Apoiado por PL e Federação União PP, Ciro diz que deixou diferenças com ex-adversários de lado para ‘unir o Ceará’
Ciro Gomes participou da inauguração de comitê no bairro Meireles, em Fortaleza, nesta terça-feira (18).
Leonardo Igor/ SVM.
Em evento de campanha nesta terça-feira (18), Ciro Gomes, candidato do PSDB ao governo do Ceará, afirmou que “deixou as diferenças de lado” para reunir um grupo político com divergências na política nacional para concorrer nas eleições deste ano. Entre os nomes de ex-adversários que passaram a apoiar Ciro estão André Fernandes (PL) e Capitão Wagner (União).
No Ceará, Ciro formou uma coligação que, ao todo, reúne sete partidos. O grupo é composto pela federação PSDB-Cidadania, pela federação União Progressista (União Brasil + PP), pelo Democracia Cristã, pelo Avante e pelo PL. O vice é Roberto Cláudio (União Brasil).
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A declaração foi dada durante inauguração do comitê de campanha do deputado federal Danilo Forte (PP), candidato à reeleição. Danilo é membro da Federação União Progressista, formada pelo União Brasil e o Progressistas (PP). No Ceará, a federação declarou apoio a Ciro após uma disputa judicial. No entanto, os candidatos dos dois partidos foram liberados para apoiar quem quisessem.
“Vamos juntar a turma nova, a turma que disputou o governo, Roberto Cláudio e Wagner, o André, que disputou a prefeitura e ver se é possível a gente deixar as diferenças de lado na questão da política nacional e fazer um grande generoso movimento de unir o Ceará para mudar e conseguimos”, afirmou
No evento, Ciro também rebateu a alegação de adversários de que ele seria representante do bolsonarismo no Ceará e disse que “mentira tem perna curta”. Ele afirmou que o discurso tem objetivo de distrair a população. “Veja o que que eles querem fazer: distrair a população para que a gente não discuta aquilo que está em discussão”, concluiu.
O apoio do PL a Ciro chegou a gerar um racha no partido – em junho, Michelle Bolsonaro afirmou ser contra o apoio a Ciro no primeiro turno por não considerá-lo de direita. Mesmo assim, o partido fechou a aliança, o que levou à declaração dela contra o acordo.
Trajetória de Ciro Gomes
Ciro Gomes já era deputado estadual quando foi eleito prefeito de Fortaleza nas eleições de 1988. Ele tomou posse em 1989 para gerir a capital cearense. Em 1990, concorreu ao governo do Ceará e foi eleito, deixando o cargo apenas em 1994, para ser ministro da Fazenda no governo Itamar Franco. À época de sua eleição ao governo, Ciro era do grupo político do ex-senador Tasso Jereissati (PSDB).
Em 2003, foi indicado pelo então presidente Lula para o cargo de ministro da Integração Nacional, permanecendo à frente da pasta durante três anos. Ciro também já disputou a Presidência da República em quatro eleições, sendo a última em 2022.
Aliados por muitos anos, Ciro tem uma rixa pública com o grupo político do irmão Cid desde 2022, após o fim da aliança de 16 anos entre PT e PDT no Ceará. A aliança havia sido costurada pelos dois irmãos, em um período em que Ciro era considerado o “mentor intelectual” do projeto e Cid o executor.
Atualmente, Ciro é apoiado por lideranças de direita e opositores do PT nos âmbitos estadual e nacional, como o deputado federal André Fernandes, do PL.
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