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EUA deportam ativista iraniana pró-democracia para a África, diz advogada

EUA deportam ativista iraniana pró-democracia para a África, diz advogada

 Imagem aérea e de arquivo de Bangui, capital da República centroafricana.
Siegfried Modola/ Reuters
Os Estados Unidos deportaram uma ativista pró-democracia iraniana para a República Centro-Africana, disse sua advogada na sexta-feira (12).
Na quinta (11) , o Fundo de Defesa Jurídica Irano-Americano (IALDF) informou que três mulheres iranianas que fugiram de perseguição corriam o risco de deportação, incluindo uma que se converteu ao cristianismo. Nesta sexta, a advogada do grupo, Emily Trostle, disse que uma delas foi deportada para a África e não descartou a possibilidade das outras duas terem o mesmo destino.
“Elas não têm absolutamente nenhuma ligação com esse lugar. Em todas as minhas petições, enviei uma enorme quantidade de informações sobre como isso era superperigoso”, disse Trostle à Reuters.
A ONG acredita que o avião com a deportada seguiria para Bangui, a capital da República Centro-Africana, via Accra, capital de Gana.
“Essas pessoas estão sendo removidas dos Estados Unidos e abandonadas em um país onde não têm status legal, nenhuma ligação e nenhuma rede de apoio. Tememos que, no fim das contas, elas sejam forçadas a retornar aos países de onde fugiram originalmente”, acrescentou a advogada.
Gana e a República Centro-Africana assinaram acordos com o governo Trump para receber deportados de outras nacionalidades que, em muitos casos, haviam garantido proteções legais na justiça americana para não serem repatriados.
Washington tem usado esses acordos — inclusive com a vizinha da República Centro-Africana, a República Democrática do Congo, que enfrenta um surto de Ebola — para deportar pessoas que não pode enviar legalmente de volta para seus países de origem.
O Departamento de Segurança Interna dos EUA declarou na semana passada que todos os deportados receberiam o devido processo legal completo. Washington afirma que os acordos são legais, mas grupos de direitos humanos dizem que os detalhes desses acordos são obscuros e que muitos dos deportados acabam sendo repatriados à força.
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