Técnico do Haiti evita tratar atletas do Brasil como “deuses”, mas cita admiração: “Incrível para nós”
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A sexta-feira reserva um encontro entre uma seleção pentacampeã e outra que disputa a Copa do Mundo apenas pela segunda vez. Brasil e Haiti se enfrentam às 21h30 (horário de Brasília), na FIladélfia, pela segunda rodada do grupo C. Técnico do Haiti, Sébastien Migné citou o trabalho de gestão para evitar que o elenco do Haiti trate os brasileiros como “deuses”, mas não negou a admiração por jogadores como Vini Jr.
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— Isso é algo que estamos trabalhando há um tempo com meus jogadores. Precisamos garantir que a gente tenha os adversários certos pra nos tornarmos a melhor versão de nós mesmos. Vou falar do meu filho, mas também de muitos outros jogadores. Eles amam o Vinicius, e amanhã vamos enfrentar esse tipo de jogador. Isso é incrível pra nós. Temos muita sorte, muitos gostariam de estar no nosso lugar. Muitos times não se classificaram pra Copa do Mundo e amanhã vamos jogar contra um dos melhores times — disse o técnico francês em entrevista coletiva.
— (Contra o Brasil) vamos conseguir nos avaliar. Vamos tentar encarar o desafio, ir além. Esse é o objetivo pra amanhã. Tenho 26 jogadores no meu elenco, então preciso ser 26 pessoas diferentes, basicamente, porque é um suporte personalizado. É sobre gestão de estresse. Lembre que não temos muita experiência internacional. Alguns vão adorar o fato de estarem enfrentando (o Brasil). Cabe a mim e à minha comissão encontrar a abordagem certa. Queremos garantir que desde o início do jogo estejamos totalmente comprometidos em alcançar nossos objetivos.
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Sébastien Migné, técnico do Haiti na Copa do Mundo 2026
Justin Setterfield/Getty Images
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A Copa de 2026 marca o retorno do Haiti ao torneio após 52 anos. Na primeira participação, o país caribenho foi eliminado ainda na fase de grupos, mas fez história ao seu modo ao encerrar o recorde da baliza zero do goleiro italiano Dino Zoff. Questionado sobre as chances de o Haiti vencer o Brasil, Migné afirmou que não quer que seu time tenha quaisquer arrependimentos.
— Bom, eu acho que seria incrível para o Haiti, seria incrível também ver as celebrações se ganharmos. Quando você está tentando se tornar um treinador, você quer vencer. Mas, quando você é técnico do Haiti, você tem que sobreviver a mais desafios. E, graças ao futebol, nós podemos viver momentos lindos. Eu não quero projetar um vitória hipotética. Mas nós teremos que fazer o nosso melhor para que nós não tenhamos arrependimentos — completou Migné.
As seleções de Haiti e Brasil nutrem histórico de amizade, e já houve até um amistoso para fortalecer a diplomacia entre os países em meio a uma missão de paz. É comum, inclusive, que a população do Haiti torça para o Brasil em torneios que o país caribenho não está envolvido.
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