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Análise tática da México na Copa de 2026: um velho conhecido para fazer bonito como anfitriã

Análise tática da México na Copa de 2026: um velho conhecido para fazer bonito como anfitriã

Conhecido por ter uma relação consistente e paixonal com a Copa do Mundo, o México encara a Copa do Mundo de 2026 como uma chance, talvez a última, de ressignificar sua relação com a maior competição de futebol do mundo.
Os mexicanos saíram abalados de 2022, quando não passaram da fase de grupos pela primeira vez em 46 anos. A resposta foi chamar um velho conhecido: Javier Aguirre, que esteve em campo na Copa de 1986 e treinou o México em 2010, naquela polêmica eliminação para a Argentina. Lembra?
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O treinador transformou os últimos dois anos em um ciclo de preparação rígida em todos os aspectos. Sempre polêmico, Aguirre disse que iria convocar apenas jogadores corajosos e estimulou ao máximo a autoestima de um país que sedia novamente o torneio.
Ochoa no último amistoso do México em 2026, contra a Bélgica, em 31 de março
Geoff Stellfox/Getty Images
A sensação é de que o México chega mais preparado do que em ciclos anteriores. Talvez sem o brilho individual de outras gerações, mas com um time mais funcional coletivamente.
Jogos do México na Copa do Mundo
Esquema tático e time base
O sistema-base é um 4-2-3-1 que rapidamente vira duas linhas de quatro sem bola. Os extremos recuam bastante e o meia central afunda próximo aos volantes para proteger o corredor interno.
Esquema tático do México é um 4-2-3-1
Reprodução
Hoje, o time titular mais testado nos últimos jogos é Raúl Rangel no gol; Israel Reyes, César Montes, Johan Vásquez e Jesús Gallardo na defesa; Edson Álvarez e Erik Lira no meio-campo; Álvaro Fidalgo mais centralizado; Roberto Alvarado pela direita, Alexis Vega pela esquerda e Santiago Giménez no comando do ataque.
Como inicia as jogadas?
Na saída de bola, a ideia do México é controlar a saída. A saída normalmente começa com um volante fixo sustentando os zagueiros enquanto o segundo meio-campista circula bastante para buscar a bola e criar chances. Obed Vargas é quem mais faz esse movimento.
México sai com a bola usando muito o segundo volante
Reprodução
Os laterais alternam: um sobe para dar profundidade enquanto o outro permanece mais preso na base da jogada para evitar transições imediatas após perda.
Quando chega ao ataque, o México gosta de uma posse de bola mais paciente, mas sem dominar o tempo todo. A orientação é ser flexível: se der para tocar a bola, o time toca. Se a pressão do adversário for forte, o time dá balão pra frente e se defende.
Como ataca?
Um dos padrões mais claros desse time é que os pontas raramente ficam fixos. Roberto Alvarado, Alexis Vega e Fidalgo se movimentam o tempo todo e se aproximam, exatamente como na imagem que você vê abaixo. O México tenta construir através de triangulações curtas e associações rápidas, e acelera quando chega perto do gol.
Raúl Jiménez funciona mais como pivô e prendedor de bolas. Já Santiago Giménez se move mais e cria espaços. Uma dupla dinâmica e que se complementa.
Ataque do México acontece muito por dentro, com aproximações
Reprodução
Como defende?
Contra adversários fortes, o México monta um bloco baixo bem compacto. O sistema-base em 4-2-3-1 rapidamente vira duas linhas de quatro sem bola. Todo mundo volta pra marcar e o time só sobe se for para pressionar “na boa”, em encaixes mais curtos, exatamente como você vê na imagem.
Defesa do México fica mais atrás, com os chamados “encaixes”
Reprodução
O grande destaque
Javier Aguirre é o grande protagonista do México na Copa do Mundo de 2026. Figura histórica do futebol do país, Aguirre assumiu o ciclo pós-2022 com uma missão clara: tirar o México da instabilidade que marcou a eliminação precoce no Catar e reconstruir a competitividade do “El Tri”. Seu estilo direto, intenso e exigente redefiniu o ambiente interno da seleção.
Javier Aguirre técnico Leganés
Oscar J. Barroso/Getty Images
Aguirre não tolera passividade, nem jogadores que se escondam sob pressão, algo que historicamente marcou diferentes gerações mexicanas em Copas. Em sua quinta participação em Mundiais, ele tentará quebrar a barreira histórica do “quinto jogo” e redefinir a história do único país a ter sediado três vezes a maior competição do futebol
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