Depois de recordes no clube, estrangeiros perdem espaço no Remo
Diego Hernández de saída do Remo
O Remo decidiu expandir as fronteiras, sobretudo nas duas últimas temporadas, e apostar no mercado internacional. Depois de bater o recorde de estrangeiros no clube em uma única temporada no ano passado, com sete no total, ampliou a marca em 2026, chegando a ter 11 no fim de março.
Pana Tachtsidis, meia do Remo
Raul Martins / Remo
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Porém, o número expressivo não significa que os jogadores de fora do Brasil têm prestígio no elenco, pelo contrário: nos últimos meses, eles têm perdido espaço no time titular ou mesmo entre os relacionados para as partidas. O exemplo mais recente é do meia Panagiotis, primeiro grego da história do Leão Azul, que teve saída anunciada no último sábado.
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Contratado em meio a última Série B, Pana, como também era chamado, foi titular em oito jogos na reta final e contribuiu com um gol e uma assistência no acesso para a elite. Na atual temporada, atuou em apenas seis jogos entre Campeonato Paraense e Copa Norte.
Ele foi um dos sete que estiveram no elenco até o final da Série B, sendo que seis seguiram para disputar o Brasileirão: os uruguaios Tassano, Diego Hernández e Nico Ferreira, o colombiano Cantillo e o atacante João Pedro, nascido em Guiné-Bissau, naturalizado português (apenas o paraguaio Alan Rodríguez deixou o clube).
João Pedro gol Remo Mirassol
Fernando Torres/AGIF
O Remo contratou mais cinco estrangeiros para a atual temporada: Tchamba (Camarões), Cufré (Argentina), Catarozzi (Uruguai), Picco (Argentina) e Rafael Monti (Argentina), atingindo um novo recorde em uma única temporada, com 11 “importados”.
Confira os estrangeiros do Remo no fim de março
Uruguai (4): Tassano [zagueiro], Catarozzi [meia], Diego Hernández e Nico Ferreira [atacantes];
Argentina (3): Cufré [lateral-esquerdo], Picco [volante] e Monti [atacante];
Camarões (1): Tchamba [zagueiro];
Colômbia (1): Cantillo [volante];
Grécia (1): Panagiotis [meia];
Guiné-Bissau (1): João Pedro [atacante].
No mês de abril, o volante Cantillo e o atacante Nico Ferreira deixaram o Remo em saídas amigáveis. O uruguaio Franco Catarozzi, por outro lado, segue no clube, mas recebeu poucas oportunidades, foram cinco jogos, sendo apenas um na Série A, ainda em fevereiro, pela 2ª rodada.
Cantillo, ex-meia do Remo
Samara Miranda / Ascom Remo
Já Cristian Tassano e Rafael Monti são outros com pouco espaço, cada um com sete jogos, sendo que o primeiro sequer jogou o Brasileirão, enquanto que o outro não atua desde o dia 29 de abril, na despedida da Copa Norte, e jogou apenas um jogo da elite, na 5ª rodada, contra o Fluminense.
Tassano, zagueiro do Remo
Samara Miranda / Ascom Remo
O lateral-esquerdo Cufré tem 10 jogos na temporada, e poderia ter mais, já que foi relacionado para 11 jogos da Série A, mas saiu do banco em apenas um deles. Já o atacante João Pedro, autor de dois gols no jogo do acesso para a elite, virou terceira opção no centro do ataque e jogou 14 vezes no ano, sendo seis do Brasileiro.
Braian Cufré em ação pelo Remo
Samara Miranda / Ascom Remo
Diego Hernández é o segundo estrangeiro com mais jogos no ano (atrás de Picco), com 19 jogos, mas atuou foi titular em apenas um dos nove jogos que fez na Série A. Aliás, no último jogo antes da pausa, ele entrou no minuto final contra o São Paulo no possível jogo de despedida dele (o empréstimo com o Botafogo encerra no meio do ano, sem sinalização de compra do Remo).
Diego Hernández em possível despedida pelo Remo no jogo diante do São Paulo
Thiago Gomes / OLiberal
As exceções
Para toda regra, há uma exceção, ou até duas no caso do Leão Azul. Reforço mais caro da história do clube, contratado por R$ 9 milhões junto ao Platense, Picco é o estrangeiro com mais jogos no elenco, 22 no total, e bastante utilizado na Série A, seja como titular (oito vezes), ou vindo do banco (sete ocasiões).
Leonel Picco, volante do Remo, autor do segundo gol no triunfo contra o Bahia pela Copa do Brasil
Samara Miranda / Ascom Remo
Entre estrangeiros e brasileiros, é difícil apontar um contratado com impacto tão imediato como o do camaronês Duplexe Tchamba. Contratado no fim da primeira janela, o zagueiro chegou e tomou conta da posição. Titular absoluto na linha de zaga, ao lado do capitão Marllon, todos os 14 jogos que o Remo fez desde a chegada dele, na 5ª rodada.
Tchamba em ação pelo Remo contra o Palmeiras
Beatriz Reis / ge Pará
Estrangeiros remanescentes no Remo
Uruguai (3): Tassano [zagueiro], Catarozzi [meia], Diego Hernández* [atacante];
Argentina (3): Cufré [lateral-esquerdo]**, Picco [volante] e Monti [atacante];
Camarões (1): Tchamba [zagueiro];
Guiné-Bissau (1): João Pedro [atacante].
*Em reta final de empréstimo, deve sair no meio do ano.
**Pode deixar o clube nos próximos dias. geRead More


