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Raio-X do Haiti: o que esperar do próximo adversário do Brasil na Copa do Mundo

Raio-X do Haiti: o que esperar do próximo adversário do Brasil na Copa do Mundo

Técnico do Haiti fala sobre duelo com o Brasil, na Copa do Mundo: “Incrível pra nós”
O Brasil volta a campo nesta sexta-feira (19), diante do Haiti, na Filadélfia, pela segunda rodada do Grupo C da Copa do Mundo, com o objetivo de fazer um jogo tranquilo e conquistar a primeira vitória no Mundial.
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O adversário é o Haiti, que pode se considerar honrado apenas por estar na Copa. Sem poder mandar partidas oficiais em seu território por causa da crise humanitária que afeta o país, o país conseguiu uma classificação histórica e reapareceu no torneio pela primeira vez desde 1974.
O responsável pela façanha é Sébastien Migné. O treinador francês assumiu a equipe em 2024, conseguiu a história classificação e trabalha para que a seleção possa competir diante do histórico de amizade entre os países.
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Nós usaremos o que pudermos para ser eficientes e tentar fazer história pelo Haiti. Eu não quero projetar um vitória hipotética. Mas nós teremos que fazer o nosso melhor para que nós não tenhamos arrependimentos.
Sébastien Migné, técnico do Haiti na Copa do Mundo 2026
Justin Setterfield/Getty Images
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Será que vem goleada ou jogo fácil? Não foi bem o que a derrota para a Escócia mostrou. A derrota foi cara. A seleção caribenha terminou a partida com 51,6% de posse de bola e impressionantes 15 finalizações contra nove dos escoceses.
E como joga o adversário? Confira a análise dos haitianos:
Esquema tático: 4-4-2 mais defensivo
A estrutura-base é um 4-4-2 compacto. A equipe procura fechar os espaços pelo centro e acelerar assim que recupera a bola. O velho e bom jogar fechadinho e no contra-ataque. Contra a Escócia, o Haiti buscou cerca de 24 progressões com bola, quando rouba a bola lá atrás e corre rápido para frentem e 26 cruzamentos realizados diante da Escócia.
O desafio de Carlo Ancelotti, que mantém mistério sobre a escalação, é furar esse bloco defensivo aí da imagem.
Haiti vai passar boa parte do jogo se defendendo
Reprodução
Não vai ser tão moleza assim. O Haiti pressiona, gosta de sufocar bastante. A seleção terá que criar, coisa que deixou a desejar contra o Marrocos.
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Com a bola, procura por chutões e velocidade
O Haiti não pretende disputar a posse de bola com o Brasil. A principal arma é jogar no contra-ataque. Frantzdy Pierrot é uma peça fundamental para o modelo. Com quase 1,95m de altura, o centroavante serve como referência para lançamentos diretos. Ele disputa a primeira bola, protege a posse e cria condições para a chegada dos companheiros.
Pierrot é o centroavante grandalhão que prende a bola toda hora
Reprodução
Não achem que a Escócia não sofreu…após um pivô de Pierrot, Ruben Providence atacou o espaço e obrigou Angus Gunn a fazer grande defesa.
Outro jogador importante ao sistema é Isidor. Nascido na França e atualmente no Sunderland, o atacante estreou pela seleção neste ano e rapidamente se tornou uma das referências do time. Jean-Ricner Bellegarde porta a camisa 10, joga no Wolverhampton e atua em diferentes funções.
Em jogo duro, Escócia vence o Haiti e lidera o grupo do Brasil
Não são jogadores ruins ou amadores. O nível do Haiti é muito, mas muito melhor do que aquele do 7 a 1 da missão diplomática. Apesar de ser um time defensivo, a experiência de jogar na Europa faz a equipe tratar bem a bola e construir com intenção.
Abaixo, um exemplo: um dos volantes afunda entre os zagueiros e o time busca essa profundidade, ou seja, ficar lá em cima do ataque, toda hora. Numa dessas, pode sair uma jogada de perigo.
Haiti é bem organizado e tem vários jogadores de ligas inglesas e francesas
Reprodução
A principal fragilidade apareceu pelo lado esquerdo da defesa. A Escócia explorou bastante esse setor através de Ben Doak, que venceu vários duelos individuais e participou das melhores jogadas ofensivas da equipe europeia.
Só não ache que vai ser um jogo tão fácil. O Haiti está longe de ser uma seleção passiva. Finalizou mais, teve mais posse e chegou mais vezes ao campo ofensivo do que a Escócia. A ver como será contra o Brasil.
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