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Torcedores avaianos e alvinegros curtem Copa nos Estados Unidos

Torcedores avaianos e alvinegros curtem Copa nos Estados Unidos

Torcedores de Avaí e Figueirense na torcida pelo Brasil nos EUA
Não é segredo que, em toda Copa do Mundo, uma das certezas é de que haverá um manezinho fazendo barulho nas arquibancadas, seja lá onde for. Mas e um grupo de 15 avaianos e alvinegros, com torcedor que já passou por cinco mundiais consecutivos?
É o caso desse grupo, que alugou uma casa em Nova Iorque para acompanhar a Seleção Brasileira e outros países na primeira fase do torneio. Um dos principais responsáveis pela ideia, Antônio Schmitz Neto, tem até um combinado com a esposa, já que a viagem para a Copa do Mundo é obrigação para ele.
Antônio Schmitz (segundo da esquerda para a direita) e seus amigos avaianos na Copa do Mundo nos Estados Unidos
Fernanda Moro/NSC TV
— Eu tenho um acordo com a patroa. A gente tem um alvará aí de em torno de uns 30 dias. Também temos a Copa América, que é menos abrangente, menor. Então, a gente aproveita para acabar conhecendo os países da América do Sul em um passeio em família.
— A África do Sul era um país lindo, por toda a natureza, que evoluiu, mas em algumas partes muito, muito pobre. No Brasil, por incrível que pareça, foi a Copa que eu menos curti. Próximo de casa, a gente fica preocupado. Aqui (EUA), a gente se desliga. A da Rússia não vai ter como igualar, nunca. Melhor Copa de todas. As pessoas com quem eu falo, que vão há muito tempo, também acham.
— O Catar tinha restrições, mas era excelente, porque todas as pessoas estavam no mesmo lugar, todas as torcidas juntas. Teve a possibilidade de se assistir aos 64 jogos da Copa do Mundo pela proximidade. Era como se tivessem os outros estados dentro da Ilha de Florianópolis. A distância era de 50 km entre os mais distantes.
Torcedores de Avaí e Figueirense na Copa do Mundo dos Estados Unidos
Rodrigo Faraco/NSC TV
Para Antônio e os amigos, este Mundial, nos Estados Unidos, tem algumas peculiaridades que o deixam abaixo na comparação com os anteriores. Algo já relatado, inclusive, por outros torcedores catarinenses entrevistados pela equipe de reportagem do ge, em Nova Jersey.
— Uma coisa que surpreendeu negativamente é a questão do preço dos ingressos. Eles já saíram caros do site da Fifa. A Fifa criou um sistema de revenda em que, a cada revenda, ela ganha 15% do comprador e 15% do vendedor. Então, assim, quem vai repassar já vende um pouco mais caro. Hoje, os da primeira fase estão custando 20 vezes mais do que nas outras Copas.
— Aqui não tem clima de Copa. A gente passa e alguns norte-americanos até perguntam: “O que é isso?”. Não tem nem de perto a prioridade que os outros países deram. Parece que é só mais um evento de um esporte com o qual eles ainda não têm tanto contato.
Cristóvão Steimbach (segundo da direita para a esquerda) e os filhos na Copa do Mundo dos Estados Unidos
Fernanda Moro/NSC TV
Além de aproveitar o tempo com os amigos e assistir de perto aos maiores craques do futebol mundial, Antônio também carrega consigo uma tradição. Além de desafio pessoal, é uma forma de levar de volta para Florianópolis lembranças desta viagem.
— Eu trouxe 20 camisas do Brasil para trocar com outros países. Eu já tenho uma coleção bem grande. Ontem, eu consegui trocar a minha segunda, peguei uma da Escócia e, no jogo do Brasil, peguei uma de Marrocos.
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