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Diego Torres completa um ano no Guarani entre expectativa por protagonismo e perda de espaço

Diego Torres completa um ano no Guarani entre expectativa por protagonismo e perda de espaço

Diego Torres, meio-campo do Guarani, toma mate com o GE e fala sobre o dérbi
Há um ano, o Guarani agitava o mercado da Série C ao anunciar a contratação de Diego Torres. Entre expectativas altas, frases marcantes e certo protagonismo em parte de 2025, o argentino de 35 anos chega ao primeiro aniversário no Brinco de Ouro em um cenário diferente: perda de espaço e números discretos.
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A diretoria bugrina precisou reunir esforços financeiros para convencer o meia a trocar a Série B pelo projeto do Guarani. Foram necessárias duas investidas. A primeira proposta não seduziu o jogador, mas a entrada de um investidor parceiro ajudou a tornar os valores mais atrativos.
Diego Torres, meia do Guarani
Raphael Silvestre
Além da questão financeira, Diego Torres via na mudança a oportunidade de disputar o Paulistão pela primeira vez na carreira, algo que não aconteceu durante sua passagem pelo Novorizontino.
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Início de impacto
Apresentado em 10 de junho de 2025, Diego Torres chegou como camisa 10 e rapidamente assumiu o protagonismo técnico do time.
Conhecido pela personalidade forte, chamou atenção logo nas primeiras entrevistas.
Apresentação de Diego Torres
– Temos obrigação de classificar. O Guarani é o maior clube desta Série C.
A reta final da primeira fase e o início do quadrangular final marcaram o melhor momento do argentino no Brinco de Ouro. Sob o comando de Matheus Costa, participou diretamente de seis gols e assumiu a responsabilidade em momentos importantes.
Ao longo da temporada, porém, também se envolveu em episódios que repercutiram fora de campo.
Um deles foi a declaração em que revelou a preferência por enfrentar a Ponte Preta no quadrangular.
Elvis e Diego Torres no dérbi
Raphael Silvestre
– O nosso foco é a classificação, independente de qual vai ser o grupo. Mas eu, Diego, prefiro jogar o clássico contra a Ponte Preta. Esse é o jogo mais importante e quando a gente mais fica focado. Eu prefiro jogar contra a Ponte do que contra qualquer outro.
A frase acabou sendo utilizada como motivação pelo rival. Meses depois, o meia Elvis revelou ao ge que aproveitou a declaração para mexer com o ambiente da Macaca.
– Ele não faltou com respeito em nenhum momento. Mas era um momento em que eu precisava mexer com o meu grupo, e vi uma oportunidade. Ele me deu mais uma munição.
Sacrifício tático
Na virada para 2026, Diego Torres atribuiu parte da queda de rendimento a uma função diferente da que estava acostumado.
– Joguei minha vida toda mais avançado, mas sempre vou me doar pelo time. Se o treinador me pedir outra função, vou estar à disposição. Eu só acho que posso render mais na frente.
Diego Torres foi um dos remanescentes do Guarani para 2026
Raphael Silvestre/Guarani FC
Sob Matheus Costa, o argentino chegou a atuar mais próximo da defesa, em uma função de construção.
O comentarista Carlão de Freitas avalia que a mudança acabou interferindo no desempenho do camisa 10.
Confia os bastidores da vitória do Guarani sobre o Brusque pela Série C 2025
– O começo do Diego Torres, principalmente naquele sprint do Guarani para a classificação ao quadrangular final, foi muito bom. Ele assumiu a responsabilidade, cobrou pênalti importante, mas caiu na fase decisiva. Tem a ver um pouco com a maneira como ele jogava, atuando muito recuado e próximo da defesa. O Diego precisa estar perto do gol.
– Ele também sentiu um pouco do peso do dérbi porque a torcida depositou muita confiança nele, sentindo a pressão. E nesse ano nada cooperou. Ele se acomodou, as lesões atrapalharam, teve uma queda física, a confiança ficou abalada e perdeu espaço. No geral, por tudo que se esperava, é uma passagem discreta até aqui.
Perda de espaço
Ao todo, Diego Torres soma 25 jogos, três gols e três assistências pelo Guarani.
Em 2026, foram oito partidas e nenhuma participação direta em gols. O argentino perdeu espaço com a chegada de João Paulo, que assumiu a responsabilidade da camisa 10.
Diego Torres em ação pelo Bugre
Rennê Carvalho/ABC F.C
Seu último jogo foi na derrota por 3 a 1 para o Ituano. Desde então, o meia não saiu do banco nas vitórias sobre Barra, Amazonas e Caxias.
Recentemente, Elio Sizenando explicou que tem adotado cautela com Diego Torres em razão de questões físicas e planeja aumentar gradativamente a minutagem do jogador.
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O argentino segue à disposição para o duelo contra o Confiança, na próxima segunda-feira, às 19h30, no Batistão. Líder da Série C, o Guarani soma 21 pontos, três de vantagem para o Brusque e seis sobre o Santa Cruz, primeiro time fora da zona de classificação. geRead More