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Bahia emenda gols sofridos em bola parada, e auxiliar avalia: “Não é uma característica nossa”

Bahia emenda gols sofridos em bola parada, e auxiliar avalia: “Não é uma característica nossa”

Aos 34 min do 2º tempo – gol de dentro da área de Paquetá do Flamengo contra o Bahia
O calcanhar de Aquiles do Bahia tem estado no ar nos últimos jogos. O Tricolor sofreu um gol de bola parada em cada uma das últimas três partidas, período em que registrou 33,3% de aproveitamento e marcou dois gols contras dessa forma.
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Na derrota para o Flamengo, no último domingo, o Tricolor foi vazado em jogada ensaiada de escanteio. O auxiliar Charles Hembert, responsável pelas bolas paradas do time, comandou a equipe na ausência do suspenso Rogério Ceni e apontou a baixa estatura do elenco como um dos fatores para esse tipo de dificuldade.
– Não é uma característica dos nossos jogadores, que não têm muita altura. Se quiséssemos ser um bom time de bola parada, a gente recrutaria jogadores mais altos. Fizemos a opção de ter um time mais técnico e vistoso. Não teríamos Caio Alexandre, Everton Ribeiro, Jean Lucas e pontas mais baixos. A gente recrutaria jogadores de 1,90m e focaríamos mais neste aspecto. Não quer dizer que não queremos melhorar a bola parada – avaliou Hembert em entrevista coletiva.
Charles Hembert, auxiliar técnico que trabalha as bolas paradas do Bahia
Rafael Rodrigues/EC Bahia
Antes do Maracanã, o Bahia também teve dificuldade na bola parada ao sofrer gols contra de David Duarte, na vitória sobre o Mirassol, e de Ramos Mingo, na derrota para o Palmeiras.
Mas apesar do retrospecto recente ruim, os números totais colocam o Tricolor em posições intermediárias na Série A: em sétimo no ranking defensivo e em décimo no ofensivo, de acordo com dados do Gato Mestre.
David Duarte em jogada de bola aérea em Bahia x Palmeiras
Rafael Rodrigues/EC Bahia
Ainda segundo as estatísticas do Gato Mestre, o Esquadrão marcou e sofreu quatro gols em jogadas de bola parada neste Campeonato Brasileiro. Um terço dos 12 gols sofridos do Tricolor no torneio saíram neste tipo de jogada, assim como 26,7% dos 15 tentos marcados.
Times da Série A com menos gols sofridos em bola parada:
1. Palmeiras (um);
2. Corinthians e Flamengo (dois);
4. Athletico-PR, Internacional e São Paulo (três);
7. Bahia, Bragantino, Coritiba e Vitória (quatro);
11. Atlético-MG, Cruzeiro, Grêmio e Remo (cinco);
15. Chapecoense, Fluminense, Santos e Vasco (seis);
19. Mirassol (sete);
20. Botafogo (oito).
Bola parada do Bahia – gols sofridos na Série A
Saúl no momento da assistência para gol de Paquetá em Flamengo x Bahia
André Durão
Times da Série A com mais gols marcados em bola parada:
1. Palmeiras (dez);
2. Athletico-PR (sete);
3. Botafogo, Bragantino e Flamengo (seis);
6. Chapecoense, Mirassol, São Paulo e Vasco (cinco);
10. Bahia, Grêmio, Internacional e Remo (quatro);
14. Corinthians, Coritiba e Fluminense (três);
17. Cruzeiro, Santos e Vitória (dois);
20. Atlético-MG (um).
Bola parada do Bahia – gols marcados na Série A
– Temos que ver o balanço. Fazemos pouco gols de bola parada, mas também sofremos pouco. Sofremos nos últimos três jogos, é verdade, mas no conjunto sofremos pouco. No balanço geral estamos no meio de tabela, nem entre os melhores, nem os piores. Queremos sempre melhorar, mas não é uma característica nossa – ponderou Hembert, ainda na entrevista coletiva após a partida contra o Flamengo.
Em busca de superar os problemas recentes na bola aérea, o Bahia enfrenta o Remo nesta quarta-feira, na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, pelo jogo de ida da quinta fase da Copa do Brasil. Contra um adversário que já fez gol a partir de bola parada sobre o Tricolor, a bola vai rolar às 19h (de Brasília).
*Sob supervisão do repórter Tiago Lemos geRead More