Pottker se cobra em momento delicado da Ponte: “Vão lembrar muito mais de mim”
Ponte Preta perde por 3 a 0 contra o Juventude e chega ao sétimo jogo sem vitória
Um dos líderes do elenco da Ponte Preta, William Pottker assumiu parte da responsabilidade pelo momento delicado vivido pela equipe na Série B. De volta após cumprir suspensão na derrota para o Juventude, o atacante admitiu que se cobra pelos resultados e acredita que precisa chamar ainda mais a responsabilidade na luta contra a má fase.
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Autor dos gols nas únicas vitórias da Macaca na competição, diante de Avaí e América-MG, o jogador reconheceu que o desempenho individual está diretamente ligado ao rendimento coletivo.
William Pottker em treino da Ponte Preta
Marcos Ribolli
– Certamente, eu sou um dos caras que tem que chamar essa responsabilidade. A vitória passa muito por mim. Eu estando bem, fazendo gols, como você falou, as vezes que eu fiz gols, a gente conseguiu o êxito. Então me cobro bastante, trago essa responsabilidade para mim, até porque a gente tem que ser inteligente o suficiente para entender quem tem que chamar essa responsabilidade. Eu sou um desses caras.
– Eu sou um desses caras que, de certa forma, se a Ponte Preta vier a ser rebaixada, vão lembrar muito mais do Pottker. Então eu me incomodo muito com isso. Mas é o trabalho. Foi assim que eu fiz os dois primeiros gols e é assim que vai ser nesse próximo ciclo, com esse novo trabalho – completou.
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Pottker também avaliou os primeiros dias de Márcio Zanardi no comando da equipe. Segundo ele, o treinador trouxe um “oxigênio novo” ao elenco em um momento considerado decisivo para a reação.
– Foi um acerto. Era um perfil que a gente necessitava para esse momento, um cara que adora competir. No meu ponto de vista, a gente precisava desse oxigênio novo. É um cara que cobra bastante. Independente da situação, é o que temos, então a gente tem que entender onde a gente está, o que a gente tem e lutar com o que a gente tem.
Pottker em treino da Ponte
Marcos Ribolli
– Espero que a gente entenda o mais rápido possível o que ele quer nos passar para que a gente, no mínimo, aumente o nosso nível de competitividade.
Para o atacante, a principal mudança da Ponte para encerrar a sequência de sete jogos sem vencer passa menos pela parte tática e mais pela postura dentro de campo.
– Pelos anos que eu joguei de Série B e pelo que eu venho passando aqui na Ponte, acho que o mínimo que a gente tem que ter é competitividade. Você querer ganhar duelo, ver cada bola como se fosse a última. Qualidade técnica e qualidade de jogo é difícil exigir por tudo que vem passando na Ponte, em questão de montagem de elenco, troca de treinadores. É difícil implementar, é difícil colocar a parte técnica fina dentro do que a Ponte vem passando.
– Mas a vontade de querer ganhar duelo sem bola está dentro do jogador. Se a gente tiver isso, vai estar no mínimo mais distante da derrota e mais próximo da vitória. Acredito que se aumentarmos o nosso nível de competitividade e lutarmos com o que temos, temos uma grande chance de estancar essa sequência negativa e, se Deus quiser, conseguir a nossa vitória, que é o que tanto esperamos.
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Pottker ainda admitiu que o ambiente no clube exige superação diária e reforçou a necessidade de todos entenderem a realidade vivida pela Macaca.
William Pottker em Ponte x Ceará
Marcos Ribolli
– É claro que o salário incomoda, coisas tinham que melhorar aqui dentro e têm que melhorar. Eu joguei aqui há dez anos e parece que retrocedeu, parece que estou em 2005. Mas é o que eu tenho para trabalhar, é o que eu tenho para vestir, é o que eu tenho para jogar. Então eu tenho que aceitar isso e entender onde estou.
Vice-lanterna da Série B, com oito pontos, a Ponte não vence há sete partidas, sendo seis derrotas neste período. O próximo compromisso será na segunda-feira, às 20h, diante do Novorizontino, no Moisés Lucarelli. geRead More


