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Alonso corre em Barcelona como herói nacional, mas prevê fase dolorosa da Aston Martin

Alonso corre em Barcelona como herói nacional, mas prevê fase dolorosa da Aston Martin

Rafael Lopes analisa o GP de Mônaco com vitória de Kimi Antonelli
Pela primeira vez desde 2012, Fernando Alonso correrá duas vezes na Espanha: o primeiro encontro do bicampeão com sua torcida em 2026 será neste fim de semana do GP de Barcelona. Mas apesar de competir com status de herói local e chegar embalado pelo primeiro ponto da Aston Martin na temporada, no GP de Mônaco, o momento ainda não é dos melhores para o veterano.
Fernando Alonso largou em 21º lugar e chegou em décimo no GP de Mônaco da F1 2026
Alastair Staley/LAT Images
O GP de Barcelona foi criado para realocar o circuito de mesmo nome após a introdução do GP da Espanha no novo Circuito Madring, cuja estreia está prevista para 13 de setembro. A etapa catalã será realizada de forma bianual em revezamento com o GP da Bélgica, em 2026, 2028, 2030 e 2032.
Ao site da Aston Martin, Alonso destacou o peso em competir diante da torcida espanhola, cujo envolvimento com a F1 só cresceu desde o surgimento do piloto na categoria e, sobretudo, com seus dois títulos mundiais – 2005 e 2006 – e 32 vitórias:
– Sinto uma grande responsabilidade por ter um país inteiro torcendo por mim, quase mais do que pelo esporte em si, e por saber que as pessoas talvez estejam contando com os meus resultados para terem uma boa tarde. É como no futebol: você ama o esporte, mas, acima de tudo, fica de olho nos resultados do seu time. Tenho muitas lembranças das milhares de pessoas que me apoiaram ao longo dos anos. Isso realmente significa tudo para mim.
Fãs de Fernando Alonso recepcionam bicampeão no GP da Espanha de F1 em 2025
Mark Sutton – Formula 1/Formula 1 via Getty Images
Na teoria, Alonso chega para competir em casa com algo a celebrar: beneficiado pelos sucessivos abandonos e punições aos rivais no GP de Mônaco, há uma semana, ele terminou a prova em décimo lugar e conquistou o primeiro ponto da Aston Martin em uma temporada muito difícil para a equipe.
O veterano largou em 21º na prova: graças à quebra de Max Verstappen e o pit stop precoce de três pilotos, subiu para 17º ainda no começo da disputa. Ele ganhou mais uma colocação quando Sergio Pérez cumpriu uma punição na décima volta; depois, outra, com o abandono de Lando Norris.
As batidas que tiraram da disputa o também piloto da Aston Martin, Lance Stroll, além de Charles Leclerc e Carlos Sainz – entre as voltas 60 e 68 – alçaram Alonso ao 12º lugar. A punição para Nico Hulkenberg pelo contato com Sainz e uma segunda sanção imposta à Pérez fizeram Alonso subir para a décima colocação no resultado oficial da corrida.
Fernando Alonso foi décimo colocado no GP da Espanha da F1 em 2026
Guido De Bortoli/LAT Images
Foram seis corridas para que a Aston Martin enfim pontuasse. A equipe vem sofrendo com problemas que só crescem desde os testes de pré-temporada e não se adaptou aos motores da Honda. Durante a pausa no campeonato no mês de abril, o AMR26 (carro de 2026) chegou a ser levado para a fábrica da fornecedora no Japão.
A situação era tão ruim que, no começo da temporada, o time inglês planejava não ser capaz de concluir as corridas por causa das vibrações no carro. O problema foi amenizado no GP de Miami, no último mês; ainda assim, a equipe seguiu tendo dificuldades no desempenho.
– Nenhum resultado positivo neste fim de semana. Temos corrido em circuitos muito diferentes e todos eles esclareceram o que precisávamos para compreender nossas fraquezas: na Austrália, descobrimos que nosso motor estava muito abaixo do esperado; na China, nossa eficiência energética estava muito fraca; em Mônaco, constatamos que nosso chassi estava deficitário; e no Canadá e em Miami, descobrimos que nossa caixa de câmbio estava muito ruim – disse Alonso.
Fernando Alonso abandona classificação sprint para o GP do Canadá
Peter Fox/Getty Images
Luz no fim do túnel?
A expectativa é que a Aston Martin possa ter alguma chance de reação nesta temporada com a primeira janela do ADUO (sigla para Additional Development and Upgrade Opportunities, em inglês). É uma série de auxílios que as fornecedoras de motores em déficit poderão receber para o campeonato vigente e o próximo ano, contanto que estejam 2% abaixo da melhor fabricante.
A Federação Internacional do Automobilismo (FIA) ampliou as faixas desse sistema e estendeu a ajuda para fornecedoras com desvantagem acima de 10% – e especula-se que essa fabricante seja a Honda, da Aston Martin.
Unidade de potência (motor) da Aston Martin, fornecido pela Honda
Takashi Aoyama/Getty Images
A primeira etapa do ADUO entrou em vigor após o GP do Canadá, em 24 de maio, mas os primeiros resultados ainda não foram divulgados. Além disso, a Aston Martin projeta introduzir melhorias em seu carro ainda nesta temporada. Mas, Alonso alerta que os resultados ainda não vão melhorar tão cedo:
– Para a segunda parte do ano, o pacote que tentamos trazer aborda todos esses problemas individualmente. Tenho total fé e confiança na equipe. Porque nossa impressão e nosso sentimento é que o carro mudará drasticamente em relação ao que estamos enfrentando agora. Só precisamos esperar por mais quatro ou cinco corridas de resultados dolorosos.
Veja a classificação do campeonato 2026 da F1
Alonso agora ocupa o 18º lugar no campeonato de pilotos, com um ponto. A Aston Martin passou a Cadillac e agora é a décima no Mundial de construtores, vice-lanterna na tabela. geRead More