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Dono da SAF admite possível saída do Votuporanguense caso clube não encontre novos investidores

Dono da SAF admite possível saída do Votuporanguense caso clube não encontre novos investidores

Votuporanguense encerra o sonho do acesso ao Campeonato Paulista
Depois de uma temporada em que fez o torcedor sonhar com o acesso à elite do Campeonato Paulista, o futuro do Votuporanguense vive um momento de indefinição.
Os responsáveis pela SAF do clube admitem que podem deixar o projeto ao fim da temporada, caso não surjam novos investidores ou interessados em adquirir a operação.
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Rapha Marques/RP FOTOPRESS/AGIF
O ge conversou com Helton Borges, um dos proprietários da SAF, que confirmou a busca por novos parceiros e não descartou uma eventual venda do clube.
– A nossa intenção é que venham mais investidores para somar ao projeto ou até mesmo alguém interessado em adquirir o clube e dar continuidade ao trabalho. O futebol ficou muito caro para manter um time, e decidimos que, caso isso não aconteça, permaneceremos até o término deste ano.
– Há 12 anos investimos no clube e, nos últimos três anos, restamos apenas eu e Roberto como investidores. Isso acaba gerando um peso financeiro considerável. Temos patrocinadores que, independentemente do valor investido, nos ajudam bastante, e somos muito gratos por esse apoio.
Hélio Borges, um dos donos da SAF do Votuporanguense
Reprodução/ Facebook
Segundo Helton, ainda existe a expectativa de que empresários da cidade possam se juntar ao projeto e ajudar a garantir a continuidade do futebol profissional em Votuporanga.
– Vejo que há uma movimentação na cidade para que mais pessoas possam se juntar ao projeto. Ainda temos tempo para que algo aconteça e possa reverter essa decisão. Torço para que o time continue, porque a cidade merece e apoia o clube integralmente. Estamos abertos também a conversar sobre uma eventual venda.
O dirigente também acredita que o cenário seria diferente caso o clube tivesse conquistado o acesso à Série A1 do Campeonato Paulista, principalmente pelo aumento das receitas e da visibilidade.
– Se o CAV estivesse em uma divisão especial do Campeonato Paulista, nossa postura seria diferente. Nessa situação, a Federação Paulista de Futebol entra com um apoio mais forte, a visibilidade perante os patrocinadores aumenta e, certamente, alcançaríamos um ponto de equilíbrio financeiro – finalizou Helton.
O ge também conversou com o presidente do clube, Edilberto Fiorentino, o Caskinha, que reforçou a preocupação com a sustentabilidade financeira do projeto e lamentou a possibilidade de interrupção das atividades profissionais.
– Estou alinhado com os proprietários do clube, Helton e Roberto. Todos nós temos uma grande paixão pelo CAV e por Votuporanga, mas a realidade é que o futebol profissional se tornou muito caro. Hoje, o peso financeiro está concentrado em poucos investidores, e chega um momento em que é preciso analisar a situação com racionalidade.
– Agora é um momento de reflexão para toda a comunidade. Poder público, empresários e sociedade precisam decidir qual futuro desejam para o futebol de Votuporanga. O valor do CAV não cabe apenas em uma planilha; ele está na identidade e na história da cidade – encerrou Caskinha.
“Caskinha”, presidente do Votuporanguense
Divulgação/Instagram
A discussão acontece tempo depois da eliminação para o Juventus na semifinal da Série A2. O empate sem gols no confronto decisivo impediu o acesso à Série A1.
Enquanto busca alternativas para manter o projeto ativo, o Votuporanguense tem presença garantida na Série A2 de 2027. A participação, porém, depende da entrada de novos investidores ou de uma eventual venda da SAF para garantir a continuidade do projeto na cidade. geRead More