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Clube rompe com grupo gestor após sofrer goleada histórica por 23 a 1 na Segunda Divisão em MG

Clube rompe com grupo gestor após sofrer goleada histórica por 23 a 1 na Segunda Divisão em MG

Goleada de 23 a 1 sofrida pelo Santarritense ecoa pela cidade do clube
O Santarritense Futebol Clube anunciou o cancelamento do contrato com o grupo de Belo Horizonte responsável pela administração do futebol após a derrota por 23 a 1 para o Novo Esporte Clube Itabirinha. A goleada, pela quinta e última rodada da Segunda Divisão do Campeonato Mineiro, tornou-se a segunda maior sofrida por um time profissional na história do futebol brasileiro.
A partida foi disputada no Estádio Municipal Coronel Erasmo Cabral, em Santa Rita do Sapucaí, e realizada com os portões fechados por determinação da Federação Mineira de Futebol.
O Santarritense ficou quatro anos sem disputar uma competição profissional. Diante das dificuldades para montar o elenco, a diretoria passou a administração do futebol para um grupo de Belo Horizonte.
Segundo o presidente do clube, José Romildo Bueno, o Bugalu, o time foi arrendado por dois anos. Após a repercussão da goleada, ele publicou uma nota para esclarecer que a diretoria local não estava à frente da gestão do futebol durante a campanha.
Santarritense rompe com grupo gestor após sofrer goleada histórica por 23 a 1 na Segunda Divisão em MG
Reprodução / EPTV
– Houve muita cobrança dos torcedores, amigos nossos, do Brasil todo, achando que era a gente que estava à frente. Então, a gente colocou essa nota, dizendo que passamos durante dois anos para eles e que estamos agora cancelando esse contrato, para a gente retomar e tentar melhorar a situação que ficou – disse Bugalu.
O Santarritense também publicou uma nota informando que o projeto de reestruturação do clube tem duração prevista de cinco anos e está voltado à revelação e à formação de novos talentos.
Campanha terminou com 54 gols sofridos
A derrota por 23 a 1 encerrou uma campanha em que o Santarritense ficou na última posição do Grupo A. Em cinco partidas, o time sofreu 54 gols, marcou dois e terminou a competição com saldo negativo de 52.
A estreia foi com derrota por 3 a 0 para o Nacional de Muriaé. Na sequência, o clube perdeu por 8 a 0 para o Venda Nova e por 7 a 1 para o Inter de Minas, jogo em que marcou o primeiro gol na competição.
Depois, o Santarritense foi derrotado por 13 a 0 pelo Nova Lavras. Na última rodada, sofreu os 23 a 1 diante do Itabirinha.
O resultado ficou atrás apenas da vitória do Botafogo sobre o Mangueira por 24 a 0, em 1909.
Santarritense rompe com grupo gestor após sofrer goleada histórica por 23 a 1 na Segunda Divisão em MG
Reprodução / EPTV
A vendedora Elen Gonçalves contou que havia uma grande expectativa em relação ao desempenho da equipe.
– A princípio, a gente estava numa expectativa bem grande com o nosso time, porém a realidade foi diferente. A gente deseja sorte da próxima vez, que eles se englobem mais como time, levem mais garra para a próxima temporada, para as próximas rodadas. A gente deseja sorte – afirmou.
Ex-jogadores lamentam resultado
A goleada também provocou a reação de ex-jogadores do Santarritense. Ricardo Gomes Cruz, conhecido como Baiano, comparou a estrutura atual com as condições disponíveis em outros períodos do clube.
– Eu nunca treinei naquele gol ali, com um gramado tão bom. Aí você fica sabendo de uma coisa dessa, sem querer desmerecer eles, sem querer julgá-los também. Às vezes, é um trabalho difícil. A gente que esteve ali dentro sabe o quanto é difícil organizar e tratar de tantas pessoas ao mesmo tempo – disse.
– A gente fica chateado, sim, porque tinha menos recursos, bem menos recursos, bem menos oportunidades, e conseguiu resultados bem melhores. Dá um nozinho na garganta – completou.
O ex-jogador e empresário Antônio Longuinho, que começou na escolinha do clube aos quatro anos e estreou como profissional aos 17, também lamentou o desempenho.
– Santa Rita sempre foi um celeiro de jogador. Temos campeão mundial, temos vários jogadores que jogaram em times grandes. Tivemos vários times bons, só de jogadores da cidade, e nunca fizemos feio. Se fosse para comer a grama aqui por conta da nossa torcida, é o que a gente fazia – afirmou.
Longuinho também criticou o impacto deixado pelo resultado para o município.
– Muito indignado que eles vêm, jogam, usam o nome da cidade e não estão aqui hoje. Então, eles jogam e vão embora. E a cobrança fica em Santa Rita do Sapucaí – disse.
Santa Rita do Sapucaí, cidade do Vale da Eletrônica com cerca de 42 mil habitantes, é terra de nomes como o pentacampeão mundial Roque Júnior; Heriberto, revelado pelo São Paulo e com passagem pelo Cruzeiro; e Kennedy, ex-Fluminense e Flamengo que atualmente defende o Pachuca, do México.
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