Palpites e dicas para Cabo Verde x Arábia Saudita pela Copa do Mundo
Espanha 4 X 0 Arábia Saudita | Melhores momentos | 2ª rodada | Copa do Mundo 2026
Cabo Verde e Arábia Saudita se enfrentam às 21h, pela terceira rodada da Copa do Mundo 2026. O Gato Mestre apresenta em parceria com o economista Bruno Imaizumi o potencial de cada resultado.
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Palpite para Cabo Verde x Arábia Saudita
Grupo H
Bruno Imaizumi/Gato Mestre
Resultado mais provável:
Cabo Verde 0 x 1 Arábia Saudita
O estádio de Houston está se destacando na Copa como palco de grandes goleadas e vem com a maior média de gols da Copa: foram 21 em quatro jogos, média de 5,25 gols por partida. Alemanha 7 a 1 Curaçao, Holanda 5 a 1 Suécia, Portugal 5 a 0 Uzbequistão. E teve também Portugal 1 a 1 RD Congo. Agora, tem Cabo Verde x Arábia Saudita, duas das cinco seleções que mais finalizações sofreram nas duas primeiras rodadas. Cabo Verde foi a quinta equipe que mais permitiu finalizações (41), com dois gols sofridos (18ª marca). Arábia Saudita sofreu quatro gols (35ª marca), sendo a quarta equipe que mais sofreu finalizações (45), com a agravante de sofrer 18 finalizações certas (terceira pior marca). Cabo Verde sofreu dez finalizações certas (30ª marca). Defensivamente, há potencial para gols, mas o ataque já não promete tanto: os sauditas fizeram apenas nove finalizações, quarta menor marca, e um gol em apenas quatro finalizações certas. Cabo-verdianos fizeram 18 finalizações e dois gols em cinco finalizações certas.
A Espanha lidera com quatro pontos, Uruguai e Cabo Verde têm dois. Cabo Verde fez dez de suas 18 finalizações em trocas de passes rasteiros (um gol), quatro usando bolas altas, três em cobranças de falta (um gol) e em cobrança de escanteio olímpico. Arábia Saudita sofreu 45 finalizações, 25 em trocas de passes rasteiros (dois gols) e 20 a partir de jogadas aéreas (dois gols), além de ter sofrido um gol contra. Das nove finalizações sauditas, cinco nasceram a partir de jogadas aéreas (um gol) e quatro em lances rasteiros, dois desarmes no ataque e um contra-ataque. Teve até aqui muita dificuldades para construir ataques em trocas de passes rasteiros.
Evolução do xG na segunda rodada
Cabo Verde foi muito além do esperado contra o Uruguai, já que fez 11 finalizações, só duas de dentro da área, e conseguiu marcar dois gols quando as características de suas conclusões indicavam um potencial estatístico para 0,48 gol.
Bruno Imaizumi/Gato Mestre
A Arábia Saudita fez apenas duas finalizações contra a Espanha, as duas de fora da área e uma delas de seu campo de defesa. O potencial estatístico era para 0,03 gol, praticamente nada.
Bruno Imaizumi/Gato Mestre
Uruguai 2 x 2 Cabo Verde | Melhores momentos | 2ª rodada | Copa do Mundo 2026
Metodologia
A projeção parte de uma combinação de parâmetros de ataque e defesa que o modelo usa para estimar, jogo a jogo, as probabilidades de cada resultado ocorrer e, consequentemente, as chances de cada seleção avançar no torneio.
O modelo empregado nas análises segue uma distribuição estatística chamada Poisson Bivariada, que calcula as probabilidades de eventos (no caso, os gols de cada equipe) acontecerem dentro de um certo intervalo de tempo (o jogo). Para chegar às previsões de cada resultado, foi empregado o método de Monte Carlo, que basicamente se baseia em simulações massivas para gerar resultados. O estudo foi desenvolvido a partir de dados de diversas fontes como Globo, FIFA, Opta, Transfermarkt e FBref.
Pontos destacados de algumas seleções consideram o xG, a expectativa de gol, aqui tratado como nível de ameaça imposto aos adversários. As métricas de xG, consagradas internacionalmente na análise do futebol, consideram as características de cada finalização, como distância, ângulo e número de adversários entre a bola e a linha do gol, entre muitas outras características. De cada cem finalizações da meia-lua, sete acabam virando gol, por exemplo. Assim, uma finalização desse local tem expectativa de 7% de virar gol, registrado como 0,07 xG. Cada finalização tem um potencial consideradas suas características, e o potencial de cada uma é somado para determinar o nível de ameaça imposto pelas equipes em cada partida.
*A equipe do Gato Mestre é formada pelos jornalistas Arthur Sandes, Davi Barros, Felipe Tavares, Guilherme Maniaudet, Gustavo Figueiredo, Leandro Silva, Lorrayne Vieira (estagiária), Roberto Maleson, Rodrigo Breves e Valmir Storti, pelos cientistas de dados Bruno Benício e Vitor Patalano e pelo programador Gusthavo Macedo. geRead More


