Anatomia da eliminação: imagens mostram como o Brasil desmoronou após mudanças de Carlo Ancelotti
Brasil x Noruega – Melhores Momentos
Artboard 1MENOR DESTAQUEArtboard 1MENOR DESTAQUEArtboard 1MAIOR DESTAQUEHabilitar ViewportPlayO Brasil junta os cacos após mais uma eliminação na Copa do Mundo, dessa vez com derrota de 2 a 1 para a Noruega. A sexta queda seguida para uma seleção europeia em Copas deixa o time de Carlo Ancelotti com a pior classificação desde 1990, quando caiu para a Argentina também nas oitavas de final.O que houve? De quem é a culpa? E se Bruno Guimarães tivesse acertado o pênalti? Ou Endrick aquela bola?+ Em dublagem, Fantástico revela provocação de Neymar a goleiro da Noruega: “Comigo, não”
+ Quantos pênaltis Bruno Guimarães bateu na carreira? Checamos
+ Ancelotti explica por que Vini Jr não cobrou pênalti em Brasil x NoruegaAo rever o jogo de cabeça fria, fica claro como o Brasil era melhor que a Noruega até os 66 minutos de jogo. Foi quando Carlo Ancelotti decidiu fazer duas alterações que desmontaram taticamente a seleção e deram espaço para Haaland fazer dois gols em dez minutos.+ Veja a tabela da Copa do Mundo
+ Calendário da Copa do Mundo 2026: veja datas e horários de todos os jogosPrimeiro tempo: sem pressionar alto, Brasil cria as melhores chancesO primeiro tempo teve mais posse de bola dos noruegueses. O Brasil jogou num 4-4-2 com Cunha e Vini Jr na frente e Martinelli na esquerda. A ideia era deixar a Noruega com a bola e explorar contra-ataques. A estratégia causou estranheza pela postura recuada, mas quem teve as melhores chances foi o Brasil:15′: Rayan invade a área pela direita e finaliza para fora.17′: Martinelli aparece livre na segunda trave, mas não consegue completar de cabeça.30′: Martinelli cruza rasteiro, Danilo chega na área, mas fura na finalização.40′: Vinícius rouba a bola, invade a área e obriga Nyland a fazer grande defesa.Artboard 1MENOR DESTAQUEArtboard 1MENOR DESTAQUEArtboard 1MAIOR DESTAQUEHabilitar ViewportPlay🔍 Adicione o ge nas suas fontes favoritas do GoogleA Noruega circulava a bola, mas criava pouco. Ødegaard levou perigo em chute de fora da área aos 34 minutos, e Haaland pouco tocava na bola. O jogo estava controlado.Segundo tempo: Brasil mais recuado, mas com mais contra-ataquesCom Endrick no lugar de Matheus Cunha cerca de 12 minutos depois do segundo tempo começar, o Brasil se encolheu mais. A aposta era mesmo o contra-ataque, como melhor oportunidade do jogo: Endrick perdendo na cara do gol, aos 58 minutos de jogo.Até os 65 minutos, Haaland quase não participava do jogo. O atacante tinha apenas uma finalização e poucos toques na bola. O Brasil seguia compacto, com Rayan e Martinelli fechando os corredores, Bruno Guimarães pressionando por dentro e Casemiro protegendo a entrada da área. A imagem mostra a formação.Artboard 1MAIOR DESTAQUEArtboard 1MENOR DESTAQUEArtboard 1MAIOR DESTAQUEArtboard 1LARGURA TOTAL67 minutos: duas mudanças e novo esquema táticoAos 67”, Ancelotti tirou Rayan e Martinelli para colocar Neymar e Danilo Santos. Logo depois, a partida parou para hidratação. Logo quando os jogadores se reúnem, Carlo Ancelotti levanta e exibe um campinho tático com o time em amarelo numa formação 4-3-3. Artboard 1MAIOR DESTAQUEArtboard 1MENOR DESTAQUEArtboard 1MAIOR DESTAQUEArtboard 1LARGURA TOTAL70 minutos: Brasil joga com Neymar de falso nove, mas perde compactação na defesa.Após a parada para hidratação, o jogo recomeça e dá para ver o dedo de Ancelotti: Neymar entra como falso nove, com a missão de buscar a bola e criar. Vini e Endrick ficam bem abertos pelos lados, mas entram na área com os volantes para atacar. As mudanças sinalizavam um Brasil mais ofensivo e com mais posse no jogo.Artboard 1MAIOR DESTAQUEArtboard 1MENOR DESTAQUEArtboard 1MAIOR DESTAQUEArtboard 1LARGURA TOTALOs problemas começaram justamente no novo esquema tático, que não foi testado em nenhuma vez por Ancelotti na Copa do Mundo.O Brasil perdeu compactação e não conseguia mais se fechar. Como Neymar ficava solto e não participava, Casemiro acabou ficando sobrecarregado. Na imagem, ele precisa abandonar seu espaço para parar a jogada e a Noruega começa a encontrar espaço. Artboard 1MAIOR DESTAQUEArtboard 1MENOR DESTAQUEArtboard 1MAIOR DESTAQUEArtboard 1LARGURA TOTAL75 minutos: lado direito começa a ficar exposto com Endrick como pontaO novo esquema fez o Brasil ficar mais frágil pelo lado direito. Apesar de jogar como ponta no Lyon, Endrick não retornava para cobrir Danilo, como Rayan fazia. A sequência do lance acima já mostra o atacante longe de defesa. Artboard 1MAIOR DESTAQUEArtboard 1MENOR DESTAQUEArtboard 1MAIOR DESTAQUEArtboard 1LARGURA TOTALQuatro minutos depois, o mesmo problema. Ao invés de se defender num 4-4-2 bem compacto, o Brasil começou a se defender com apenas sete jogadores. A Noruega sentiu as brechas e começou a explorar a falta de proteção dos laterais. A imagem aqui mostraArtboard 1MAIOR DESTAQUEArtboard 1MENOR DESTAQUEArtboard 1MAIOR DESTAQUEArtboard 1LARGURA TOTAL78 minutos: Ancelotti percebe lado direito exposto e tenta corrigir com ÉdersonA comissão técnica de Carlo Ancelotti, tão elogiada pela observação contra o Japão, viu tudo isso que você leu. Não é por acaso que o treinador decide colocar Éderson aos 77 minutos. O volante, que pode jogar como lateral, entrou para preencher o lado direito e não deixar Endrick tão sobrecarregado.Se no papel era um bom plano, na prática foi um desastre.breÉderson entrou sem saber qual espaço ocupar. Primeiro para o centro e depois para a direita. Na imagem abaixo, Gabriel Magalhães aponta o braço para a lacuna no lado direito, com Endrick e Danilo sobrecarregados. Artboard 1MAIOR DESTAQUEArtboard 1MENOR DESTAQUEArtboard 1MAIOR DESTAQUEArtboard 1LARGURA TOTAL79 minutos: Primeiro gol nasce justamente pelo lado expostoO gol nasce justamente na direita. A Noruega já estava atacando bastante por ali, explorando a escolha de Ancelotti por não ter mais Rayan e sim Endrick. E a tragédia se desenha: Haaland começa a ter espaço. A imagem abaixo mostra três erros táticos:Éderson demora a dobrar a marcação e deixa Endrick expostoCasemiro vira o corpo para compensar o lado direito e deixa Haaland entrar sozinhoDanilo Santos não cobre Casemiro nem protege o lado esquerdo, onde Odegaard aparece livreArtboard 1MAIOR DESTAQUEArtboard 1MENOR DESTAQUEArtboard 1MAIOR DESTAQUEArtboard 1LARGURA TOTALEssa série de falhas é complementada por mais uma: de Danilo, do Flamengo. Com a jogada já na área do Brasil, o defensor deveria marcar a bola eou fazer um bloqueio para evitar o cruzamento. Observe que Éderson até chega e coloca os braços para evitar o pênalti. Tudo para bloquear o cruzamento que encontra Haaland, que bate Gabriel Magalhães facilmente.Artboard 1MENOR DESTAQUEArtboard 1MENOR DESTAQUEArtboard 1MAIOR DESTAQUEArtboard 1LARGURA TOTAL81 minutos: Brasil se desespera com a bola e substitutos de Ancelotti ficam sem funçãoO pior aconteceu. E agora faltando apenas dez minutos para o final da partida. Se o emocional foi o grande trunfo contra o Japão, o que se viu após o gol da Noruega foi um Brasil confuso, nervoso e abusando dos cruzamentos.O problema é que Danilo Santos e Éderson não avançavam para preencher a área nos cruzamentos. Neymar tinha a função de buscar a bola. Quando ele fazia isso, os volantes precisavam apoiar como Casemiro faz no lance. O resultado é que o Brasil trabalhou mais o jogo, mas não teve profundidade para efetivamente criar algo.Artboard 1MAIOR DESTAQUEArtboard 1MENOR DESTAQUEArtboard 1MAIOR DESTAQUEArtboard 1LARGURA TOTAL89 minutos: o desastre acontece com mais um gol da NoruegaSem o apoio dos volantes e um centroavante de origem – estranhou a convocação de Igor Thiago para não ser usado justamente nesse momento – o Brasil ficou exposto. Aos 89 minutos, um tiro de meta cobrado rápido pega a defesa brasileira de surpresa. Haaland, como é de se esperar, vence pelo algo.Veja como a seleção de Ancelotti está completamente desorganizada:Casemiro, o primeiro volante, não volta a tempo porque era o único a apoiarÉderson demora a perceber o perigoDanilo Santos erra o “timingArtboard 1MAIOR DESTAQUEArtboard 1MENOR DESTAQUEArtboard 1MAIOR DESTAQUEArtboard 1LARGURA TOTALA consequência disso são os primeiros espaços na entrada da área. Sem a proteção dos pontas, Bruno e Danilo Santos precisam “balançar” de um lado a outro e vão deixando espaços.Quando o jogo recomeça, Neymar aparece centralizado, buscando a bola como um falsoAs câmeras mostraram o treinador reposicionando a equipe em um campinho, indicando um novo desenho tático.
O Brasil junta os cacos após mais uma eliminação na Copa do Mundo, dessa vez com derrota de 2 a 1 para a Noruega. A sexta queda seguida para uma seleção europeia em Copas deixa o time de Carlo Ancelotti com a pior classificação desde 1990, quando caiu para a Argentina também nas oitavas de final.
O que houve? De quem é a culpa? E se Bruno Guimarães tivesse acertado o pênalti? Ou Endrick aquela bola?
+ Em dublagem, Fantástico revela provocação de Neymar a goleiro da Noruega: “Comigo, não”
+ Quantos pênaltis Bruno Guimarães bateu na carreira? Checamos
+ Ancelotti explica por que Vini Jr não cobrou pênalti em Brasil x Noruega
Ao rever o jogo de cabeça fria, fica claro como o Brasil era melhor que a Noruega até os 66 minutos de jogo. Foi quando Carlo Ancelotti decidiu fazer duas alterações que desmontaram taticamente a seleção e deram espaço para Haaland fazer dois gols em dez minutos.
+ Veja a tabela da Copa do Mundo
+ Calendário da Copa do Mundo 2026: veja datas e horários de todos os jogos
Primeiro tempo: sem pressionar alto, Brasil cria as melhores chances
O primeiro tempo teve mais posse de bola dos noruegueses. O Brasil jogou num 4-4-2 com Cunha e Vini Jr na frente e Martinelli na esquerda. A ideia era deixar a Noruega com a bola e explorar contra-ataques. A estratégia causou estranheza pela postura recuada, mas quem teve as melhores chances foi o Brasil:
15′: Rayan invade a área pela direita e finaliza para fora.
17′: Martinelli aparece livre na segunda trave, mas não consegue completar de cabeça.
30′: Martinelli cruza rasteiro, Danilo chega na área, mas fura na finalização.
40′: Vinícius rouba a bola, invade a área e obriga Nyland a fazer grande defesa.
Ancelotti explica postura da Seleção contra a Noruega
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A Noruega circulava a bola, mas criava pouco. Ødegaard levou perigo em chute de fora da área aos 34 minutos, e Haaland pouco tocava na bola. O jogo estava controlado.
Segundo tempo: Brasil mais recuado, mas com mais contra-ataques
Com Endrick no lugar de Matheus Cunha cerca de 12 minutos depois do segundo tempo começar, o Brasil se encolheu mais. A aposta era mesmo o contra-ataque, como melhor oportunidade do jogo: Endrick perdendo na cara do gol, aos 58 minutos de jogo.
Até os 65 minutos, Haaland quase não participava. Tinha apenas uma finalização e poucos toques na bola. O Brasil seguia compacto, com Rayan e Martinelli fechando os corredores, Bruno Guimarães pressionando por dentro e Casemiro protegendo a entrada da área. A imagem mostra a formação.
Brasil teve menos posse de bola, mas criava as melhores chances do jogo
Reprodução
67 minutos: duas mudanças e novo esquema tático
Aos 67”, Ancelotti tirou Rayan e Martinelli para colocar Neymar e Danilo Santos. Logo depois, a partida parou para hidratação. Logo quando os jogadores se reúnem, Carlo Ancelotti levanta e exibe um campinho tático com o time em amarelo numa formação 4-3-3.
Ancelotti mostra campinho com o Brasil no 4-3-3
Reprodução
70 minutos: Brasil joga com Neymar de falso nove, mas perde compactação na defesa.
Após a parada para hidratação, o jogo recomeça e dá para ver o dedo de Ancelotti: Neymar entra como falso nove, com a missão de buscar a bola e criar. Vini e Endrick ficam bem abertos pelos lados, mas entram na área com os volantes para atacar. As mudanças sinalizavam um Brasil mais ofensivo e com mais posse no jogo.
Neymar entrou como falso nove, com Vini e Endrick bem abertos
Reprodução
Os problemas começaram justamente no novo esquema tático, que não foi testado em nenhuma vez por Ancelotti na Copa do Mundo.
O Brasil perdeu compactação e não conseguia mais se fechar. Como Neymar ficava solto e não participava, Casemiro acabou ficando sobrecarregado. Na imagem, ele precisa abandonar seu espaço para parar a jogada e a Noruega começa a encontrar espaço.
Brasil fica mais espaçado e lento com Danilo Santos e Neymar
Reprodução
75 minutos: lado direito começa a ficar exposto com Endrick como ponta
O novo esquema fez o Brasil ficar mais frágil pelo lado direito. Apesar de jogar como ponta no Lyon, Endrick não retornava para cobrir Danilo, como Rayan fazia. A sequência do lance acima já mostra o atacante longe de defesa.
Endrick não retorna e Brasil passa a sofrer na defesa
Reprodução
Quatro minutos depois, o mesmo problema. Ao invés de se defender num 4-4-2 bem compacto, o Brasil começou a se defender com apenas sete jogadores. A Noruega sentiu as brechas e começou a explorar a falta de proteção dos laterais. A imagem aqui mostra
Noruega ataca. Nenhum dos pontas brasileiros volta para marcar e proteger o lateral.
Reprodução
78 minutos: Ancelotti percebe lado direito exposto e tenta corrigir com Éderson
A comissão técnica de Carlo Ancelotti, tão elogiada pela observação contra o Japão, viu tudo isso que você leu. Não é por acaso que o treinador decide colocar Éderson aos 77 minutos. O volante, que pode jogar como lateral, entrou para preencher o lado direito e não deixar Endrick tão sobrecarregado.
Se no papel era um bom plano, na prática foi um desastre.
breÉderson entrou sem saber qual espaço ocupar. Primeiro para o centro e depois para a direita. Na imagem abaixo, Gabriel Magalhães aponta o braço para a lacuna no lado direito, com Endrick e Danilo sobrecarregados.
Éderson demora a “entrar” no jogo e deixa lado direito desprotegido
Reprodução
79 minutos: Primeiro gol nasce justamente pelo lado exposto
O gol nasce justamente na direita. A Noruega já estava atacando bastante por ali, explorando a escolha de Ancelotti por não ter mais Rayan e sim Endrick. E a tragédia se desenha: Haaland começa a ter espaço. A imagem abaixo mostra três erros táticos:
Éderson demora a dobrar a marcação e deixa Endrick exposto
Casemiro vira o corpo para compensar o lado direito e deixa Haaland entrar sozinho
Danilo Santos não cobre Casemiro nem protege o lado esquerdo, onde Odegaard aparece livre
Primeiro gol da Noruega nasce de falha de recomposição
Reprodução
Essa série de falhas é complementada por mais uma: de Danilo, do Flamengo. Com a jogada já na área do Brasil, o defensor deveria marcar a bola eou fazer um bloqueio para evitar o cruzamento. Observe que Éderson até chega e coloca os braços para evitar o pênalti. Tudo para bloquear o cruzamento que encontra Haaland, que bate Gabriel Magalhães facilmente.
No primeiro gol, Danilo não marca a bola e deixa o cruzamento ser feito
Reprodução
81 minutos: Brasil se desespera e substitutos de Ancelotti ficam sem função
Se o emocional foi o grande trunfo contra o Japão, o que se viu após o gol da Noruega foi um Brasil confuso, nervoso e abusando dos cruzamentos com apenas dez minutos para buscar o empate.
Neymar tinha a função de buscar a bola no sistema. O problema é que Danilo Santos e Éderson não avançavam para preencher a área nos cruzamentos. Quando ele fazia isso, os volantes precisavam apoiar como Casemiro faz no lance. Faltava profundidade aos ataques brasileiros pela pouca presença na área.
Brasil perdeu profundidade com as mudanças de Ancelotti
Reprodução
89 minutos: o desastre acontece com mais um gol da Noruega
Sem o apoio dos volantes e um centroavante de origem – estranhou a convocação de Igor Thiago para não ser usado justamente nesse momento – o Brasil ficou exposto. Aos 89 minutos, um tiro de meta cobrado rápido pega a defesa brasileira de surpresa. Haaland, como é de se esperar, vence pelo algo.
Veja como a seleção de Ancelotti está completamente desorganizada:
Casemiro, o primeiro volante, não volta a tempo porque era o único a apoiar o primeiro volante, não volta a tempo porque era o único a apoiar
Éderson demora a perceber o perigo demora a perceber o perigo
Danilo Santos erra o “timing erra o “timing
Noruega cobra tiro de meta rápido e Haaland vence pelo alto
Reprodução
Quando a bola chega em Haaland, o Brasil até recompõe. Sem nenhum meio-campista para sustentar ou dobrar a marcação. E Danilo comete o mesmo erro do primeiro gol: escolhe proteger o espaço ao invés de ir na bola. Ele dá tanto espaço que Haaland teve tempo de dominar, troca a perna e chutar sem chances para Alisson evitar o 2 a 0.
Danilo falha no lance do segundo gol
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Lições? Agora é recomeçar
Os nomes dos jogadores aparecem grifados ao longo desta análise não para individualizar a culpa, mas sim para ressaltar que não há um só culpado. O futebol é coletivo. Não dá para afirmar que outro caminho terminaria em classificação.
O que temos são os fatos. Até os 66 minutos, o Brasil executava o plano de Carlo Ancelotti: tinha menos posse, mas criava as melhores chances, controlava Haaland e levava mais perigo que a Noruega. As entradas de Neymar, Danilo Santos e, depois, Éderson mudaram completamente a estrutura da equipe.
Ancelotti diz que Brasil mereceu vencer a Noruega
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O 4-3-3 com Neymar centralizado, Endrick pela direita e Éderson no meio nunca havia sido utilizado durante a Copa. Martinelli, Rayan, Matheus Cunha e Bruno Guimarães deixaram o campo sem problemas físicos. Foram todas escolhas de Ancelotti, assim como a cobrança do pênalti por Bruno Guimarães.
Em um jogo decidido nos detalhes, as decisões mais importantes partiram do treinador. E todas elas foram extremamente equivocadas.
Carlo Ancelotti Brasil Noruega Seleção
Jeenah Moon/Reuters
O futebol segue sem culpados individuais. Mas se há que apontar um, são as três mudanças que desconfiguram um Brasil que nunca chegou a jogar bem sob seu comando, mas mostrava uma faceta competitiva. Contra a Noruega, nem isso.
Fora de campo, o Brasil tem muito a aprender com essa eliminação: exatamente o que não aprendeu com as outras Copas! Precisa formar melhor, ter mais protagonistas em campo e maior controle emocional.
Em campo, a derrota passou ipelas escolhas equivocadas de Carlo Ancelotti. Tão incomum para alguém acostumado a não errar nesses momentos.
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