Jornal questiona Seleção após queda na Copa: “Mais uma marca do que um time?”
Haaland decide e Brasil é eliminado pela Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo
A eliminação do Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo, após derrota por 2 a 1 para a Noruega, motivou uma dura análise do jornal britânico The Guardian. Em artigo publicado nesta segunda-feira (6), o veículo avaliou que a Seleção apresentou um futebol “comum” e “inseguro” durante o torneio e levantou um questionamento que estampa o título do texto: “A Seleção é mais uma marca do que um time?”
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Jornal britânico questiona Seleção após eliminação para a Noruega: “É mais uma marca do que um time?”
Reprodução/The Guardian
Na publicação, o jornal afirma que o Brasil segue sendo a principal referência do futebol mundial em tradição, história e prestígio, mas avalia que a equipe não corresponde a esse status há bastante tempo. O jornal lembra que o último título da Seleção foi a Copa América de 2019 e ressalta que o período é marcado por três eliminações seguidas sem ir longe ao mata-mata da Copa do Mundo.
– A Seleção continua sendo o padrão de excelência do futebol mundial quando se fala em tradição, simpatia global e, claro, história. Mas faz tempo que deixou de corresponder aos próprios padrões de excelência. O título da Copa América de 2019, o primeiro em 12 anos, agora aparece cercado por três eliminações consecutivas antes mesmo das semifinais da Copa do Mundo. E a última vez que o Brasil chegou a uma semifinal também não foi exatamente memorável – diz o texto.
Neymar Vini Vinicius Brasil Noruega
James Lang/Reuters
Na análise, o The Guardian entende que o Brasil apresentou um “coletivo comum” na Copa do Mundo e atuou de maneira “insegura e reativa”. O jornal afirma que a Seleção chegou ao torneio com um elenco incompleto, carente de uma referência no ataque e com um meio-campo que misturava pouca criatividade e jogadores já veteranos, enquanto outros setores dependiam de atletas ainda sem experiência suficiente.
– Endrick, aos 19 anos, não estava preparado para esse nível de exigência, e a equipe careceu de um centroavante confiável. O meio-campo dependia de jogadores já veteranos e de uma criatividade limitada – diz outro trecho do texto.
Haaland comemora Brasil x Noruega Seleção
James Lang/Reuters
Sobre a derrota para a Noruega, o texto afirma que o Brasil desperdiçou boas oportunidades, enquanto Haaland foi decisivo. A publicação destaca que as principais jogadas ofensivas passaram por Vinicius Jr., mas lembra que o atacante não foi o responsável por cobrar o pênalti desperdiçado no primeiro tempo. Também cita que as entradas de Endrick e Neymar no segundo tempo não mudaram o panorama da partida.
Vini Jr diz escolha de batedor do pênalti em Brasil x Noruega foi de Ancelotti
Nem mesmo Carlo Ancelotti conseguiu encontrar soluções. O jornal avalia que o treinador montou a equipe para explorar os erros da Noruega, mas o Brasil pouco aproveitou as oportunidades que criou e atuou sem a intensidade necessária. Ao fim da análise, o veículo faz uma reflexão:
– A partir deste domingo, haverá quase 1.500 amanhãs até que o Brasil entre em campo para disputar outra Copa do Mundo – conclui o texto.
Ancelotti diz que Seleção tem grupo sólido para o próximo ciclo
Com a eliminação para a Noruega, o Brasil deu adeus à Copa do Mundo de 2026 e seguirá sem conquistar o tão sonhado hexacampeonato. Como consequência, a Seleção ampliou para 28 anos o jejum de títulos mundiais e superou o intervalo entre as conquistas de 1970 e 1994, que era de 24 anos.
Esta passa a ser a maior seca da história do Brasil na competição. O último título da Seleção foi o pentacampeonato, conquistado em 2002. Quando a próxima Copa do Mundo for disputada, em 2030, terão se passado 28 anos desde a última vez em que o país levantou a taça — o equivalente a sete edições do torneio. geRead More


