Como o peso das referências decidiu para a Noruega
Em um cenário de tanto equilíbrio entre duas seleções que chegaram com boas expectativas para a Copa, contar com atuações relevantes dos principais jogadores dos times é fundamental. Foi exatamente esse o grande ponto de diferença para a Noruega bater Senegal na noite desta segunda-feira, em New Jersey. Haaland alcançou a vice-artilharia da competição ao lado de Mbappé.
Enquanto o gigante norueguês marcou duas vezes e Odegaard mostrou alto nível em suas participações no 3×2, Koulibaly e Gana Gueye, dois dos nomes mais importantes de Senegal, pecaram em lances capitais para a construção do resultado. Senegal terá que vencer o Iraque na última rodada e buscar recuperar o saldo de gols para tentar ser um dos oito terceiros colocados classificados.
Escalações
Stale Solbakken repetiu a escalação norueguesa que goleou o Iraque na estreia, assim como Pape Thiaw, que mandou a campo a mesma proposta de equipe que iniciou contra a França.
Como Noruega e Senegal iniciaram o duelo válido pela 2ª rodada do Grupo I da Copa do Mundo 2026
Rodrigo Coutinho
O jogo
Dizer quem foi melhor na primeira metade do 1º tempo é tarefa basicamente impossível. Cada equipe levou perigo em quatro lances diferentes, e mostrou maneiras distintas de tentar produzir chances. A Noruega tomou a iniciativa com algumas bolas longas nos minutos iniciais, conseguiu rondar a área e obteve escanteios em sequência. Mendy impediu o gol de cabeça de Ajer em um deles. Boa defesa!
Senegal teve posses mais longas, passou mais tempo trocando passes no campo de ataque. Tentou girar a bola e achar formas de desequilíbrio com Ismaila Sarr ou Diatta pela direita. Teve Mané em conduções importantes da esquerda para dentro. Gana Gueye e Pape Gueye somando bons passes. Camara acrescentando com movimentação e pressão na bola.
Sarr obrigou Nyland a fazer boa defesa ao realizar jogada individual pela direita. Pouco depois foi a vez de Jackson ser acionado nas costas da zaga, que se recuperou e impediu a finalização do atacante do Bayern. As respostas norueguesas eram mais verticais. Sorloth e Pedersen se aproveitaram de uma transição rápida pela direita e fizeram um 2×1 contra Hadji Diouf. Odegaard quase marcou.
Noruega x Senegal
TIMOTHY A. CLARY / AFP
Pedersen entrou bem pela direita. Ele substituiu o titular Ryerson, que saiu lesionado aos 11 minutos. Depois da parada para hidratação, a Noruega começou a tentar trabalhar mais a bola. Odegaard recuava para auxiliar Berge e os zagueiros, e as presssões altas de Senegal começaram a ser superadas. Se a coisa apertasse, a bola longa para Sorloth dominar de costas pela direita era usada.
Isso diminuiu a posse de Senegal, que por sua vez passava a ter mais campo para contra-atacar caso roubasse a bola. Jackson e Mane chegaram a incomodar em avanços assim, mas a qualidade dos ataques noruegueses cresceu. Mendy fez outra grande defesa para impedir um golaço de Odegaard, que finalizou após linda jogada coletiva com Nusa e Haaland. O camisa 10 se apresentou bem!
O centroavante passou a ser mais acionado, e numa bola que tinha ele como destino, enfiada por Odegaard, o zagueiro Koulibaly falhou feio ao cortar. Deu um presente para o agudo Pedersen, que bateu firme para abrir o placar. Senegal se lançou ao ataque na busca do empate e levou perigo com Camara e Ismaila Sarr, mas a precisão do último passe ou da finalização não era alta.
O time africano ainda tomou um grande susto nos acréscimos. Haaland pressionou o goleiro e Mendy e roubou a bola dele, mas bateu na trave com a meta vazia. Na sequência, ainda cabeceou uma bola perigosa defendida pelo arqueiro. Era nítida a crescente dos Vikings na partida.
Noruega x Senegal Marcus Holmgren Pedersen
Reuters
Stale Solbakken sacou o apagado Aursnes no intervalo. Berg entrou. Senegal empurrou os europeus para trás. Liberou os dois laterais simultâneamente e em amplitude no ataque. Trouxe Ismaila Sarr e Mane para perto de Jackson. Se expôs, e bastou um erro de passe de Gana Gueye para Odegaard e Haaland combinarem para mais um gol.
O camisa 10 puxou o contragolpe até a área senegalesa e rolou com açúcar para o gigante ampliar. Pape Thiaw não demorou a sacar Hadji Diouf e Pape Gueye. Jakobs entrou na lateral-esquerda. Ibrahim Mbaye, que havia entrado muito bem contra a França, foi aberto na ponta-direita. Senegal passou ao 4-2-4. Sarr trabalhou dentro da área com Jackson.
Empurrar mais gente em cima da última linha adversária não demorou a surtir efeito. Desta vez Gana Gueye aproveitou a brecha dada por Berge e acertou o passe para Mane na entrada da área. Com um tapa na bola ele deixou Ismaila Sarr na cara do gol para empatar. Tudo isso antes dos dez minutos da eletrizante 2ª etapa.
Noruega x Senegal gol Sarr
TIMOTHY A. CLARY / AFP
A Noruega sabia que se mantivesse um bloco de marcação tão baixo e não segurasse a bola para ter meios de atacar de outras formas, poderia sofrer o empate. Tentou trrocar mais passes na sequência. Possui jogadores de meio-campo com essa característica. E foi assim que não demorou a descobrir espaços na defesa africana novamente.
Berge iniciou a jogada que contou com as participações de Pedersen e Nusa, antes de Berg superar Koulibaly e servir o oportunismo de Haaland, que com um toque só marcou o seu quarto gol na Copa 2026. A jogada foi a senha para Thiaw tirar seu principal zagueiro de campo. Atuação para esquecer. Pape Sarr entrou.
A esta altura, Senegal já tinha Pathé Ciss e o goleiro Mory Diaw em campo. Mendy se lesionou no lance do terceiro gol norueguês, algo muito preocupante para a sequência da competição. Schjelderup foi o acréscimo pelo lado esquerdo europeu. Nusa deixou o campo. Ao invés da pressão total de Senegal vista anteriormente, a Noruega conseguiu ter momentos de posse e tranquilidade. Berg entrou bem!
Time da Noruega comemora gol contra Senegal na Copa do Mundo
Reuters
Heggem e Sorloth foram os últimos a sair. Ostigard e Oscar Bobb entraram perto dos 40 minutos. A Noruega parecia mais perto do quarto gol do que de sofrer. Haaland só não guardou mais um e empatou com Messi na artilharia porque Niakhaté impediu. Oscar Bobb e Schjelderup também poderiam ter marcado. Ostigard foi outro a assustar em cabeçada por cima da meta.
Isso parece ter relaxado a Noruega, que àquela altura levava para a última rodada o direito de empatar com a França. Nos acréscimos, no entanto, Niakhaté, um dos melhores de Senegal, cruzou para Jackson escorar e Ismaila Sarr marcar novamente.
O restante dos dez minutos de acréscimos foram muito emocionantes. Os Leões de Teranga botaram todo mundo dentro da área e levantaram bolas em busca do empate. Ismaila Sarr não virou herói nacional por muito pouco. Cabeceou por cima um escanteio cobrado pela esquerda. geRead More


