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Pedrinho pede desculpas por pontuação do Vasco no Brasileiro: “Torcedor tem direito de reclamar”

Pedrinho pede desculpas por pontuação do Vasco no Brasileiro: “Torcedor tem direito de reclamar”

Entenda a urgência do Vasco pelo empréstimo de R$ 150 milhões
O presidente do Vasco, Pedrinho, assumiu, nesta quarta-feira, a responsabilidade pelo desempenho do clube no Campeonato Brasileiro – o time é o vice-lanterna e está há cinco rodadas na zona do rebaixamento. O dirigente falou no embarque do time para Assunção, onde o Vasco enfrenta o Olimpia, nesta quinta-feira, pela Copa Sul-Americana.
Em entrevista ao canal Podcast Cruzmaltino, Pedrinho separou a situação esportiva dos problemas financeiros e jurídicos enfrentados pelo clube. Segundo ele, o desempenho no Brasileirão é de sua responsabilidade e não deve ser usado como justificativa para as dificuldades encontradas fora de campo.
“Todo o insucesso é desportivo, pelo menos com relação à pontuação, e a responsabilidade é toda minha. Eu sou responsável pelo insucesso de pontuação no Campeonato Brasileiro”, disse o presidente.
O presidente afirmou que tem trabalhado para corrigir os problemas identificados e disse que entende as críticas da torcida.
— Eu peço, do fundo do meu coração, desculpa aos torcedores por esse momento de pontuação. Nem eu nem nenhum atleta tem direito de reclamar algo sobre o torcedor. Torcedor do Vasco tem direito a tudo, a reclamar sobre tudo. E o maior responsável sou eu. O único responsável sou eu. Então, eu mereço todas as críticas, toda a reivindicação, todo o protesto, porque a responsabilidade é minha.
Pedrinho, do Vasco
Dikran Sahagian/Vasco
Pedrinho defende contratações e critica 777
Na sequência do longo discurso, Pedrinho abordou a situação da recuperação judicial e defendeu que o Vasco possa contratar jogadores enquanto cumpre os acordos firmados com os credores.
O presidente comparou a situação a um devedor que negocia uma dívida e passa a cumprir regularmente as parcelas acordadas. Para ele, desde que o clube honre os compromissos da recuperação judicial, não há irregularidade em realizar investimentos paralelamente:
— Essa analogia que eu quero fazer com relação a honrar os compromissos que eu tenho dentro da RJ e, ao mesmo tempo, fazer as contratações. Eu não posso fazer a contratação porque eu estou em recuperação judicial? O que eu não poderia era contratar e deixar de pagar.
Pedrinho afirmou que os procedimentos passam pela análise dos órgãos que acompanham a recuperação judicial.
— Nem posso fazer isso porque eu tenho um gatekeeper, eu tenho um watchdog e todos eles estão avalizando e autorizando todo o procedimento.
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Pedrinho também criticou a atuação da 777 Partners no processo de recuperação judicial. Segundo ele, o acordo entre o Vasco, o futuro investidor e a empresa americana está bem encaminhado e a solicitação de uma auditoria pela 777 o surpreendeu.
O presidente também citou os diretores exonerados do Vasco. Segundo Pedrinho, os dirigentes atuavam contra a venda no clube e que a burocracia para conseguir o empréstimo aumentou depois que o presidente foi afastado temporariamente pela Justiça.
— E aí o que me assusta e eu peço encarecidamente à juíza que ela olhe com bons olhos tudo o que está acontecendo com relação à instituição, é que foi depois dos personagens que saíram do Vasco. Eu fui tirado da cadeira, a burocracia aumentou para o empréstimo. E esses empréstimos, como eu já falei, eu não tiro da minha cabeça. O acordo entre o investidor, o futuro investidor e a 777 está muito bem construído. E me surpreende muito a 777 carioca ter pedido uma auditoria. Uma empresa falida pediu a auditoria. Quem está por trás da 777? Quem está por trás da 777 – questionou Pedrinho.
— Fui ameaçado de perder os meus bens e, obviamente, se o empréstimo continuar negado, eu vou ficar inadimplente. E a inadimplência, a falta de pagamento para os credores, é uma gestão temerária e automaticamente prejudica o processo legal da recuperação judicial. Com isso, meus bens são bloqueados. E o mais importante do que isso é a instituição, porque essas pessoas que saíram do Vasco não estão pensando na instituição. Elas não querem a venda. Elas não querem a venda – completou o presidente.
No processo de recuperação judicial, Pedrinho colocou os seus bens à disposição. Se a Justiça considerar a gestão temerária, os bens do presidente do Vasco são bloqueados.
— A inadimplência, a falta de pagamento para os credores, é uma gestão temerária e automaticamente prejudica o processo legal da recuperação judicial. Com isso, meus bens são bloqueados.
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