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Chip no Brasileirão? Tecnologia protegida por patente não tem previsão para chegar ao Brasil

Chip no Brasileirão? Tecnologia protegida por patente não tem previsão para chegar ao Brasil

Trionda: chip, IA e bateria fazem a bola da Copa de 2026 funcionar como um ‘computador’
A bola com sensor que anulou o gol da Croácia contra Portugal, na segunda fase, chamou a atenção do mundo. A tecnologia que impressionou pelo inusitado gráfico – capaz de apontar o “toque” do croata – ainda tem uso restrito. Representantes da CBF estão em Dallas para conhecerem algumas das novidades da Copa, mas a bola com chip não tem previsão de chegar ao futebol brasileiro.
Sensor fica no interior da bola
Divulgação/Adidas
A tecnologia é exclusiva da Adidas, protegida por patente, inclusive. Ela foi usada também na última Euro de 2024 e lá apareceu na anulação de gol de Lukaku pela Bélgica contra a Eslováquia.
A CBF usou o período da Copa do Mundo, sem futebol na Série A do Brasileirão, para avançar na preparação do impedimento semiautomático. Embora não trabalhe com previsão de maneira oficial, a expectativa é de início da operação na primeira rodada do segundo turno.
Na última semana de maio, a CBF finalizou a instalação e testes em 19 estádios da Série A. Na 19ª rodada, logo depois da Copa do Mundo, vai realizar testes nas 20 partidas oficiais – com o sistema “offline”, ou seja apenas para testes. Antes, eles serão feitos também no Campeonato Brasileiro Sub-17, o que vai provocar a mudança dos locais das partidas da base para estádios da Série A.
Nos últimos dias, houve a integração da tecnologia do VAR com a tecnologia do semiautomático (chamada SAOT, na sigla em inglês), na Central do VAR, no Rio de Janeiro, em prédio que fica muito próximo à sede da CBF.
O investimento no VAR semiautomático vai custar cerca de R$ 25 milhões à CBF. A tecnologia é usada nas ligas da Inglaterra, Bélgica e México.
Como funciona a bola com sensor
Tecnologia de sensor na bola captou momento do toque na bola
Reprodução
O gol anulado da Croácia chamou a atenção durante a partida, mas a decisão do árbitro foi respaldada por uma tecnologia que vai além das imagens das câmeras do VAR da Copa do Mundo. O lance contou com o auxílio da “bola inteligente”, equipada com um sensor capaz de identificar o momento exato de um toque.
O equipamento possui uma unidade de medição inercial (IMU, na sigla em inglês), instalada no interior da bola. O sensor opera a uma frequência de aproximadamente 500 Hz, registrando dados cerca de 500 vezes por segundo. Essas informações permitem identificar com precisão o instante em que ocorre um contato com a bola.
Matanovic lamenta gol anulado da Croácia contra Portugal
REUTERS/Jeenah Moon
Os dados captados são enviados em tempo real para a sala do árbitro de vídeo (VAR), onde são combinados com o sistema de rastreamento dos jogadores, realizado por câmeras espalhadas pelo estádio. A integração entre essas tecnologias possibilita uma análise mais precisa de lances como impedimentos e toques de mão.
Quando há um contato na bola, o sensor registra uma alteração no gráfico de dados, semelhante a um eletrocardiograma, indicando exatamente o momento do toque. A informação é então cruzada com a posição dos jogadores no campo, auxiliando a equipe de arbitragem na tomada de decisão.
Foi justamente esse sistema que contribuiu para a anulação do gol da Croácia, fornecendo aos árbitros elementos objetivos para confirmar o lance revisado pelo VAR. geRead More