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Recorde e abraço coletivo: Cristiano Ronaldo estanca crise em Portugal e mantém vivo sonho da Copa

Recorde e abraço coletivo: Cristiano Ronaldo estanca crise em Portugal e mantém vivo sonho da Copa

Cristiano Ronaldo marca seu primeiro gol na Copa do Mundo 2026
O que pode representar um abraço? E vários deles, mais de uma dezena? Para o sonho de Portugal, que busca o primeiro título Mundial de sua história, muitos abraços significaram a busca por reciprocidade. Cristiano Ronaldo marcou seu primeiro gol na Copa do Mundo 2026, a sexta diferente na qual balançou as redes. Mas muito mais do que o chute forte após cruzamento de João Cancelo, ainda no primeiro tempo da vitória sobre o Uzbequistão, a comemoração chamou a atenção.
CR7 correu diretamente para o banco de reservas. Buscou inicialmente Diogo Dalot, um de seus melhores amigos no elenco, e deu um abraço forte. Mas também foi muito, muito abraçado: todos os jogadores em campo foram em sua direção para oferecer um carinho. Os reservas, idem. A cena parece corriqueira no mundo do futebol, mas representa muito após uma semana repleta de ruído.
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Cristiano Ronaldo foi abraçado por todo o elenco de Portugal após primeiro gol na Copa
Getty Images
Declarações polêmicas, troca de farpas entre familiares em redes sociais, postagens enigmáticas… O ambiente na concentração depois do frustrante empate com a RD Congo na estreia gerou muito barulho e debate: Cristiano Ronaldo, aos 41 anos, é o vilão que atrapalha Portugal ou é o gênio que é vítima de uma geração talentosa, que não o procura como deveria?
Falta para Portugal? CR7 deixa para Nuno
O confronto em Houston mostrou que o grupo está em busca do equilíbrio. Os outros destaques do time fizeram questão de fazer um aceno de acolhimento ao maior jogador da história de Portugal, e Cristiano Ronaldo não deixou por menos: também abraçou uma geração talentosa, cotada como nunca para brigar pela Copa do Mundo. Indicou isso em outro lance simbólico, uma cena rara: aos 17, deixou para Nuno Mendes cobrar uma falta na entrada da área, que pegou o Uzbequistão de surpresa e terminou no fundo das redes.
O terceiro gol português, aos 39, também pode resumir o que se espera da equipe e do artilheiro neste Mundial: um time com muito talento, que pode criar as condições para Cristiano Ronaldo fazer a diferença com sua experiência e faro de gol. A ele, cabe mostrar que é capaz de marcar de diversas maneiras e aproveitar as oportunidades.
Bruno Fernandes arrancou em contra-ataque e segurou até o momento exato para um passe preciso para Cristiano Ronaldo. O camisa 7 mostrou que o físico está em dia com sua movimentação e velocidade na dose certa: correu em direção ao bico da pequena área e chutou cruzado, na medida. Desta vez, celebrou da maneira que se tornou sua marca: corrida em direção à bandeira do escanteio, salto e pouso firme, seguido pelo grito de “Siiiuuu” junto das arquibancadas.
O ambiente em Houston era muito favorável para que CR7 conseguisse estancar a crise na abertura de um promissor Mundial. O estádio estava tomado por camisas vermelhas, a maioria com o número 7. Muitas delas, usadas por fãs de toda a parte do mundo, principalmente mexicanos. A euforia por Cristiano foi exibida até no anúncio da escalação, quando ele foi exaltado, e o nome de João Neves – pivô de polêmica na semana passada – recebeu algumas vaias.
Mais sintonia do que na estreia
Claro, não foi tudo perfeito na atuação do craque. Na primeira vez que foi acionado, por exemplo, ele perdeu um gol que poderia fazer falta: deixou a bola passar após ótimo cruzamento de Nuno Mendes. Irritado, ele socou o campo e foi animado por Bruno Fernandes.
O gol veio na segunda oportunidade que teve, e isso ajudou o homem-gol a tirar um peso das costas, principalmente em Mundial em que os astros têm feito a diferença: Messi, Mbappé, Haaland… Depois de abrir o placar, ele se movimentou mais, aparecendo no meio de campo em alguns momentos até sem necessidade. Mas mostrou mais sintonia com os companheiros do que na estreia.
Mais um do CR7! Cristiano Ronaldo marca de novo em Portugal x Uzbequistão
Teve até jogada ensaiada, de novo em cobrança de falta: no começo do segundo tempo, CR7 fingiu que ia para o chute, passou da bola e correu para receber um passe pelo Dalto de Bruno Fernandes. Cristiano conseguiu chutar, mas o goleiro uzbeque reagiu rapidamente para travar. Foi o quarto chute a gol do craque na partida – outro saiu em jogada que ele não finalizou bem, após sair cara a cara com o goleiro, na etapa inicial. Ele ainda quase marcou o terceiro gol atrapalhando a saída de bola do goleiro.
Das 16 finalizações de Portugal, sete vieram de Cristiano Ronaldo. Das nove no alvo, cinco foram dele. Nada mal para um centroavante. Claro, assim como o duelo contra a RD Congo não poderia construir verdades absolutas, com uma defesa competente do rival, o confronto contra o Uzbequistão também não pode ser tomado como parâmetro absoluto. Mas, no geral, Cristiano Ronaldo e seus companheiros deram bons sinais e voltaram a embalar um sonho difícil, mas viável.
O jogo contra a Colômbia, na última rodada, servirá não só para definir o adversário na segunda fase e o caminho a ser trilhado, mas pode indicar como o time se comporta diante de um adversário de nível superior. Cristiano Ronaldo, que chegou a ser pivô de um debate se deveria ou não seguir como titular na segunda rodada, provavelmente estará em campo desde o início mais uma vez, como foi ao longo de todo o ciclo com Roberto Martínez.
Melhor centroavante português em atividade, ele foi o artilheiro da seleção na conquista da Liga das Nações e nas eliminatórias para o Mundial. Também já é o maior marcador do time nesta Copa. Resta saber se novamente conseguirá um desfecho que fará felizes Portugal, sua geração mais talentosa e o maior ídolo de sua história. geRead More