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Esperança em campo: jogadores refugiados formam “seleção” na disputa da Copa do Mundo

Esperança em campo: jogadores refugiados formam “seleção” na disputa da Copa do Mundo

Austrália 2 x 0 Turquia | Gols | 1ª rodada | Grupo C | Copa do Mundo 2026
Em uma Copa marcada marcada por debates sobre imigração, fronteiras e acesso de estrangeiros, há um grupo de jogadores que defendem suas seleções, mas também estão unidos por uma outra bandeira. Eles vivenciaram o deslocamento forçado, cresceram em campos de refugiados ou em famílias que precisaram fugir de guerras e perseguições para recomeçar a vida em segurança. Suas trajetórias mostram que, quando encontram acolhimento, proteção e oportunidades, pessoas refugiadas podem reconstruir seu futuro e alcançar conquistas extraordinárias, inclusive chegar ao maior palco do futebol mundial.
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– Rudiger defende liberdade de religião na seleção alemã
– Canadá tenta confundir rivais e faz mistério sobre Alphonso Davies
Entre os jogadores convocados para a Copa estão pelo menos sete refugiados: Alphonso Davies (jogando pelo Canadá), Rüdiger (Alemanha), Demirović (Bósnia), Ali Al-Hamadi (Iraque), Touré, Irankunda e Mabil (Austrália). Irankunda, inclusive, marcou um dos gols da surpreendente vitória australiana por 2 a 0 sobre a Turquia na rodada de abertura.
+ Confira a tabela completa da Copa do Mundo
Nestory Irankunda comemora gol da Austrália contra a Turquia
REUTERS/Lee Smith
Irankunda nasceu em um campo de refugiados na Tanzânia depois que sua família precisou fugir da violência na República Democrática do Congo. Reassentado na Austrália, transformou seu talento em uma carreira promissora e chega à Copa do Mundo como um dos jovens destaques do país.
Capitão da seleção canadense, o lateral esquerdo Alphonso Davies nasceu em um campo de refugiados em Gana. Seus pais haviam fugido da guerra civil na Libéria antes de serem reassentados no Canadá. Hoje, ele é um dos jogadores mais reconhecidos do futebol mundial e lidera a seleção anfitriã da Copa.
– Nós (refugiados) mostramos o que é possível quando crianças encontram segurança e oportunidade”, afirmou Davies, que é embaixador da Boa Vontade do ACNUR, Agência da ONU para refugiados que criou o Gamechanging Team, uma seleção simbólica formada por atletas com experiências de deslocamento forçado.
Alphonso Davies antes de Canadá x Bósnia
Kevin Sousa/Reuters
A iniciativa busca destacar o potencial de milhões de crianças e jovens refugiados e reforçar uma mensagem simples: com segurança, acolhimento e oportunidades, sonhos podem se tornar realidade. Os pais de Rüdiger deixaram Serra Leoa em busca de segurança e de uma nova vida na Alemanha. Anos depois, o zagueiro se tornou um dos pilares da seleção.
– Representar a Alemanha é algo que carrego com muito orgulho. Isso também vem acompanhado de uma responsabilidade: gerar impacto dentro e fora dos gramados”, disse o zagueiro, que além da carreira esportiva, Rüdiger apoia iniciativas voltadas para educação, saúde e inclusão de crianças e jovens afetados pelo deslocamento.
Alemanha 7 x 1 Curaçao | Melhores Momentos | 1ª rodada | Copa do Mundo 2026
O atacante Demirović traçou uma trajetória diferente. Ele nasceu na Alemanha após seu pai fugir da guerra na antiga Iugoslávia, mas ele optou por representar a seleção bósnia na Copa e carrega consigo uma história familiar de resiliência e reconstrução.
– Meu pai fugiu da Bósnia durante a guerra e eu nasci na Alemanha. Representar a Bósnia e Herzegovina em sua segunda Copa do Mundo me enche de orgulho. geRead More