Técnica x equilíbrio: o dilema de Cuca para buscar time ideal no Santos
Voz do Setorista – Empate do Santos contra o lanterna preocupa
Escalar os melhores jogadores técnicos do elenco ou ter uma equipe mais equilibrada? Este tem sido o dilema do técnico Cuca no Santos para a sequência da temporada. A volta de Neymar e a liberação de jogadores que estavam sendo preservados trouxe ao treinador um novo problema para ser solucionado.
Contra a Chapecoense, no último sábado, Cuca levou a campo aquilo que ele julgou ser o melhor do que tem à disposição no Santos. Contudo, o time não teve um bom desempenho, principalmente no segundo tempo, e empatou em 2 a 2 jogando em casa.
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O resultado desagradou a torcida, que vaiou o time após o fim do jogo, e também irritou o treinador, que via a vitória como obrigatória para que o time pudesse embalar na temporada depois de ter goleado a Universidad Central, da Venezuela, na Copa Sul-Americana.
– Era jogo para imposição dentro de casa e vencer. Era jogo para ter vencido. Não poderia de forma alguma escapar os pontos que escaparam. Temos que ter equilíbrio, entender porque isso aconteceu. Se você não conseguir por tua melhor equipe tecnicamente dentro do campo, e puser tua melhor equipe coletiva, é o que você tem que seguir. Não conseguimos ser feliz por 15 dias. Vínhamos de vitória sobre o Cuenca, o Vitória da Bahia e tropeçamos no Botafogo. Vencemos fora por 4 a 1, viemos para cá, hora de se autoafirmar, empatamos com a Chapecoense com gosto de derrota.
– Agora temos que remar de novo nesses jogos que vem seguidos. A UCV, dois jogos contra o Remo e depois o Athletico-PR para se comprovar mais uma vez. Temos que regularidade, uma sequência de bons resultados para poder respirar mais tranquilo – disse.
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Técnico Cuca, do Santos, antes de jogo contra a Chapecoense, na Vila Belmiro
Raul Baretta/Santos FC
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Para o jogo contra a Chapecoense, o treinador tirou Christian Oliva, que havia se destacado na Sul-Americana, para a entrada de Willian Arão. Miguelito também deixou a equipe para a volta de Neymar, além de Gabigol retomar o posto de centroavante no lugar de Thaciano. Outra troca foi a entrada de Igor Vinícius na vaga de Gabriel Menino.
Depois da partida, Cuca foi questionado sobre a equipe em uma comparação com o trabalho dele desenvolvido em 2020, também no Santos, quando o clube chegou à final da Conmebol Libertadores. Para o técnico, o time atual tem mais qualidade, mas aquela equipe era melhor coletivamente, além de deixar uma pista sobre possíveis mudanças.
– Nós temos os melhores tecnicamente escalados, temos que ter um melhor coletivo. Aquele time (da Conmebol Libertadores de 2020) tinha o melhor coletivo. Temos que entender isso aqui. Reunir os melhores, mas os melhores tem que correr um pelo outro. Todos nós. Se a gente conseguir fazer isso, vamos conseguir por os melhores todos. Senão, daqui a pouco, você vai ter que buscar um que não é tecnicamente tão bom, mas vai te compor numa marcação ou recomposição mais forte. É natural do jogo.
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A tendência é que Cuca não escale “o melhor time técnico” para enfrentar a Universidad Central, da Venezuela, pelo playoff das oitavas de final da Copa Sul-Americana. Os time se enfrentam nesta terça-feira, às 21h30 (de Brasília), na Vila Belmiro.
O Santos venceu o confronto de ida por 4 a 1 e pode perder por até dois gols de diferença que, mesmo assim, avança para a próxima fase. Por isso, o treinador deve promover um rodízio e poupar algumas peças para os duelos contra o Remo, pela Copa do Brasil.
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