Personagens do futebol prestam homenagens a Guerrinha; veja depoimentos
Adeus a Guerrinha: colorado de coração e respeitado por gremistas
Além dos clubes gaúchos, outros personagens do futebol prestarem homenagem ao comentarista esportivo Adroaldo Guerra Filho, o Guerrinha, falecido nesta quarta-feira, aos 70 anos. Atuando por mais de quatro décadas no Grupo RBS, o jornalista ficou marcado no esporte gaúcho pela versatilidade, pelo carisma e pelas frases de efeito que misturavam humor e sarcasmo.
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Torcedor declarado do Inter, foi lembrado pelo respeito construído junto a torcedores rivais e a forma leve e irreverente de analisar o futebol e tecer críticas aos jogadores.
Paulo Roberto Falcão – ex-meia e ídolo do Inter
“Quando você fala em Guerrinha, eu já começo a rir. Porque isso é o que o Guerrinha dizia sempre. Gente, vamos viver dando risada, gargalhada. Então, era difícil encontrar ele triste.”
Abel Braga, ex-técnico e ídolo do Inter
“Uma perda irreparável porque perdemos muito daquilo que ele sempre gostou de fazer que era nos fazer sorrir. Fica a lembrança, fica a saudade e o reconhecimento entre colorados, gremistas e caxienses. Eu o conheci em 1988, 1989, e a admiração só aumentava.”
Alessandro Barcellos – presidente do Inter
“Perdemos uma voz que atravessou gerações. Um colorado que, com a sua opinião forte, acompanhou o Internacional, mas sempre com irreverência também, trazendo a todos nós, gaúchos e gaúchas, aquilo que ele pensava sobre o futebol gaúcho e principalmente sobre o Internacional.”
Odorico Roman – presidente do Grêmio
“Era um colorado que falava com as duas torcidas, com a mesma franqueza, com a mesma seriedade e com isso obteve o respeito dos dois lados.”
Renato Portaluppi, técnico do Grêmio
“Quero deixar aqui meu abraço a toda a família do Guerrinha, aos seus colegas e a quem sentirá sua falta nos pequenos momentos do dia a dia e também na audiência da Rádio Gaúcha. Ele conquistou o carinho de todos os gaúchos com bom humor, leveza e uma capacidade rara de comunicar. Suas análises diretas e inteligentes farão muita falta. Obrigado, Guerrinha, pelo respeito em nossa convivência. Vai em paz.”
Morre o comentarista esportivo Adroaldo Guerra Filho, o Guerrinha
Tinga – ex-jogador do Inter
“Então, Guerra deixa para nós um legado de criatividade, de bom humor e de positividade, que foi, para mim, o ápice de ele nos criticar de uma maneira leve.”
Alex – ex-jogador do Inter
“Um cara super agradável, além de competente, boa praça, bom papo, maneira de se comunicar sobre futebol, vida, com uma alegria, um carisma único.”
Lauro Quadros – jornalista e cronista
“É uma coisa impressionante as frases que ele dizia. Um dia ele me perguntou assim, quando eu me despedi do futebol, na Copa de 94, ele perguntou, eu posso usar “seu fulano, seu fulano”, que eu destacava o jogador que está jogando melhor, né? E eu disse sim, está liberado e tal. Que saudade.”
Pedro Ernesto – narrador da Rádio Gaúcha
“Único naquilo que faz, naquilo que pensa, na forma elegante, correta e alegre que sempre trouxe seus depoimentos comentando futebol. Adorado Guerra Filho vai fazer muita falta no futebol do Rio Grande do Sul e do Brasil. Ele sim, ele foi uma pessoa única, diferenciada, extraordinária.”
Maurício Saraiva – comentarista do Grupo RBS
“No ar, ele está quieto e lá pelas tantas vem a frase que nenhum dos outros cinco somados seria capaz de fazer. Quem faz é ele. Porque naquele silêncio onde ele parece estar fora do programa, alguma coisa vem na cabeça dele para ser a grande frase do programa.”
Adroaldo Guerra Filho, o Guerrinha
Ricardo Chaves/Agência RBS geRead More


