Palpites e dicas para Holanda x Marrocos pela Copa do Mundo
Tunísia 1 x 3 Holanda | Melhores momentos | 3ª rodada | Copa do Mundo 2026
Holanda e Marrocos se enfrentam às 22h, pela segunda fase da Copa do Mundo 2026. O Gato Mestre apresenta em parceria com o economista Bruno Imaizumi o potencial de cada resultado.
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Palpite para Holanda x Marrocos
Bruno Imaizumi/Gato Mestre
Resultado mais provável:
Holanda 2 x 1 Marrocos
Paraguai 0 x 0 Austrália | Melhores Momentos | 3ª rodada | Grupo D | Copa do Mundo 2026
Resultados na 1ª fase
Holanda
Holanda 2 x 2 Japão
Holanda 5 x 1 Suécia
Tunísia 1 x 3 Holanda
Marrocos
Brasil 1 x 1 Marrocos
Escócia 0 x 1 Marrocos
Marrocos 4 x 2 Haiti
Marrocos vai tentar manter a Holanda longe de seu gol, que fez com méritos na primeira fase: os marroquinos ficaram na sexta colocação como equipe que menos permitiu finalizações a adversários (22) e a sétima que menos sofreu conclusões certas (sete). Só sofreu dois gols. Como comparação, Holanda sofreu quatro gols, 16 finalizações certas (36ª marca entre 48 países) e 34 finalizações no total (23ª marca). Dessas 34 finalizações sofridas pela Holanda, 15 nasceram em jogadas aéreas, normalmente bolas paradas (11). Contra Japão e Tunísia, a Holanda sofreu gol em escanteio, ambos do lado direito do ataque adversário. Marrocos tem Hakimi para cobrar os escanteios da direita, que já viraram cinco finalizações e um gol (contra o Haiti). É um ponto de atenção na partida porque a Holanda tem sofrido por ali. Outro são os contra-ataques porque Marrocos fez seis finalizações (sete maior marca) e um gol assim. A Holanda permitiu quatro finalizações (31ª marca) e sofreu um gol em contragolpes. Curiosamente, Holanda não fez qualquer finalizações em contra-ataque, e Marrocos não sofreu nenhum. Se ocorrer um contragolpe holandês na partida, será algo duplamente fora do comum nesta Copa.
Contra o Japão, a Holanda basicamente atacou com bolas altas (8 de 10 finalizações) e um gol aéreo e um rasteiro. Contra a Suécia foi o oposto, nove finalizações rasteiras de dez e cinco gols em trocas de passes. Contra a Tunísia, dois gols aéreos em bola parada (além de um gol contra), com nove finalizações aérea e nove rasteiras. As dinâmicas holandesas mudam muito de acordo com o adversário. Marrocos permitiu mais finalizações rasteiras contra Brasil (5 contra 2 aéreas e levou um gol rasteiro) e contra Escócia (4 contra 2). Contra o Haiti foram três finalizações rasteiras (um gol), três aéreas e três de falta. É de se esperar que os holandeses insistam mais em trocas de passes rasteiros, que foi como Marrocos sofreu mais.
Evolução do xG na segunda rodada
Foram 18 finalizações da Holanda contra a Tunísia, 14 delas de dentro da área, com potencial estatístico para 2,32 gols. Os holandeses ainda foram mais eficientes do que o esperado e marcaram três gols.
Evolução do xG Tunísia x Holanda
Bruno Imaizumi/Gato Mestre
Marrocos fez 21 finalizações contra Haiti, 14 de dentro da área, com potencial estatístico para 3,10 gols. Os marroquinos marcaram quatro gols, sendo mais eficientes do que o esperado pelas características das finalizaçoes feitas.
Evolução do xG Marrocos x Haiti
Bruno Imaizumi/Gato Mestre
Metodologia
A projeção parte de uma combinação de parâmetros de ataque e defesa que o modelo usa para estimar, jogo a jogo, as probabilidades de cada resultado ocorrer e, consequentemente, as chances de cada seleção avançar no torneio.
O modelo empregado nas análises segue uma distribuição estatística chamada Poisson Bivariada, que calcula as probabilidades de eventos (no caso, os gols de cada equipe) acontecerem dentro de um certo intervalo de tempo (o jogo). Para chegar às previsões de cada resultado, foi empregado o método de Monte Carlo, que basicamente se baseia em simulações massivas para gerar resultados. O estudo foi desenvolvido a partir de dados de diversas fontes como Globo, FIFA, Opta, Transfermarkt e FBref.
Pontos destacados de algumas seleções consideram o xG, a expectativa de gol, aqui tratado como nível de ameaça imposto aos adversários. As métricas de xG, consagradas internacionalmente na análise do futebol, consideram as características de cada finalização, como distância, ângulo e número de adversários entre a bola e a linha do gol, entre muitas outras características. De cada cem finalizações da meia-lua, sete acabam virando gol, por exemplo. Assim, uma finalização desse local tem expectativa de 7% de virar gol, registrado como 0,07 xG. Cada finalização tem um potencial consideradas suas características, e o potencial de cada uma é somado para determinar o nível de ameaça imposto pelas equipes em cada partida.
*A equipe do Gato Mestre é formada pelos jornalistas Arthur Sandes, Davi Barros, Felipe Tavares, Guilherme Maniaudet, Gustavo Figueiredo, Leandro Silva, Lorrayne Vieira (estagiária), Roberto Maleson, Rodrigo Breves e Valmir Storti, pelos cientistas de dados Bruno Benício e Vitor Patalano e pelo programador Gusthavo Macedo. geRead More


