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Vasco pede à Justiça revogação da intervenção na SAF e diz que medida causou “paralisia institucional”

Vasco pede à Justiça revogação da intervenção na SAF e diz que medida causou “paralisia institucional”

O Vasco protocolou nesta quarta-feira um pedido para que a Justiça revogue a decisão que determinou a intervenção na SAF e restabeleça a estrutura de governança da empresa. Na manifestação, o clube argumenta que a medida produziu efeito contrário ao pretendido e provocou uma “paralisia institucional sem precedentes”.
Entre os pedidos, o Vasco solicita o retorno dos três membros do Conselho de Administração afastados pela decisão judicial, o fim da nomeação da interventora — que renunciou ao cargo nesta semana — e a retirada da exigência de anuência da 777 Carioca para uma eventual venda das ações da SAF.
Na petição, o clube afirma que a intervenção inviabilizou o funcionamento do Conselho de Administração. Segundo o documento, com o afastamento de três conselheiros restou apenas um membro em exercício, sem quórum para deliberações, enquanto o CRVG está impedido de indicar novos integrantes por força da própria decisão judicial.
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O Vasco sustenta ainda que a medida comprometeu negociações importantes em meio à janela de transferências e dificultou o processo de busca por um novo investidor para a SAF. O clube cita, inclusive, relatório da própria interventora, segundo o qual a venda da sociedade é um interesse comum do CRVG, da 777, de funcionários e da torcida.
Para o Vasco, há uma contradição ao exigir a anuência da empresa para uma eventual alienação da SAF enquanto seus direitos políticos seguem suspensos.
Trecho do documento do Vasco
Reprodução
O clube também afirma que não havia urgência para a concessão da tutela. Segundo a petição, os fatos utilizados como fundamento da decisão remontam a mais de um ano, o que afastaria o requisito do perigo da demora previsto no Código de Processo Civil.
Além da reconsideração da decisão, o Vasco pede que a Justiça determine que a 777 Carioca comprove documentalmente os poderes de representação de Mark Shapiro, signatário da procuração apresentada no processo. Segundo o clube, os documentos juntados não seriam suficientes para demonstrar a legitimidade da representação da empresa estrangeira.
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