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Cinco curiosidades da Bósnia e Herzegovina, país que estreia contra o anfitrião Canadá

Cinco curiosidades da Bósnia e Herzegovina, país que estreia contra o anfitrião Canadá

A Bósnia e Herzegovina volta a disputar uma Copa do Mundo em 2026 após uma ausência de 12 anos. A seleção balcânica participou apenas uma vez do torneio, em 2014, mas acumula histórias marcantes que ajudam a explicar a importância do retorno ao principal palco do futebol mundial.
Em coletiva de imprensa, o técnico da seleção da Bósnia e Herzegovina, Sergej Barbarez, comentou sobre a partida contra o Canadá, válida pela Copa do Mundo de 2026, que será disputada nesta sexta-feira (12):
— Vamos enfrentar o país anfitrião na partida de abertura. Certamente será um jogo intenso. Tenho orgulho de poder fazer parte desta história. E, claro, estamos todos preparados e motivados. Vamos mostrar em campo todas as qualidades que nos pertencem e que sempre estarão conosco — declarou.
Esmir Bajraktarevic classifica a Bósnia para a Copa do Mundo
REUTERS/Matteo Ciambelli/File Photo
Confira cinco curiosidades sobre a Bósnia e Herzegovina em Copas do Mundo:
1. Estreia no Brasil
A primeira participação da Bósnia e Herzegovina em uma Copa do Mundo aconteceu apenas em 2014, no Brasil. Antes da independência do país, em 1992, os jogadores da região defendiam a antiga Iugoslávia. A classificação para o Mundial foi considerada um marco na história do esporte bósnio.
Estreia da Bósnia e Herzegovina na Copa do Mundo, em 2014, no Maracanã, contra a Argentina
Getty Images
A estreia ocorreu diante da Argentina, no Maracanã. Na derrota por 2 a 1, o atacante Edin Dzeko deu assistência para Vedad Ibisevic marcar o primeiro gol da história da Bósnia em Copas.
2. Copa, sim; Eurocopa, não
Apesar de já ter disputado uma Copa do Mundo, a Bósnia e Herzegovina nunca conseguiu se classificar para uma Eurocopa. O feito faz da seleção um caso único no futebol mundial: é o único país que já participou de um Mundial sem nunca ter garantido vaga em sua principal competição continental.
3. Adeus, Itália (com uma colinha)
Bósnia e Herzegovina 1 (4) x (1) 1 Itália | Pênaltis | Repescagem | Eliminatórias
A Bósnia e Herzegovina assegurou vaga na Copa do Mundo ao superar a tetracampeã Itália nos pênaltis, em um dos confrontos mais dramáticos dos playoffs europeus. A classificação ganhou contornos ainda mais inusitados graças a Afan Cizmic, um gandula de apenas 14 anos.
Durante a disputa, o adolescente percebeu uma oportunidade e retirou discretamente a folha plastificada com as anotações de cobranças de pênalti do goleiro italiano Gianluigi Donnarumma. O episódio repercutiu no país e transformou o jovem em uma figura popular entre os torcedores bósnios, que passaram a tratá-lo como um dos personagens da histórica classificação.
Cola de Donnarumma com batedores da Bósnia foi roubada por gandula
Reprodução
4. Técnicos, presente!
A influência da Bósnia e Herzegovina no Mundial de 2026 vai além da própria seleção nacional. Três equipes classificadas para o torneio serão comandadas por treinadores bósnios. Além de Sergej Barbarez, a Copa também terá Zlatko Dalic à frente da Croácia. O treinador croata nasceu em Livno, cidade localizada no território da atual Bósnia e Herzegovina. Outro nome é Vladimir Petkovic, comandante da Argélia, nascido em Sarajevo.
Técnico da Croácia, Zlatko Dalic, ao lado do capitão Modric, após vice para a Espanha na Liga das Nações
Dean Mouhtaropoulos/UEFA via Getty Images
5. Edin Dzeko e a superação da guerra
Maior artilheiro da história da Bósnia e Herzegovina, Edin Dzeko é o rosto mais conhecido do futebol do país. Presente na campanha de 2014, o atacante liderou a seleção no caminho de volta ao Mundial de 2026 e se tornou um dos jogadores mais experientes da competição.
Dzeko, atacante da Bósnia
Image Photo Agency/Getty Images
Ele cresceu em meio à guerra civil que devastou o país entre os anos de 1992 e 1995. Ele conta que vivia todo dia apavorado e que sua casa foi destruída. Ele e toda a família de tios, primos e pais, tiveram que se abrigar em um apartamento de 35 metros quadrados.
— Temos sorte de sermos bósnios. Não digo isso apenas como um homem que realizou seu sonho, mas como um menino que sobreviveu à guerra e que poderia muito bem ter tido um destino diferente — declarou em carta publicada pelo The Players Tribune. geRead More