Vice da CBF cobra mais punições do Fair Play: “A agência tem que funcionar”
ge na rede #28: programa recebe Ricardo Gluck Paul, vice-presidente da CBF
O novo Fair Play Financeiro do futebol brasileiro chega à fase de aplicação das regras, na avaliação de Ricardo Gluck Paul, presidente da Federação Paraense de Futebol (FPF) e vice-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Para o dirigente, o principal desafio agora é fazer funcionar a Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF), responsável por fiscalizar o cumprimento das normas de sustentabilidade financeira dos clubes.
— Se tivesse feito essa pergunta ano passado, eu te responderia que precisava do Fair Play. Tinha que implantar o Fair Play. Que o Brasil era o único país que não tinha Fair Play. E que estávamos atrasadíssimos nisso já. Até usava uma metáfora, que gente estava no Titanic, o Titanic bateu no iceberg e agora, cara, tem que jogar a boia — afirmou Ricardo.
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Segundo o dirigente, essa etapa já foi superada. As regras foram estabelecidas e a estrutura de fiscalização criada. Agora, a expectativa é que o mecanismo passe a produzir efeitos concretos sobre os clubes.
— Respondo o seguinte: a agência tem que funcionar. Porque as regras já estão aí. E são regras muito boas. A gente pegou as melhores práticas internacionais, algumas criadas por nós também, adaptadas — explicou.
A Agência é presidida por Caio Rezende. Ricardo afirma que participou da criação do órgão e demonstra confiança na equipe responsável pela fiscalização. O dirigente, porém, prevê que o novo sistema será colocado à prova quando começarem a ser aplicadas as punições mais severas previstas pelo Fair Play Financeiro. Entre elas, estão a perda de pontos, rebaixamento e transfer ban.
— A agência vai ser testada, pode ter certeza, porque na hora que ela começar a tirar ponto, rebaixar clube, transfer ban, pode haver, como houve no passado com a UEFA, com a Premier League, judicialização etc. — afirmou.
Apesar da possibilidade de enfrentar resistência dos clubes, Ricardo diz confiar no trabalho que vem sendo desenvolvido pela agência e reforça que, na avaliação dele, as pessoas responsáveis pela estrutura serão determinantes para o funcionamento do sistema.
— Ela vem se fortalecendo e eu confio muito. Sou um cara que eu gosto assim, eu confio mais nas pessoas do que nas instituições, em quem está por trás. A agência tem pessoas extremamente capacitadas, dedicadas, para fazer funcionar. Fazer funcionar, porque as regras estão aí já.
Ricardo Gluck Paul, Presidente da FPF e vice-presidente da CBF
Beatriz Reis / ge Pará geRead More


