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Qualidade da França mete muito medo

Qualidade da França mete muito medo

Onze entre dez apaixonados por futebol apontam Espanha e França como favoritas à conquista da Copa do Mundo de 2026. Neste início de competição, já na primeira rodada ficou escancarada a diferença entre esses dois postulantes. A Espanha tem um timaço, mas se precisar recorrer a reservas, a situação muda – com Yamal, Dani Olmo e Nico Williams jogando praticamente apenas os últimos minutos da estreia, a Fúria não conseguiu vencer o semi amador time de Cabo Verde. Já a França tem dois timaços. Ok, o titular é melhor, mas na estreia contra Senegal Barcola saiu do banco, ficou pouco mais de 15 minutos em campo, fez o segundo da vitória por 3 a 1 e foi um dos melhores. O futuro a Deus pertence, tudo pode acontecer neste Mundial, e portanto a Espanha (como o Brasil) pode ser campeã. Mas o cartão de visitas francês, apenas no segundo tempo, é para meter medo em qualquer concorrente. Só para exemplificar: o mega star Kylian Mbappé fez dois gols e não foi o melhor campo – o grande maestro contra Senegal foi o absurdo Olise. Detalhe: o melhor do mundo, Dembelé, praticamente não precisou aparecer no jogo…
França 3 x 1 Senegal | Melhores momentos | 1ª rodada | Copa do Mundo FIFA 2026
Diferentemente da Espanha – e de outros europeus como a Suíça – a França não enfrentou um adversário qualquer. Senegal tem tradição em seu continente e tem 15 convocados atuando na Premier League e na Ligue 1 francesa – fora os que em La Liga e outros centros importantes do futebol. Portanto, tinha condições – e exerceu-as – de sair para o jogo, mesmo diante do melhor time do mundo hoje, que busca sua terceira final de Copa do Mundo consecutiva. E no primeiro tempo esteve muito perto de aumentar o desafio francês tendo criado – e desperdiçado – duas chances de gols “feitos”, uma delas parando na trave de Maignan. Mas contra a máquina de Dembelé, Mbappé e Olise, se você tem uma chance precisa decidir. Imaginem duas…
No segundo tempo, após uma chamada às falas de Didier Deschamps que mexeu com os brios franceses, Senegal começou a perceber que as portas do jogo começavam a ficar estreitas. Desde o apito inicial do árbitro, Olise se mostrava imparável – impressionante como tem fôlego para correr e clareza para pensar o jogo sob um calor fortíssimo no MetLife Stadium e em pleno fim de temporada. Mas Senegal mostrava técnica e coragem para resistir e até incomodar o adversário. Mas aos 21 minutos a França colocou seu poderio no placar.
Olise levantou a cabeça e viu Mbappé correr na diagonal, da esquerda para a direita. O passe não era fácil porque os dois não estavam próximos. Mas Olise torna simples o que parece impossível. Mbappé recebeu perto do bico da pequena área, e não estava livre, ou marcado por um botinudo qualquer. Quem o vigiava, ou pelo menos tentava vigiá-lo, era Koulibaly, francês de nascimento, disputando sua terceira Copa do Mundo, campeão africano, um armário assustador. Não para Mbappé, que com enorme agilidade só girou o corpo e bateu cruzado. França 1 a 0.
Senegal ainda tentou reagir mas aos poucos a ficha de quem estava pela frente começou a fazer as pernas pesarem. Deschamps cansou da inoperância de Dembelé, um de seus “melhores do mundo”, e colocou em campo o jovem Barcola, do PSG. Dois minutos depois ele recebe na corredor e dá uma cavadinha na saída de Mendy: 2 a 0. Aos 50 minutos, Ndiaye descontou e me encheu de alegria porque o 2 a 1 para a França tinha sido meu placar no bolão da firma. Mas Mbappé derruba qualquer bolão que não coloque muita vantagem para os Bleus, e ainda teve tempo de fechar o placar em 3 a 1.
Não fiquei triste. Ver o time da França deixa qualquer amante de futebol feliz. Mas também deixa qualquer um na condição de não francês com muito, muito medo… geRead More