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Análise: na Copa das estrelas, Espanha escancara o óbvio e é finalista com coletivo impecável

Análise: na Copa das estrelas, Espanha escancara o óbvio e é finalista com coletivo impecável

Futebol: esporte coletivo. Em alguns momentos, o óbvio precisa ser dito, e a Espanha gritou esta obviedade no gramado do estádio de Dallas na tarde terça-feira.
Na Copa do Mundo dos protagonistas, a primeira finalista despachou a até então melhor equipe do torneio com jogando por música. Uma orquestra onde cada um toca seu instrumento no tom correto, sem necessidade de solar. O 2 a 0 sobre a França, pela semifinal, foi uma aula.
França x Espanha
Reuters
O time de Luis de la Fuente comandou a partida através do controle de bola e espaço. A França avassaladora de Mbappé, Dembélé e Olise corria atrás e praticamente não levava perigo ao gol quase imbatível de Unai Simon – vazado apenas uma vez na competição.
Se de um lado Rabiot errava passes aos montes, do outro Rodri e Fabian Ruiz ditavam o ritmo de um jogo que tendia ao lado direito do ataque espanhol. E não somente por conta do talento indiscutível de Lamine Yamal. Mas muito pela fragilidade indicada por Lucas Digne.
França 0 x 2 Espanha | Melhores momentos | Semifinal | Copa do Mundo Fifa 2026
O lateral do Aston Villa, que está na mira do PSG, fez pênalti infantil que Oyazarbal cobrou para fazer 1 a 0 e deixar ainda mais cômodo o jogo de posse espanhol. Com exceção de jogadas individuais de Barcola, a França sequer rondava a área de uma Espanha que controlava o ritmo e criou a melhor chance de bola rolando após longa troca de passes que Upamecano travou finalização de Fabian Ruiz. O primeiro tempo foi um amasso.
E o cenário mudou pouco na volta do intervalo. Por mais que a França tentasse se posicionar mais no campo de ataque, a Espanha fechava bem os espaços, com Rodri em determinados momentos se posicionando entre os zagueiros para uma linha de cinco.
Espanha de Luis de la Fuente nunca esteve atrás no placar
REUTERS/Brian Snyder
Deschamps trocou Barcola por Doué, aos 12, para dar drible e velocidade, mas o jovem do PSG pecou em sua primeira ação sem a bola. Não acompanhou Pedro Porro, que tabelou com Dani Olmo para receber livre na área e deslocar Maignan: 2 a 0.
A França fez todas as cinco substituições, só que em momento algum sequer flertou com uma reação. Até aconteceram jogadas de Mbappé aqui e ali, mas sempre na base de um individualismo que não foi páreo para o jogo coletivo da Espanha.
A semifinal estava tão tranquila que ainda na metade do segundo tempo a torcida começou a gritar “olé”. Logo a reação que depende da troca de passes de pé em pé. Afinal, o futebol é um esporte coletivo, e a Espanha tem a capacidade de gritar isso para os rivais como ninguém. geRead More