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Palpites e dicas para Holanda x Suécia pela Copa do Mundo

Palpites e dicas para Holanda x Suécia pela Copa do Mundo

Holanda 2 x 2 Japão | Melhores momentos | 1ª rodada | Copa do Mundo FIFA 2026
Holanda e Suécia se enfrentam às 14h pela segunda rodada da Copa do Mundo 2026. O Gato Mestre apresenta em parceria com o economista Bruno Imaizumi o potencial de cada resultado.
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Palpite para Holanda x Suécia
Grupo F

Bruno Imaizumi/Gato Mestre
Placar mais provável:
Holanda 1 x 0 Suécia
Os extremos se encontram em Houston. Só que Holanda e Suécia estão do mesmo lado nesse extremo. Uma das curiosidades nesta partida está ligada ao ritmo do jogo. Na rodada de estreia, as duas seleções estiveram entre as equipes que menos atuaram em altas velocidades. Entre 48 países que disputam a Copa do Mundo, a Suécia foi 46ª em número de corridas acima de 20 km/h (361), e a Holanda, a 47ª (342). A Suécia foi a 32ª em distância percorrida nessa faixa de velocidade (7,3 km), e a Holanda, 45ª (6 km) na soma da movimentação de seus atletas. A Holanda foi a terceira equipe que percorreu a menor distância coletiva na primeira rodada (102,9 km). Acabou empatando com o Japão (2 a 2). Calor do verão norte-americano, fim de temporada nos campeonatos mais endinheirados do planeta… As seleções têm os dados fisiológicos dos atletas e sabem até onde podem ir na primeira fase, em que até três equipes se classificam em um grupo com quatro países. O primeiro tempo de Holanda 2 x 2 Japão teve apenas oito finalizações, cinco dos holandeses e três dos japoneses. O segundo tempo não foi muito diferente: dez finalizações, cinco de cada lado. Três dos quatro gols saíram no início do segundo tempo, e a Holanda não conseguiu segurar a tímida pressão japonesa no final da partida.
A Suécia ficou na 28ª colocação em distância percorrida na partida (111 km). Na vitória por 5 a 1 sobre a Tunísia, fez 13 finalizações (Holanda e Japão fizeram somadas 18 conclusões). Baseou seu jogo na troca de passes rasteiros, com nove finalizações construídas assim (para três gols). Foram quatro finalizações após bolas altas (para dois gols). Das oito finalizações que a Holanda permitiu aos japoneses, quatro foram rasteiras e quatro aéreas, e o Japão fez um gol de cada modo. O segundo em um escanteio. Ao contrário, a Holanda praticamente só conseguiu atacar o Japão a partir de jogadas aéreas, com oito finalizações assim (para um gol em cruzamento) e só duas finalizações em jogadas rasteiras (para um gol). A Suécia não conseguiu evitar seis finalizações da Tunísia na estreia, uma em cobrança de falta, três aéreas (para um gol em cruzamento) e duas rasteiras. É de se esperar que a Holanda insista no jogo aéreo neste sábado. E é muito provável que a Suécia explore a potencial lentidão holandesa e invista em contra-ataques: fez quatro conclusões assim e um gol e foi o único país do grupo a fazer conclusões em contragolpes. E a ganhar vantagem no saldo de gols.
Suécia 5 x 1 Tunísia | Melhores momentos | 1ª rodada | Copa do Mundo FIFA 2026
A evolução do xG na primeira rodada
É incrível que a Holanda não tenha derrotado o Japão: finalizou pouco, o que reduz seu nível de ameaça, mas todas as suas dez finalizações foram feitas de dentro da área. Foram dois gols, duas defesas difíceis e mais três defesas. Só três finalizações foram para fora, por cima do gol.
Evolução do xG na 1ª rodada Holanda 2 x 2 Japão
Bruno Imaizumi/Gato Mestre
Das 13 finalizações da Suécia, quatro foram de fora da área, de onde é mais difícil marcar, só que resultaram em três gols, dois do meia Ayari (melhor não dar espaço para ele na frente da área). As nove finalizações de dentro da área viraram dois gols.
Evolução do xG na 1ª rodada Suécia 5 x 1 Tunísia
Bruno Imaizumi/Gato Mestre
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Metodologia
A projeção parte de uma combinação de parâmetros de ataque e defesa que o modelo usa para estimar, jogo a jogo, as probabilidades de cada resultado ocorrer e, consequentemente, as chances de cada seleção avançar no torneio.
O modelo empregado nas análises segue uma distribuição estatística chamada Poisson Bivariada, que calcula as probabilidades de eventos (no caso, os gols de cada equipe) acontecerem dentro de um certo intervalo de tempo (o jogo). Para chegar às previsões de cada resultado, foi empregado o método de Monte Carlo, que basicamente se baseia em simulações massivas para gerar resultados. O estudo foi desenvolvido a partir de dados de diversas fontes como Globo, FIFA, Opta, Transfermarkt e FBref.
Pontos destacados de algumas seleções consideram o xG, a expectativa de gol, aqui tratado como nível de ameaça imposto aos adversários. As métricas de xG, consagradas internacionalmente na análise do futebol, consideram as características de cada finalização, como distância, ângulo e número de adversários entre a bola e a linha do gol, entre muitas outras características. De cada cem finalizações da meia-lua, sete acabam virando gol, por exemplo. Assim, uma finalização desse local tem expectativa de 7% de virar gol, registrado como 0,07 xG. Cada finalização tem um potencial consideradas suas características, e o potencial de cada uma é somado para determinar o nível de ameaça imposto pelas equipes em cada partida.
*A equipe do Gato Mestre é formada pelos jornalistas Arthur Sandes, Davi Barros, Felipe Tavares, Guilherme Maniaudet, Gustavo Figueiredo, Leandro Silva, Lorrayne Vieira (estagiária), Roberto Maleson, Rodrigo Breves e Valmir Storti, pelos cientistas de dados Bruno Benício e Vitor Patalano e pelo programador Gusthavo Macedo. geRead More