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Choque com A2 e hiato na tabela: Corrêa critica calendário da Série C

Choque com A2 e hiato na tabela: Corrêa critica calendário da Série C

Ferroviária entra na reta final da primeira fase da Série C
Com a Ferroviária na briga para se classificar à segunda fase da Série C do Brasileiro, o técnico Rogério Corrêa criticou o calendário nacional e disse que a Locomotiva foi atrapalhada com a distribuição de jogos, especialmente no início da competição, que coincidiu com a reta final da Série A2 do Campeonato Paulista.
Como o clube estava mobilizado para conquistar o acesso ao Paulistão, a equipe grená utilizou times alternativos até a quinta rodada da Série C. Neste período, foram duas derrotas, dois empates e apenas uma vitória nos cinco primeiros jogos.
– É uma certeza absoluta (que o calendário atrapalhou). Nós jogamos quatro jogos com o time alternativo, o quinto também foi na semana da final nossa contra o Juventus-SP (pela Série A2). Fomos para o jogo contra o Volta Redonda com o time titular, porém, nós tínhamos a final ali, então era uma situação muito desconfortável pra gente, mas não teve jeito – desabafou o treinador.
Rogério Corrêa, treinador da Ferroviária
Guilherme Moro / Ferroviária SAF
Vale destacar que a terceira divisão nacional está no segundo hiato em pouco mais de um mês já que nos dias 18 e 19 de julho a competição parou por conta da final da Copa do Mundo e no fim de semana do dia 1º e 2 de agosto também não houve rodada.
O treinador da AFE destacou que o calendário poderia ser mais leve no começo da competição, já que os estaduais ainda estavam em vigor, e era sabido que teriam datas livres.
– A CBF não autorizou as trocas de data no início da competição e sabíamos que teríamos essas datas lá na frente. Pesa bastante, tivemos cinco rodadas a menos para duelar da forma mais correta – afirmou Corrêa.
No momento, a Ferroviária ocupa a oitava colocação, com 23 pontos. Ainda restam quatro rodadas até o final da primeira fase da Série C. Na visão de Rogério Corrêa, a Locomotiva poderia estar mais à frente na tabela se pudesse ter utilizado força máxima nos primeiros jogos.
– Nós entramos em campo com um time muito digno, que correu, que lutou, porém, não tínhamos a nossa qualificação máxima e hipoteticamente creio que a gente poderia ter mais pontos do que nós conquistamos. Porém, futebol também não é uma ciência exata, então a gente não pode prever, mas, obviamente, eu creio que a gente ficou prejudicado nisso na competição – concluiu o comandante.
A Ferroviária volta a campo neste sábado, às 17h, para enfrentar o Figueirense no Orlando Scarpelli, em Florianópolis. A partida é válida pela 16ª rodada da Série C.
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* Sob orientação de João Fagiolo geRead More