Brasil inicia fase eliminatória contra o Japão
Foi uma grata surpresa o desempenho tático da Seleção Brasileira no terceiro jogo da fase de grupos da Copa do Mundo da FIFA™ de 2026, contra a Seleção da Escócia. Não só pelo placar de 3 a 0, mas também, pela segurança e desenvoltura coletiva que foi demonstrada nas duas etapas do jogo. O próximo confronto será contra a Seleção do Japão, que promete ser um duelo taticamente complicado.
A entrada de Rayan pela direita, como titular no jogo contra a Escócia, no lugar de Raphinha que está lesionado, foi um ganho para a Seleção Brasileira. O jovem atacante deu outra alternativa à equipe, tornando-a menos dependente das atuações individuais, em especial a do atacante Vini Jr.
E, a liberdade que foi dada à Vini Jr., para flutuar e fazer pressão alta pós perda, está tornando a Seleção Brasileira mais organizada coletivamente. O atacante continua mostrando que está na sua melhor versão com a camisa da Seleção Canarinho, desfazendo o mito de que o rendimento do jogador à serviço da seleção, ficava sempre abaixo do que ele faz no seu clube de origem, o Real Madrid.
O diferencial tático no jogo contra a Escócia foi a capacidade de controle que o Brasil demonstrou. Envolveu o adversário, que não é considerado fraco e teve capacidade ofensiva para assumir o protagonismo tático da partida.
A grande novidade foi a entrada de Neymar, nosso principal jogador que estava lesionado, se recuperando de lesão. Neymar entrou nos minutos finais da partida no lugar de Matheus Cunha, indicando que talvez o treinador pretenda usar suas qualidades deixando-o solto em campo, com liberdade total para ser uma espécie de falso camisa 9.
Mas, confesso que estou curioso para saber qual será a posição que Neymar ocupará no esquema de Carlo Ancelotti. Se tirar Paquetá vamos perder potencial defensivo, pois além de meio-campista de criação, Paquetá também exerce função de recomposição na marcação adversária. Matheus Cunha também está muito bem na equipe, fazendo excelentes atuações nesta Copa como falso camisa 9. Contra Escócia, foi solidário com os companheiros de equipe e deu ritmo ao meio-campo.
Outro ponto que destaco é a participação dos volantes, fator primordial no futebol moderno, no qual cada jogador tem que desempenhar múltiplas funções. O volante, por exemplo, além da marcação ao adversário, deve funcionar como meio-campista quando a equipe tem a bola. Assim, Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá se revezaram como uma espécie de camisa 10, com liberdade para armar jogadas, dando dinâmica coletiva ao time brasileiro, o que ainda não tinha sido mostrado no ciclo sob o comando de Ancelotti.
Fazendo uma retrospectiva rápida da primeira fase da Seleção Brasileira na Copa do Mundo 2026, consigo identificar grande evolução no conjunto do time. O grande diferencial para isso começar a acontecer foi a entrada do lateral Danilo Luiz, no segundo jogo da fase de grupos, contra o Haiti, que deu maior segurança à defesa brasileira.
As atuações muito corretas de Douglas Santos na lateral esquerda, começaram a dar liberdade para Vini Jr., que pôde dar vazão ao seu potencial ofensivo, funcionando ora como ponta esquerdo mais destacado pela lateral do ataque, ora como falso camisa 9, com total liberdade para se movimentar.
O principal legado que as atuações contra o Haiti e Escócia mostraram é que finalmente, a Seleção Brasileira está começando a ter padrão tático de jogo equilibrado, com todos os jogadores fazendo funções específicas dentro do sistema.
Não vejo a equipe do Brasil como favorita ao título e nem nos próximos confrontos, que são eliminatórios, mas com essa resiliência e solidariedade que está sendo demonstrada, com certeza, o Brasil pode se tornar uma equipe competitiva.
O padrão tático ideal seria mesclar as características de verticalidade com períodos de controle de jogo. Contra a Escócia foi mostrada paciência para manter a posse de bola e controlar a dinâmica da partida, mas penso que o Brasil ainda tem dificuldades para controlar a velocidade da partida e mesclar duas características táticas dependendo das circunstâncias do jogo.
Na entrevista coletiva, Carlo Ancelotti deixou claro que equipe está galgando atingir melhor patamar tático a cada jogo, mas ainda há muito a evoluir. Como a Seleção não foi testada frente a grandes potências, seu real nível tático ainda é uma incógnita e cada adversário será um grande desafio.
A Seleção Brasileira fechou a fase de grupos em primeiro lugar, o que vai evitar deslocamentos para disputar as próximas fases. Seu próximo adversário na segunda fase, que é eliminatória, será a Seleção do Japão.
O Japão é um adversário difícil, muito disciplinado taticamente. Se sente confortável sendo controlador e utilizando a posse de bola, como também jogando de forma reativa, com velocidade nas transições e apostando em contra-ataques rápidos. geRead More


