Mudança de sede, foco na base e acesso à elite: gestora detalha planos do Arujá Vôlei
Time de vôlei deixa Mogi das Cruzes e passa a representar Arujá
Após uma temporada em Mogi das Cruzes, o projeto do Mogi Vôlei terá Arujá como nova casa no ciclo 2026/27. Anunciada em maio, a mudança de sede pegou os torcedores de surpresa, mas vinha sendo estudada pela diretoria há alguns meses.
Segundo a gestora do clube, Elaine Nunes, em entrevista ao ge, a busca por novas possibilidades de crescimento do projeto foi determinante para a transferência. As condições apresentadas pela Prefeitura de Arujá pesaram na decisão.
Dr. Camargo, prefeito de Arujá (segurando a bola) e Elaine Nunes, à direita
Divulgação
– Logo que terminou a temporada do adulto, a gente começou a buscar novas possibilidades de crescimento e expansão em uma cidade que já tivesse uma ligação forte com o voleibol. Em conversa com o secretário de Esportes e com o prefeito de Arujá, vimos que havia uma demanda muito grande pela modalidade. Vários atletas foram revelados na cidade e acreditamos que seria uma oportunidade melhor, com esse envolvimento também da prefeitura – explicou.
Apesar da mudança, a dirigente destacou a importância do período em Mogi das Cruzes, cidade que recebeu a equipe durante a disputa do Campeonato Paulista e da Superliga B na última temporada.
– Foi uma temporada muito proveitosa. Tivemos jogos marcantes, como contra o Sesi, no Campeonato Paulista. É um projeto ainda jovem e em construção. Estamos muito felizes por ter passado esse período em Mogi, conquistando patrocinadores, parceiros e também o apoio dessa torcida maravilhosa. Foi um ano importante, de muitas mudanças, desafios e aprendizados.
Outro fator que contribuiu para a transferência foi o histórico de Arujá no desenvolvimento das categorias de base, uma das prioridades do projeto para os próximos anos.
Dani Suco (terceira da direita para a esquerda) inicia carreira na base de Arujá
Reprodução/@sec.esportesaruja
– Essa mudança estratégica aconteceu justamente para ampliar o trabalho de formação. Arujá já tem uma estrutura consolidada no voleibol, das categorias menores até o sub-17. Nós levamos para a cidade as equipes sub-19, sub-21 e adulta, criando uma sequência completa de desenvolvimento dos atletas.
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– Arujá conta com a Dani Suco, que teve passagem pelo Osasco, além do professor Tenório. Há muita gente engajada nesse projeto. Em junho, estrearemos no Campeonato Paulista, tanto no feminino quanto no masculino, e acreditamos que podemos alcançar bons resultados.
O elenco masculino do Arujá Vôlei inicia as atividades na segunda quinzena de junho. O técnico William Santa Maria, que renovou contrato por mais uma temporada, seguirá no comando da equipe que é formada pela base que atuou por Mogi. O calendário prevê as disputas do Paulista, a partir de agosto, e a Superliga B.
Mogi Vôlei avançou às quartas de final da última Superliga B
Divulgação/Mogi Vôlei
– Eu sempre acredito no trabalho a longo prazo. Isso é extremamente importante. Conseguimos evoluir no Paulista logo no nosso primeiro ano na Divisão Especial, enfrentando equipes da Superliga A com estruturas muito superiores. Nosso elenco era bastante jovem. Por isso, a expectativa é chegar, no mínimo, às semifinais e terminar entre os quatro melhores da competição.
– Nossa ideia era já ter conquistado o acesso neste ano. Eu gostaria de estar em Arujá disputando a Superliga A, mas vamos trabalhar para que isso aconteça agora. O objetivo é chegar à final, conquistar o título e garantir o acesso – concluiu Elaine.
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