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“Jogar 30 minutos com um a menos é muito difícil”, diz técnico da Bélgica após empate com Irã

“Jogar 30 minutos com um a menos é muito difícil”, diz técnico da Bélgica após empate com Irã

Goleiro do Irã faz defesa absurda no duelo com a Bélgica pela Copa do Mundo 2026
Na visão do técnico Rudi Garcia, a Bélgica criou chances suficientes para vencer o Irã com facilidade, mas faltou eficiência ao ataque no empate por 0 a 0 neste domingo, pela segunda rodada do Grupo G da Copa do Mundo. O treinador ainda justificou o resultado com a expulsão do zagueiro Ngoy, aos 21 minutos do segundo tempo:
+ Quem é o jogador da Bélgica que foi expulso após lance bizarro contra o Irã
— Poderíamos ter vencido o Irã por três gols de diferença. Não fomos eficientes o suficiente. Tivemos muitas oportunidades. Deveríamos ter marcado, e sabíamos que o Irã jogaria nos contra-ataques, com uma linha defensiva baixa. Mas quando você fica com 10 jogadores, com um homem a menos, precisa ser organizado. Temos que confiar nas nossas qualidades individuais — analisou ele.
— Fizemos pressão alta mesmo estando com um jogador a menos. Quando você disputa uma partida de Copa do Mundo e só tem três jogos na fase de grupos, jogar 30 minutos com 10 contra 11 é muito difícil. Na nossa visão, foram dois pontos perdidos. O melhor jogador da partida foi o goleiro iraniano. Agora temos que focar no próximo jogo. Precisamos descansar, porque jogamos 30 minutos com 10 contra 11. E precisamos vencer a Nova Zelândia para avançar à próxima fase. Tenho confiança nos nossos jogadores. Eles estarão calmos e concentrados — completou Rudi Garcia.
+ Veja a tabela da Copa do Mundo
Rudi Garcia, técnico da Bélgica, no jogo contra o Irã
Alex Livesey – FIFA/FIFA via Getty Images
Nathan Ngoy protagonizou um lance bizarro em Los Angeles. O zagueiro se atrapalhou ao tentar o recuo para o goleiro Courtois do meio de campo, e o passe saiu muito fraco. Taremi aproveitou a falha e ganhou a frente do zagueiro, que puxou a camisa do atacante, impedindo que o iraniano partisse sozinho para o ataque. Ele recebeu o cartão vermelho.
— Ngoy é o único que pode ser desculpado. Ele é jovem e cometeu um erro, mas os demais trabalharam muito. Mesmo estando com um jogador a menos, acreditávamos que poderíamos vencer. Foi isso que eu disse durante a parada para hidratação: nós ainda tínhamos uma chance. Não acho que o problema tenha sido emocional ou psicológico no primeiro tempo. Na verdade, nós nos precipitamos. Fomos desperdiçadores, faltou eficiência.
— Falamos bastante sobre jogar de forma mais vertical. Não tivemos muito espaço porque enfrentamos uma equipe que atuava com bloco baixo. Poderíamos ter feito melhor nas movimentações e no posicionamento para aproveitar os cruzamentos. Criamos muitas oportunidades — declarou o treinador da Bélgica.
Com dois pontos, a Bélgica vai enfrentar a Nova Zelândia na última rodada, às 0h de sexta-feira para sábado. Veja abaixo todas as declarações de Rudi Garcia:
+ Guia da Copa do Mundo 2026
Nathan Ngoy, da Bélgica, foi expulso contra o Irã
Reuters
Nova Zelândia
— Vamos ver o que nossos adversários farão depois do jogo entre Egito e Nova Zelândia, ver como essa partida termina, e então faremos as contas. Às vezes você precisa vencer, e nesta situação será exatamente isso que teremos de fazer. Gostaríamos de ter começado melhor, vencendo todos os nossos jogos, ou pelo menos um deles, mas isso faz parte da vida. Esta partida poderia ter tomado outro rumo, mas jogar 30 minutos com um jogador a menos é muito difícil.
Lukaku titular
— Era arriscado colocá-lo para jogar e eu poderia tê-lo mantido em campo por mais tempo, mas optei por colocar outros jogadores, como o Fernández-Pardo. Poderia ter dado certo ou errado e não adianta mais discutirmos isso agora. Precisamos focar na próxima partida e continuar concentrados.
Irã surpreendeu?
— Não, claro que não. Conversei com muitos deles. Falei com eles ontem e depois novamente esta noite. A questão é que não fomos eficientes o suficiente. Deveríamos ter conseguido marcar. Tivemos cerca de 25 ataques com os 70% de posse de bola que tivemos. Apenas 30% das nossas finalizações foram na direção do gol. Foram 35 ataques no total. Dominamos a partida, mas já esperávamos dominar, e foi exatamente isso que aconteceu. Taticamente, executamos o plano de jogo da maneira que queríamos.
— A equipe do Irã procurava nos machucar nos contra-ataques e é muito forte nas bolas paradas, escanteios e cobranças de falta. Eles podem ser perigosos nesse aspecto. Mas nós já sabíamos disso. A melhor forma de se defender de escanteios é não permitir que o adversário tenha escanteios. Poderíamos ter feito melhor. Poderíamos ter evitado cometer faltas a menos de 30 metros do nosso gol, porque eles são muito bons nesse tipo de cobrança.
— Não fomos surpreendidos pelo bloco baixo do Irã, pelas bolas paradas ou pelos contra-ataques. Sabíamos exatamente o que esperar. Mesmo assim, não respondemos da melhor maneira. Poderíamos ter feito melhor. Fomos um pouco ingênuos em uma ou duas situações. Por outro lado, fomos muito bem ao interromper as transições do adversário. Nesse aspecto, atuamos muito bem. Mais uma vez: se você não é eficiente, não consegue marcar. E quando não marca gols, não vence partidas.
Resultados ruins
— O Egito não é uma equipe fraca. O Egito é uma seleção mais forte do que o Irã. Deveríamos ter vencido esta partida hoje. Mas ainda restam jogos no grupo, e não podemos desperdiçar a oportunidade que ainda temos. Isso é futebol. Temos muito trabalho pela frente. Precisamos manter os pés no chão e, como os ciclistas, continuar pedalando sem parar. Precisamos mostrar que somos capazes de vencer a Nova Zelândia para avançar. Depois disso, veremos o que acontece mais adiante no torneio. Neste momento, precisamos descansar. Precisamos nos recuperar e nos preparar para este jogo decisivo para a Bélgica. geRead More