Romário estimula geração atual contra jejum de 24 anos: “Uso bem a pressão, dá um tesão do c…”
Brasil revive ambiente onde mais permaneceu no tetra em 1994
Imagine defender a maior seleção do planeta e encarar um jejum de 24 anos na Copa do Mundo marcado por derrotas frustrantes? A seca vivida pelo Brasil atualmente não é novidade. Na última vez que o país do futebol amargou tal período sem taças na competição, um baixinho se agigantou, matou no peito a responsabilidade e comandou o inesquecível tetracampeonato mundial.
Veja a tabela da Copa do Mundo
🔍 Adicione o ge nas suas fontes favoritas do Google
Romário Copa do Mundo 1994
Mike Powell/ALLSPORT
Na torcida pelo hexa, Romário, o cara de 1994, entende que as reações diante de uma grande escrita são muito peculiares, mas estimula os atletas do grupo de Carlo Ancelotti a entenderem o momento. Com o “jeito Romário de ser”, lançou mão de palavras e palavrões para contar o que sentia às vésperas da primeira Copa dos Estados Unidos.
– Cara, eu posso dizer assim, no fundo depende de cada um. Eu particularmente uso bem a pressão. Para mim, o jogo grande me motiva, a pressão e a responsabilidade de decidir me dão um tesão do car… Assim como hoje, em 94 também estávamos há 24 anos sem ganhar um Mundial. Eu sabia que aquela seria a minha Copa, e que tínhamos uma seleção com total capacidade de trazer o tetra – disse, em declaração ao ge.
E foi a Copa dele mesmo. Marcou cinco vezes, três contra cada um dos rivais da primeira fase. Nas oitavas, deu assistência para Bebeto no famoso gol do “eu te amo”. Fez um golaço contra a Holanda nas quartas e subiu mais do que o suecos para classificar o Brasil à final. Na decisão, converteu o pênalti que pediu para bater. Vale lembrar que o Baixinho nunca fora cobrador em clube algum.
+ Simule os resultados da Copa do Mundo
A fim de ver o nascimento de novos heróis, o Baixinho pede sensibilidade e inteligência aos atuais jogadores para que apareçam nos momentos cruciais.
– Tem jogador que sente? Tem, claro! Na verdade, todo mundo sente, só que uns conseguem usar isso positivamente, outros se intimidam, se escondem. É nessa hora que o grande jogador aparece, que o cara diferenciado tem de assumir essa responsabilidade. Foi assim que rolou em 94, e espero que role agora também. Como eu já falei, o craque não precisa ser decisivo toda hora, mas na hora certa – completou.
Felipe Melo compartilha do sentimento de Romário
Comentarista dos Canais Globo e ex-jogador com disputa de Copa do Mundo no currículo, Felipe Melo concorda com Romário. Quando jogou o Mundial de 2010, da África do Sul, o Brasil não estava na seca, mas a interpretação do ex-atleta é de que a pressão é – e será – sempre a mesma, independentemente da situação de momento da Seleção.
Felipe Melo diz que jejum de 24 anos não afeta: “Cobrança seria a mesma”
– Sendo bem sincero: acho que não pesa, não. Ah, são muitos anos sem vencer. Independentemente se tivesse vencido a Copa passada, a pressão e a responsabilidade de você ter que vencer com a camisa da Seleção são iguais.
Felipe acredita que os jogadores podem enxergar o momento como uma oportunidade única de serem lembrados para sempre.
– Se tivesse vencido a Copa passada, o torcedor iria se acostumar e cobraria por vitória. Já tem muito tempo, então existe o jejum, cobrança ainda mais por vitória. Então é o mesmo, não pesa, não. Parte positiva é que tem a oportunidade de fazer história depois de tantos anos e a negativa é estar tanto tempo sem vencer.
Denílson vê “responsabilidade grande”
Denílson: “Se conseguir jogar coletivamente num nível alto, ficamos perto do hexa”
Pentacampeão do mundo, Denílson não usou a palavra “pressão”, mas opinou que há, sim, um peso sobre as costas do plantel de 26 jogadores diante de um jejum tão significativo. Para quebrá-lo, o comentarista do Grupo Globo aposta na possibilidade de Carlo Ancelotti extrair o melhor dos comandados para apresentar um futebol coletivo competitivo.
– Obviamente traz uma responsabilidade muito grande para esses jogadores, afinal são 24 anos sem essa conquista. Um processo curto de trabalho do Ancelotti. Enxergo o lado positivo dentro desse processo do Ancelotti é o coletivo. Se ele conseguir fazer a seleção brasileira jogar coletivamente num nível muito alto, a gente fica próximo de ganhar o hexa.
Calendário programação Seleção Brasil Copa do Mundo
infoesporte/ge.globo geRead More


