Conheça Haris Tabakovic, jogador que recusou a Suíça e pediu para defender a Bósnia
Torcida da Bósnia e Herzegovina a caminho do Estádio de Toronto (Vídeo: Reprodução)
Não faltam histórias de sobreviventes na seleção bósnia, cada uma com a sua particularidade. Haris Tabakovic é mais um filho da guerra que devastou o país. Na década de 1990, os pais do atacante deixaram a Bósnia e foram para a Suíça, local de nascimento no jogador. Em 2023, ele pediu para defender os bósnios no futebol.
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Haris Tabakovic, atacante da Bósnia
Patrick Smith – FIFA/FIFA via Getty Images
A família Tabakovic deixou o país em um dos momentos de maior sofrimento da história dos Balcãs. Com a dissolução da Iugoslávia na queda da Cortina de Ferro do bloco comunista nos últimos capítulos da Guerra Fria, diferentes regiões do país buscavam a independência. Uma delas era a Bósnia, que a fazia em 1992. Foi assim que começou um conflito marcado pela limpeza étnica realizada pelos exércitos sérvio e croata com acusações de genocídio.
Ir para um país onde você não fala o idioma, abrir mão de tudo aos 30 anos com uma criança pequena e um bebê a caminho, mesmo tendo estudado e tido sua própria empresa. Depois, ter que se virar fazendo jardinagem e coisas do tipo, para poder dar uma nova vida aos seus filhos, é algo indescritível. Sou infinitamente grato por isso
— Todos são bem-vindos para serem quem quiserem, mas precisam se integrar ao novo país, ao sistema e à sociedade. Sempre internalizei isso e essa atitude me ajudou muito – disse o atacante.
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A vida de imigrante na Suíça não era fácil. Enquanto começava a carreira profissional no futebol suíço, Tabakovic trabalhava como aprendiz em um banco:
— Eu chegava ao trabalho de terno às oito da manhã, sempre um dos primeiros, pois tinha que sair no máximo às quatro da tarde. Depois, corria para casa, tirava o terno, preparava o sanduíche da minha mãe, pegava o trem para Berna e chegava em casa por volta das dez da noite. Você precisa sair da sua zona de conforto e investir tudo no seu sonho.
O sucesso não chegou na Suíça. O atacante de 1,96 m rodou por clubes na Hungria até parar no modesto Austria Lustenau. Aos 26 anos, havia considerado voltar para a carreira bancária quando estava sem clube antes de fechar com a equipe austríaca. Foi lá que Tabakovic se destacou e migrou para o Austria Viena, mais tradicional. Da Áustria, foi para o futebol alemão e jogou por Hertha Berlin e Hoffenheim. Hoje defende o Borussia Mönchengladbach. Foram 13 gols em 32 partidas pelo clube.
Tabakovic em ação pelo Borussia Monchengladbach
Ralf Ibing – firo sportphoto/Getty Images
Em 2023, Tabakovic pediu para trocar a nacionalidade no futebol. Ele havia defendido a Suíça nas categorias de base, não foi chamado para a seleção profissional e optou por defender a Bósnia.
Pela seleção bósnia, o atacante atuou em dez partidas e marcou quatro gols. Na primeira rodada da Copa do Mundo, não saiu do banco no empate em 1 a 1 com o Canadá. Nesta quinta-feira, a Bósnia enfrenta a Suíça às 16h.
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Agenda da Bósnia na Copa do Mundo
1ª rodada: Canadá x Bósnia, 12 de junho, às 16h, no Toronto Field
2ª rodada: Suíça x Bósnia, 18 de junho, às 16h, em Los Angeles
3ª rodada: Bósnia x Catar, 24 de junho, às 16h, no Seattle Field geRead More


