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“Perdi a batalha dos celulares”: técnico do México rouba a cena com estilo bonachão na Copa

“Perdi a batalha dos celulares”: técnico do México rouba a cena com estilo bonachão na Copa

Técnico do México zoa cabelo de craque da Coreia do Sul após vitória: “É horrível”
Javier Aguirre está em sua terceira Copa do Mundo como técnico do México e admite ter adotado um estilo bem diferente do que em 2002 e 2010. Ele vem roubando a cena nas entrevistas durante a competição e resumiu o que mudou em relação aos outros dois Mundiais.
— Hoje já perdi a batalha dos celulares — respondeu, com um sorriso no rosto.
— Eu era muito mais intenso, muito mais rígido com horários e com essas pequenas coisas. Hoje eu já permito que usem celular durante as refeições, nos momentos livres, porque estava de saco cheio de vê-los escondendo os aparelhos, fazendo isso aqui por baixo da mesa, e eu aplicando multa atrás de multa.
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Javier Aguirre durante entrevista da seleção do México
REUTERS/Henry Romero
— Agora eles têm um treinador diferente. Sou mais flexível. Não dou tanta importância a coisas pequenas, coisas que realmente não têm tanta importância. E procuro me concentrar mais no que é verdadeiramente importante — prosseguiu.
Aguirre assumiu a seleção em julho de 2024 e já está em processo de transição. Depois da Copa do Mundo, Rafa Márquez, ex-zagueiro e atual auxiliar técnico, assumirá o comando do México.
Além de empolgar o povo mexicano com a classificação antecipada para a segunda fase do Mundial, o treinador tem divertido o público com suas declarações.
Tirou sarro do cabelo de Lee Kang-in, da Coreia do Sul, seu ex-atleta quando treinou o Mallorca, depois de fazer cena, brincando ao ouvir a pergunta em coreano; ainda disse a outro jornalista “não me tente, satanás”, ao responder se iria comemorar a classificação com uma cerveja.
A postura relaxa de Aguirre contrasta com o clima em seu retorno à seleção, já que muitos criticaram a escolha do treinador de 67 anos de idade.
Javier Aguirre, técnico do México, e Rafa Márquez, seu auxiliar
REUTERS/Daniel Becerril
— Eu sou questionado desde o primeiro momento. Desde Tóquio, desde o Japão (na Copa do Mundo em 2002). Faz parte do cargo, não é? Você não pode parar por causa disso, porque é algo que não pode controlar — relativizou.
— Respeitar o trabalho do jornalista é um princípio que tenho desde que me entendo por gente. E também respeito muito os árbitros. E olha que a imprensa já deve ter dito muitas coisas sobre mim. Mas vocês me conhecem, nunca vou discutir com vocês, muito menos publicamente — declarou.
Nesta quarta-feira, a equipe faz o último jogo na fase de grupos da Copa do Mundo, às 22h (de Brasília), contra a República Tcheca.
Já classificado para a segunda fase como líder do Grupo A, o México tem como meta se aproximar do top-10 de seleções.
Na Copa do Mundo, o plano é se aproximar da melhor campanha da história: disputar as quartas de final. O país chegou a esta fase em 1970 e 1986 — nesta com Aguirre também, mas como jogador. geRead More