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Duas táticas em uma: entenda novo sistema de jogo híbrido usado por Rogério Ceni no Bahia

Duas táticas em uma: entenda novo sistema de jogo híbrido usado por Rogério Ceni no Bahia

Segue o BAba debate provocações e comportamento dos jogadores no Ba-Vi
O Bahia venceu o Vitória e deixou para trás uma sequência de cinco empates consecutivos no Campeonato Brasileiro. Para acabar com o jejum, Rogério Ceni juntou duas estratégias da temporada em um único sistema de jogo híbrido. Agora, o ge destrincha como o Tricolor tem jogado e por qual motivo teve um bom desempenho no Barradão.
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Luciano Juba no Ba-Vi
Letícia Martins/EC Bahia
De início, é importante ressaltar que o Bahia jogou por muito tempo da mesma maneira, isso até o fim do primeiro semestre de 2026.
Em fase ofensiva, Rogério Ceni apostava no 3-3-4/3-2-5, com o lateral-esquerdo Luciano Juba saindo da defesa para ocupar o meio de campo, formando um losango com os armadores da equipe. Além disso, um ou dois desses meias subia para a linha de ataque.
Bahia no ataque entre 2024 e o fim do primeiro semestre de 2026 (elenco do primeiro semestre):
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Na fase defensiva, o treinador apostava no 4-5-1, com os dois pontas descendo para ajudar o meio de campo na marcação, enquanto Juba retornava à sua função de origem, como lateral-esquerdo.
Esse sistema já era utilizado em 2024, mas sem pontas de velocidade. Everaldo marcava e atacava pela direita. Thaciano marcava pela esquerda e virava um ponta que fazia as vezes de centroavante na fase ofensiva. Enquanto isso, Cauly não tinha obrigações de marcação e virava um armador/falso 9 com o Bahia no ataque.
Bahia na defesa entre 2024 e o fim do primeiro semestre de 2026 (elenco do primeiro semestre):
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4-4-2
Mas o Tricolor caiu de produção nesta temporada e foi eliminado precocemente de duas competições (Libertadores e Copa do Brasil), apesar de ter sido campeão baiano. Além disso, chegou a ficar oito partidas sem vencer antes da pausa para a Copa do Mundo, o que gerou mudança no sistema de jogo.
Ceni aproveitou o período de intertemporada e preparou sua equipe para jogar com dois atacantes mais centralizados, um de velocidade e outro centroavante. Sem Juba, o treinador segurou os meias na armação e apostou no lateral-esquerdo Zé Guilherme como uma espécie de ponta pela esquerda na fase ofensiva.
Bahia no ataque no início deste segundo semestre:
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Na fase defensiva, o técnico usou o clássico 4-4-2, com os atacantes centrais sem tantas obrigações defensivas, enquanto Zé Guilherme voltava a fazer a lateral esquerda, e o ponta pela direita fechava a segunda linha de marcação.
Bahia na defesa no início deste segundo semestre:
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Sistema híbrido
Mas o Bahia venceu apenas a Chapecoense desta maneira, um jogo atrasado da quarta rodada, disputado em julho, e emendou os já mencionados empates consecutivos. No último deles, o 3 a 3 contra a própria Chape, pela 23ª rodada, foi a vez de o sistema híbrido dar as caras pela primeira vez.
Com Luciano Juba de volta ao time titular depois de se recuperar de lesão, Ceni retornou com o camisa 46 como armador em fase ofensiva. Além disso, Erick Pulga voltou a ser ponta em vez de se posicionar como segundo atacante. Com isso, o Bahia teve dois atacantes de beirada e um centroavante.
No Ba-Vi do último domingo, esse retorno ao 3-3-4/3-2-5 em fase ofensiva foi decisivo para a construção do resultado positivo de 2 a 0 no Ba-Vi 508. Juba foi o principal armador do Tricolor e se tornou peça-chave do meio de campo. Em dois jogos fora de casa com o sistema híbrido, quatro pontos foram somados.
Bahia em fase ofensiva neste novo sistema híbrido:
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Na defesa, no entanto, Rogério Ceni não retornou ao 4-5-1 tão utilizado até o semestre passado. Ele manteve o posicionamento tricolor no novo sistema 4-4-2, com Pulga livre para aproveitar os contra-ataques ao lado de Alejo Veliz.
Bahia em fase defensiva neste novo sistema híbrido:
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Em entrevista coletiva após o Ba-Vi 508, o treinador destacou que essas mudanças foram importantes para manter o Bahia invicto neste segundo semestre. São oito partidas oficiais sem derrotas, com três vitórias e cinco empates (2 a 1 sobre o Botafogo está na conta, mas aconteceu no semestre passado, antes da Copa do Mundo).
– Acredito nos meus jogadores e no modelo de jogo. Dentro do que temos à disposição, é a melhor maneira que temos para jogar. A gente não perde desde a volta da Copa do Mundo. Jogamos mal os últimos três jogos. Juba voltando de lesão tem uma influência muito grande no jogo. […] A opção é deixar Juba o mais próximo do que ele estava antes da lesão o mais rápido possível.
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Resumo das mudanças táticas do Bahia:
Jogava no 4-5-1 e no 3-3-4 ou 3-2-5 até o fim do primeiro semestre;
Passou a jogar no 4-4-2, com dois atacantes centralizados e lateral-esquerdo aberto;
Manteve-se no 4-4-2 defensivo, mas voltou ao 3-3-4 ou 3-2-5 quando ataca, com Juba de meia.
Rogério Ceni no Ba-Vi
Letícia Martins/EC Bahia
Agora, o Bahia tem uma semana de descanso e preparação antes de colocar suas estratégias novamente em campo, desta vez diante do Internacional. O Tricolor recebe o Colorado às 19h30 (de Brasília) deste domingo, na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, pela 25ª rodada do Brasileirão.
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