Nico Williams supera seis lesões para ganhar a Copa: “Comi m…, agora beijo o santo”
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Nico Williams tem uma jornada a comemorar nesta Copa do Mundo. O atacante teve cinco lesões na última temporada europeia e mais uma na fase de grupos, mas se recuperou para dar a assistência do gol do título na vitória por 1 a 0 sobre a Argentina, neste domingo, em Nova Jersey.
– É uma loucura. Eu pisei na merda, comi merda, e agora estou beijando o santo. É o dia mais feliz da minha vida, depois de tudo o que passei neste ano.
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Nico Williams celebra o título da Espanha na Copa do Mundo
REUTERS/Agustin Marcarian
Nico Williams sofreu cinco contusões na última temporada, no Athletic Bilbao.
Há um ano e meio ele tenta se livrar de uma pubalgia, mas o problema o tirou de campo seguidamente na reta final para a Copa do Mundo. Só neste ano ele perdeu quase dois meses com dores no púbis, depois mais um mês com dores na coxa às vésperas do Mundial, mas mesmo assim foi convocado.
— Ainda não temos plena consciência do que realmente é tudo isso, mas estamos muito felizes. É uma loucura — comemora Nico Williams.
Ele vinha fazendo uma Copa discreta, saindo do banco e contribuindo pouco.
O maior destaque antes da final era uma polêmica com De La Cruz, de quem tomou uma entrada forte que classificou como “totalmente desnecessária”. Ele não enfrentou a Áustria, mas voltou para jogar alguns minutos nas quartas e nas semis. Na decisão, no jogo em que mais teve minutos em campo (45), deu a assistência do título.
— Todo mundo está aqui para ajudar, ninguém pode querer ser a estrelinha, trabalhamos para todos.
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No Estádio de Nova Jersey, a Espanha passou o jogo inteiro no ataque, tendo a bola por dois terços do tempo (65%) e com 20 finalizações entre tempo normal e prorrogação. Nico Williams entrou no lugar de Baena aos 30 do segundo tempo e errou alguns lances, mas acertou quando mais precisava.
Na prorrogação, Nico Williams deu a assistência do gol do título espanhol. Logo após o intervalo, ele recebeu cruzamento na segunda trave e ajeitou na medida para Ferran Torres encher o pé. O gol deu o bicampeonato à Espanha, que já tinha sido campeã na África do Sul, em 2010. Agora são duas finais na história e dois títulos conquistados, sobre Holanda e Argentina.
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