Palpites e dicas para Costa do Marfim x Noruega pela Copa do Mundo
Noruega 1 x 4 França | Melhores momentos | 3ª rodada | Copa do Mundo 2026
Costa do Marfim e Noruega se enfrentam às 14h, pela segunda fase da Copa do Mundo 2026. O Gato Mestre apresenta em parceria com o economista Bruno Imaizumi o potencial de cada resultado.
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Palpite para Costa do Marfim x Noruega
Bruno Imaizumi/Gato Mestre
Resultado mais provável:
Costa do Marfim 0 x 1 Noruega
Curaçao 0 X 2 Costa do Marfim | Melhores momentos | 3ª rodada | Copa do Mundo 2026
Resultados na 1ª fase
Costa do Marfim
Costa do Marfim 1 x 0 Equador
Alemanha 2 x 1 Costa do Marfim
Curaçao 0 x 2 Costa do Marfim
Noruega
Iraque 1 x 4 Noruega
Noruega 3 x 2 Senegal
Noruega 1 x 4 França
A grande questão na Noruega é se sua defesa conseguirá dar suporte ao potencial ofensivo da equipe. Não é muito distante o número de finalizações sofridas pelas equipes, mas a Costa do Marfim sofreu dois gols, e a Noruega sete na primeira fase. Isso com a Costa do Marfim sofrendo 37 finalizações (30ª marca na primeira fase entre 48 seleções), sendo 11 delas certas (15ª marca), e a Noruega permitindo 44 finalizações as adversários (37ª marca), sendo 14 certas (28ª). Apesar de a média de altura dos 26 atletas da Noruega seja uma das maiores da Copa, cerca de 1,87 m, das 44 finalizações sofridas, 21 nasceram em jogadas aéreas, sendo vulneráveis em cruzamentos, o que indicaria um problema de posicionamento dos atletas em campo: foram 12 finalizações sofridas em cruzamentos (segunda pior marca da primeira fase) e três sofridos contra três adversários diferentes, com os três feitos do lado esquerdo do ataque. Isso indica um caminho para a Costa do Marfim explorar, mas teria de mudar muito suas características: em três jogos, a equipe só fez cinco finalizações (e nenhum gol) em bolas altas, apenas dois cruzamentos. Das 33 finalizações da Costa do Marfim, 28 foram construídos em trocas de passes (com quatro gols), 25 delas com assistências.
A Noruega também é mais perigosa na troca de passes rasteiros, com seis dos sete gols marcados dessa forma, quatro com assistências e dois aproveitando rebatidas. Foram 21 finalizações norueguesas em lances rasteiros, 11 com assistências. A construção nesses lances tem forte influência pelo lado esquerdo, de onde saíram seis assistências rasteiras contra duas da direita e três pelo meio: foram três gols com assistências da esquerda e um pelo meio. Mesmo nas dez finalizações rasteiras em jogadas individuais ou após rebatidas, em seis vezes a bola estava na esquerda do ataque antes de chegar para ser finalizada.
Evolução do xG na segunda rodada
Com um gol logo na primeira finalização, aos 6 minutos de jogo, Costa do Marfim fez apenas oito finalizações contra Curaçao, seis de dentro da área, com potencial estatístico para 0,7 gol, mas foi eficiente e consegiu marcar dois gols.
Bruno Imaizumi/Gato Mestre
A Noruega fez 11 finalizações contra a França, sete de dentro da área, com potencial estatístico para 1,08 gol e marcou um gol, sendo tão eficiente quanto o esperado. O problema é que a França foi muito mais.
Bruno Imaizumi/Gato Mestre
Metodologia
A projeção parte de uma combinação de parâmetros de ataque e defesa que o modelo usa para estimar, jogo a jogo, as probabilidades de cada resultado ocorrer e, consequentemente, as chances de cada seleção avançar no torneio.
O modelo empregado nas análises segue uma distribuição estatística chamada Poisson Bivariada, que calcula as probabilidades de eventos (no caso, os gols de cada equipe) acontecerem dentro de um certo intervalo de tempo (o jogo). Para chegar às previsões de cada resultado, foi empregado o método de Monte Carlo, que basicamente se baseia em simulações massivas para gerar resultados. O estudo foi desenvolvido a partir de dados de diversas fontes como Globo, FIFA, Opta, Transfermarkt e FBref.
Pontos destacados de algumas seleções consideram o xG, a expectativa de gol, aqui tratado como nível de ameaça imposto aos adversários. As métricas de xG, consagradas internacionalmente na análise do futebol, consideram as características de cada finalização, como distância, ângulo e número de adversários entre a bola e a linha do gol, entre muitas outras características. De cada cem finalizações da meia-lua, sete acabam virando gol, por exemplo. Assim, uma finalização desse local tem expectativa de 7% de virar gol, registrado como 0,07 xG. Cada finalização tem um potencial consideradas suas características, e o potencial de cada uma é somado para determinar o nível de ameaça imposto pelas equipes em cada partida.
*A equipe do Gato Mestre é formada pelos jornalistas Arthur Sandes, Davi Barros, Felipe Tavares, Guilherme Maniaudet, Gustavo Figueiredo, Leandro Silva, Lorrayne Vieira (estagiária), Roberto Maleson, Rodrigo Breves e Valmir Storti, pelos cientistas de dados Bruno Benício e Vitor Patalano e pelo programador Gusthavo Macedo. geRead More


