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Análise: Ponte Preta repete roteiro, entrega vitória e amplia vergonha histórica na Série B

Análise: Ponte Preta repete roteiro, entrega vitória e amplia vergonha histórica na Série B

Confira os melhores momentos do empate em 1×1 entre Ponte Preta e Athletic
A Ponte Preta já não perde apenas para os adversários. Perde para os próprios erros. Contra o Athletic, a Macaca voltou a repetir um roteiro conhecido na temporada. Fez um primeiro tempo competitivo, saiu na frente, criou oportunidades para ampliar, mas deixou o jogo escapar por escolhas equivocadas e falhas individuais.
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O empate por 1 a 1, diante de um Moisés Lucarelli vazio, levou o clube ao 14º jogo consecutivo sem vitória e igualou o recorde negativo do ABC como a maior sequência sem triunfos da história da Série B.
Ponte Preta x Athletic Club; Série B
Marcos Ribolli
Dentro das limitações técnicas do elenco, a equipe de Márcio Zanardi fez talvez um dos melhores primeiros tempos desde sua chegada. Elvis encontrou Léo Gomes com um passe preciso, e o volante abriu o placar ao vencer Luan Polli.
A Ponte ainda criou outras oportunidades para construir uma vantagem mais confortável, mas voltou a esbarrar em um velho problema: a incapacidade de transformar bons momentos em tranquilidade no placar.
Ponte Preta x Athletic Club; Série B
Marcos Ribolli
E esse talvez seja o maior retrato de um time que venceu apenas três das 30 partidas disputadas na temporada. Falta qualidade, mas também falta confiança. Quando teve o jogo nas mãos, a Ponte não soube administrá-lo.
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Na segunda etapa, o time recuou cada vez mais. Abriu mão da posse de bola, deixou o Athletic crescer e passou a conviver novamente com um cenário que se tornou rotina em 2026: defender próximo da própria área esperando o relógio correr.
Foi justamente nesse contexto que apareceu o maior problema técnico da equipe durante toda a temporada: o sistema defensivo.
Mesmo em um lance discutível pela valorização do atacante adversário, Sergio Palacios ofereceu o contato dentro da área e deu ao árbitro a oportunidade de marcar um pênalti evitável. Mais um erro defensivo que custou pontos.
Ponte Preta x Athletic Club; Série B
Marcos Ribolli
Os números ajudam a explicar o tamanho do problema. A Ponte sofreu 39 gols em 20 jogos na Série B. No ano, já são 54 gols em 30 partidas, desempenho que coloca a defesa entre as piores da história recente do clube.
Não é uma deficiência que surgiu por acaso.
Se os atrasos salariais, os transfer bans, a saída de jogadores, as dívidas e a deterioração financeira carregam a responsabilidade da gestão comandada por Luiz Torrano, a montagem de um elenco incapaz de competir de maneira consistente passa diretamente pelo trabalho do vice-presidente Marco Antônio Eberlin e do coordenador de futebol João Brigatti.
João Brigatti, coordenador da Ponte
Marcos Ribolli
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Márcio Zanardi tenta reconstruir uma equipe emocionalmente abalada enquanto aguarda soluções fora de campo para tornar o trabalho viável dentro dele. Em alguns momentos, como no primeiro tempo diante do Athletic, até consegue mostrar evolução.
Mas a Ponte continua encontrando maneiras de desperdiçar qualquer sinal de recuperação.
E, a cada rodada sem vitória, deixa de lutar apenas contra o rebaixamento para acrescentar mais um capítulo a uma das temporadas mais constrangedoras de sua história.
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