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Na grande atuação deste início de Copa, Estados Unidos mostram que têm sua geração mais talentosa

Na grande atuação deste início de Copa, Estados Unidos mostram que têm sua geração mais talentosa

A mais talentosa seleção que os Estados Unidos já tiveram transformou em pesadelo o primeiro jogo de um sul-americano na Copa do Mundo. O pior cenário possível se materializou para o Paraguai: os donos da casa fizeram seus melhores 45 minutos dos últimos anos no dia em que a equipe de Gustavo Alfaro não conseguiu fazer nada do que a caracterizou na boa campanha das eliminatórias. Como resultado, a seleção dos EUA teve a melhor exibição dos primeiros dois dias de Mundial.
O Paraguai tentou conduzir o jogo para o seu território: montado no 4-4-2 habitual, tentaria proteger a área e escapar com Enciso, presença surpreendente no jogo após uma lesão que parecia mais grave, Almirón e Sanabria. Mas se viram superados na parte tática e individual.
Estados Unidos x Paraguai – Melhores Momentos
O plano de Alfaro começou a fazer água quando os EUA passaram a acumular jogadores no centro do campo e criar superioridades em todas as etapas da construção de seus ataques. Freeman fazia o papel de um lateral-direito defensivo, que se juntava a Ream e a Richards na saída de bola. Aí, já se estabelecia uma vantagem contra Sanabria e Enciso.
A partir daí, não era difícil fazer a bola chegar a Adams, o primeiro volante americano. Seu companheiro, Tillman, avançava alguns metros e se juntava a McKennie e Pulisic, este último fechando da esquerda para o meio. O movimento tornava infernal a vida de Cubas e Bobadilla, os volantes paraguaios. Para piorar, havia questões individuais: Gomez e Alderete não continham as infiltrações de Balogun, enquanto o lateral Cáceres sofria ora com Pulisic, ora com Robinson. E, com bola, o time não conseguia jogar.
Claro que o talento também teve a sua parte na construção dos 3 a 0 do primeiro tempo. Pulisic, o melhor do jogo, fez grande lance no primeiro gol, contando com a infiltração de McKennie na área. Depois, criou a jogada do gol de Balogun, autor de bela finalização para fazer o terceiro.
Alfaro conseguiu um ajuste no intervalo que, ao menos, estancou a sangria. A entrada do palmeirense Maurício equilibrou a disputa no meio-campo. Não apenas pela mudança de nomes, mas de sistema. O Paraguai passou de um 4-4-2 para um 4-3-3: com a saída de Bobadilla, Cubas era o primeiro volante, com Enciso e Diego Gomez à frente dele. Maurício virou um “ponta esquerda” que tinha liberdade para vir ao centro do campo e fortalecer o setor.
Estava claro que qualquer manobra dificilmente impediria a derrota, mas o segundo tempo foi bem mais equilibrado. E, é claro, os donos da casa também diminuíram o ritmo. Maurício marcou seu gol, mas Reyna decretou o 4 a 1 num grande chute de trivela no fim.
Para os Estados Unidos, o caminho parece pavimentado para uma classificação tranquila e uma campanha promissora. Para o Paraguai, a estreia apresenta uma série de notícias preocupantes: a derrota, o saldo de gols, e a sensação de que o time não conseguiu lidar bem com a ocasião. geRead More