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Análise tática da Suíca na Copa de 2026: Xhaka é o cérebro de uma das seleções mais estáveis da Europa

Análise tática da Suíca na Copa de 2026: Xhaka é o cérebro de uma das seleções mais estáveis da Europa

A Suíça chega à Copa do Mundo de 2026 como uma das seleções mais estáveis e experientes da Europa. Dos 26 convocados, 18 têm experiência prévia no torneio, sendo dois deles grandes destaques: o capitão e recordista de jogos pela equipe, Granit Xhaka, e Ricardo Rodríguez, o segundo com mais partidas disputadas.
Junto aos bons talentos está um coletivo extremamente sólido e bem montado por Murat Yakin. O time que vai à Copa tem como base a mesma equipe que eliminou a Itália com autoridade e levou a disputa nas quartas para os pênaltis contra a Inglaterra na última Eurocopa.
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Murat Yakin convoca seleção da Suíça para a Copa do Mundo
Getty Images
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O desafio da Suíça é transformar essa estabilidade em bons resultados. Já faz tempo que o time é conhecido por fazer grandes sofrerem, como foi com a Argentina em 2014 ou a França na Eurocopa de 2020 e 2021. Será o suficiente para abocanhar umas quartas-de-final?
Jogos da Suíça na Copa do Mundo de 2026
Esquema tático e time base
O ponto de partida de Yakin é um 4-2-3-1 que vira um 4-4-2 sem a posse de bola. O que define o time é a organização e fluidez que a equipe mostra nos momentos de sair lá de trás, de chegar na frente com qualidade e de se defender com uma marcação bem avançada ou em duas linhas bem compactas. Tudo muito fluído.
O time titular mais testado conta com Sommer no gol; Widmer, Akanji, Schär e Ricardo Rodriguez na defesa; Granit Xhaka e Remo Freuler como dupla de meio-campo; Dan Ndoye pela direita, Ruben Vargas pela esquerda e Fabian Rieder mais centralizado atrás de Embolo no ataque.
Esquema tático da Suíca é um tradicional 4-2-3-1
Reprodução
Como inicia as jogadas?
A saída de bola é um dos pontos mais trabalhados por Yakin. O time constrói desde o goleiro, com os dois zagueiros abrindo bastante nas laterais e os dois volantes, Freuler e Xhaka, aproximam dessa saída.
Não é exagero dizer que essa é uma das seleções que mais explora a saída do goleiro com os pés: o desenho tático gira em torno dele: todo mundo se aproxima para puxar a marcação do rival e fazer o ataque receber a bola com mais espaço.
Suíça sai jogando com goleiro participativo e laterais e volantes apoiando bastante
Reprodução
Como ataca?
A Suíça não tem padrão rígido de chegada à área: tem vários O time alterna entre construção paciente quando há espaço e acelera quando rouba a bola o campo adversário. Yakin vem se mostrando um treinador muito antenado e mudou a seleção nos últimos anos, fazendo os laterais terem diversos papéis, os zagueiros subirem bastante e os dois volantes alternarem entre diversos setores.
A chegada no ataque é feita com trocas de passes rápidas e muitas aproximações: não há posições a serem cumpridas. Todo mundo se aproxima da posse de bola para gerar uma triangulação, como você vê na imagem. Toca, passa e toca de novo até chegar na cara do gol.
Suíca ataca com aproximações e muita mobilidade no ataque
Reprodução
Se o adversário for mais forte, a Suíça prefere o contra-ataque. Se der espaço, sabe dominar o jogo com a bola e avança bastante. Um time extremamente organizado para todas as situações.
Como defende?
A Suíça tem dois modos de defender: pode pressionar lá na frente, especialmente quando o outro lado sai com o goleiro. Nesses momentos, a equipe fecha o espaço de toque de bola e força o erro. A recuperação de bola nesse contexto já é o início da transição ofensiva: é a marcação que serve como ataque para roubar a bola mais perto do gol.
Marcação da Suíca é sempre por pressão e bem alta, no campo do adversário
Reprodução
No amistoso contra a Alemanha neste ano, surpreendeu o quanto o time não ficou atrás e buscou dominar o jogo em todos os momentos. Por isso, é de se imaginar uma equipe que tente se impor contra os 3 adversários mais fracos a primeira fase e busque alternativas quando os confrontos ficarem mais difíceis.
O grande destaque
Granit Xhaka chega à sua quarta Copa do Mundo como capitão e como o jogador mais importante dessa geração suíça. Aos 33 anos e com passagens por Arsenal e Bayer Leverkusen, ele teve um “revival” na carreira na temporada 2024/25, ao ser campeão da Bundesliga de forma invicta com Xabi Alonso.
Dentro de campo, faz tudo que o sistema precisa: busca a bola na defesa, distribui no meio, aparece no ataque.
Xhaka e Rieder em ação pela Suíça
Mattia Ozbot/Getty Images
A Suíça está no Grupo B da Copa do Mundo 2026, junto de Bósnia, Canadá e Catar. A estreia da seleção será no dia 13 de junho, contra o Catar, em Santa Clara.
O objetivo é muito claro: chegar até as oitavas, e quem sabe, igualar o recorde de 1954, quando foi eliminada pela Áustria num épico 7 a 5. Será?
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