Análise: melhora do Grêmio com a pausa fica só na promessa até agora
Grêmio 1 x 2 Chapecoense | Melhores momentos | Amistoso
Enquanto o mundo do futebol acompanhava a vitória apertada da França sobre o Paraguai na Copa do Mundo, o gremista deixou de lado o principal evento do esporte para acompanhar o Grêmio em campo. Ao final do dia, talvez até o mais fanático torcedor tricolor desejou que o Mundial não acabe tão cedo.
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Isso pois a derrota por 2 a 1 para a Chapecoense, em amistoso na noite deste sábado, em Sinop (MT) entregou poucas razões para acreditar que o retorno das competições de clubes seja uma boa notícia para o Grêmio.
Em maio, Antônio Dutra Junior, à época vice-presidente de futebol, afirmou que a paralisação seria uma “verdadeira pré-temporada”, e que o clube colocava “muita expectativa” para o período. Naturalmente, se esperava indícios de evolução. Veja bem, só indícios seriam suficiente.
Tempo para isso não faltou. A reapresentação aconteceu no dia 17 de junho, Luís Castro teve a chance inédita de trabalhar sem a pressão imposta pelo calendário. Contra a Chape, porém, o resultado do período foi difícil de identificar em campo.
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O primeiro tempo foi um velho filme de terror já conhecido pelo torcedor. O Grêmio teve a posse no início do jogo, mas voltou a sofrer justamente nos mesmo aspectos de sempre. É o mesmo roteiro do mesmo filme com personagens diferentes.
Faltou intensidade (e criatividade) no meio-campo. A Chape, lanterna no Campeonato Brasileiro, encontrou espaço para jogar, aproveitou os erros gremistas e construiu a vantagem de 2 a 0 sem muito esforço.
O primeiro tempo foi o período no qual as duas equipes tinham os times tidos titulares. Nardoni foi facilmente desarmado na origem do lance do primeiro gol sofrido. Luis Eduardo chegou atrasado e foi driblado por Bolasie, que bateu na saída de Grando. Depois, Pedro Gabriel errou passe no campo defensivo, o que gerou falta para a Chape. Na cobrança, Everton superou Luis Eduardo e fez o segundo.
A falta de repertório também voltou a chamar atenção. O time do Grêmio é burocrático (ou melhor, continua sendo). A equipe seguiu dependente de jogadas individuais pelos lados e mostrou pouca capacidade de construir por dentro.
Nardoni e Bruno Pacheco em Grêmio x Chapecoense
Lucas Uebel/Grêmio
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De forma individual também houve pouco brilho. Carlos Vinícius, artilheiro da equipe, passou em branco. O único jogador capaz de gerar algum desequilíbrio foi Pavon, justamente o autor do belo gol gremista, em cobrança de falta na etapa final.
É pouco para um time que tem tempo para trabalhar e que precisa se provar para o torcedor, que já está impaciente. No intervalo, mais fortemente, e ao final do jogo, gremistas presentes vaiaram a equipe.
Na segunda etapa houve uma pequena melhora, apontada por Luís Castro após a partida. O treinador alterou todos os jogadores de linha e o Grêmio passou a frequentar o campo ofensivo com mais frequência.
Monsalve deu dinâmica no setor foi uma das notícias boas, se é que possa ser classificada assim. Melhorou em relação ao primeiro tempo, e foi participavo para a equipe demonstrar mais ímpeto. Ainda assim, foi muito pouco e muito tarde. Houve mais esforço do que futebol.
Na Copa do Mundo não há espaço para erros. No Brasileirão, a lógica não é muito diferente para quem passa boa parte do campeonato tentando escapar da parte de baixo da tabela.
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