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Paraguaio que reclamou de arbitragem feminina em Roland Garros é multado em R$ 380 mil

Paraguaio que reclamou de arbitragem feminina em Roland Garros é multado em R$ 380 mil

João Fonseca 3 x 1 Casper Ruud | Melhores Momentos | Roland Garros
A fala machista do paraguaio Adolfo Daniel Vallejo lhe gerou uma multa de 65 mil Euros, cerca de R$ 380 mil reais. O jogador afirmou, depois de ser derrotado na segunda rodada, que uma partida de Grand Slam não poderia ser arbitrada por uma mulher. A organização do torneio tirou 50% da premiação que Vallejo tinha conquistado ao chegar na segunda rodada.
– Foi decidido aplicar uma multa de 65 mil euros, mais ou menos metade do seu prêmio em dinheiro. Claramente, isso é algo que, para nós, não é aceitável, nem para o torneio, nem para a federação [francesa], nem mesmo além do torneio. Esse tipo de comentário é inadequado – disse Amélie Mauresmo, ex-tenista e hoje diretora do torneio.
Adolfo Daniel foi machista em suas declarações
Dan Istitene/Getty Images
Importante falar que a arbitragem feminina no tênis é uma presença consolidada no circuito há tempos. Em 2007, por exemplo, a francesa Sandra de Jenken se tornou primeira mulher a apitar uma final de Grand Slam de tênis no torneio masculino. Antes disso, durante os anos 1990 e início da decáda de 2000, diversas árbitras trabalharam em jogos masculinos e femininos nos maiores torneios do mundo.
O paraguaio foi derrotado pelo francês Moise Kouame e ficou insatisfeito com o tempo que o adversário teve para sacar e argumentou que Carvalho, uma árbitra experiente, não foi forte o suficiente para controlar a torcida. Os jogadores têm direito a 25 segundos entre os pontos, com um cronômetro fazendo a contagem regressiva no placar, mas os árbitros podem usar seu critério para decidir quando iniciar a contagem regressiva caso haja muito barulho da torcida. geRead More