta geração norueguesa. Quando encontra espaço para acelerar, causa transtorno em qualquer sistema defensivo. Seu futebol é construído sobre agressividade, confiança e coragem para atacar. Do tipo que não espera a partida acontecer; ele tenta provocá-la. Em uma Copa do Mundo, onde muitas equipes se tornam excessivamente cautelosas, atletas com esse perfil se destacam.
Antonio Nusa comemora gol pela seleção da Noruega
Divulgação
Já Andreas Schjelderup (22 anos, Benfica) é mais associativo. Entrega mobilidade e é refinado tecnicamente, costuma participar da construção inicial das jogadas e chegar na área para a finalização. Sua leitura ofensiva e capacidade de combinação tornam o ataque norueguês ainda mais variado.
Andreas Schjelderup comemora gol do Benfica contra o Bayern de Munique Copa do Mundo de Clubes 2025
Alex Livesey – FIFA/FIFA via Getty Images
A Europa de olho no México
Entre as possíveis revelações presentes nesse Mundial, poucos despertam tanta curiosidade quanto Gilberto Mora (17 anos, Club Tijuana). Ainda em fase inicial de desenvolvimento, o meia mexicano segue atuando em seu país, mas o mundo do futebol vai estar prestando atenção em seu potencial. Vários clubes gigantes da Europa já o monitoram há mais de um ano.
Ele impressiona pela maturidade com que interpreta o jogo. Sua visão de campo, execuções precisas e tranquilidade sob pressão apontam para um potencial protagonista da próxima geração do futebol mexicano.
Gilberto Mora em partida pela seleção mexicana
Reprodução/Instagram (@gil_morita)
Uzbequistão: a história que todos querem acompanhar
Representante de uma seleção que disputa seu primeiro Mundial, o zagueiro Abdukodir Khusanov (22 anos, Manchester City) tornou-se o maior representante da evolução recente do futebol uzbeque.
Forte fisicamente, veloz e seguro, ele reúne características cada vez mais valorizadas no futebol moderno. Em um torneio onde histórias inesperadas frequentemente ganham destaque, Khusanov pode se transformar em um dos personagens marcantes do torneio.
Ainda por cima, seu treinador na seleção é Fábio Cannavaro. Dicas sobre a sua função em campo, definitivamente, não serão um problema.
Abdukodir Khusanov durante Lens x PSG, pela Copa da França
Xavier Laine/Getty Images
Nasce uma estrela no Equador
Kendry Páez (19 anos, Chelsea, emprestado ao River Plate) surge como o principal símbolo da evolução do futebol equatoriano. Um dos jovens mais qualificados do futebol sul-americano. Poucos com a sua idade se arriscam tanto num jogo, está sempre chamando a atenção por buscar algo inesperado, mesmo sob pressão da marcação adversária.
Kendry Páez atuando pelo Equador no Mundial Sub-20
EFE/ Juan Ignacio Roncoroni
Brasil: explosão física, criatividade e ousadia
O Brasil chega ao Mundial com uma geração que combina valores tradicionais do futebol nacional com exigências cada vez mais modernas.
Endrick (18 anos, Lyon/Real Madrid) representa o atacante capaz de decidir jogos num piscar de olhos. Sua força física, agressividade na área, potência no chute e instinto goleador o tornam constantemente perigoso. Mesmo ainda em formação, já demonstra personalidade para assumir responsabilidades e encarar momentos de pressão sem perder a intensidade. Tem tanto talento que precisaria se esforçar muito pra não se tornar um craque geracional no futuro.
Endrick comemora gol em Brasil x Egito Seleção
Rafael Ribeiro/CBF
Rayan (19 anos, Bournemouth) segue um caminho diferente. Mais vertical, veloz e incisivo, é o tipo de atacante que desafia defesas através do movimento constante. Se aproveita dos espaços vazios como poucos atacantes da sua idade e acelera transições, uma arma valiosa em confrontos equilibrados. Oferece opções ao treinador podendo atuar em qualquer função do ataque.
Rayan em treinamento da seleção brasileira nesta terça-feira, dia 9 de junho
Rafael Ribeiro / CBF
A Copa onde nasce a próxima geração
Nem todos os jogadores desta lista se transformarão em estrelas globais. A história do futebol mostra que talento, sozinho, nunca foi garantia de grandeza. Mas raramente uma Copa do Mundo reúne tantos jovens influentes, em tantos países diferentes, chegando ao torneio em estágios tão avançados de desenvolvimento.
Alguns já são realidade. Outros ainda vivem a fase da expectativa. A fronteira entre uma condição e outra costuma ser definida justamente em competições como esta.
O talento todos eles têm, a questão agora é outra: quem está preparado para influenciar uma Copa do Mundo? Esse torneio de pouco mais de 30 dias costuma separar bons jogadores de protagonistas históricos.
Muitos desses nomes já provaram que pertencem à elite do futebol. Em 2026, terão a oportunidade de provar algo ainda maior: que estão prontos para liderar a próxima geração. geRead More