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Música interrompe entrevista coletiva, e técnico brinca: “Dua Lipa está a torcer por Portugal”

Música interrompe entrevista coletiva, e técnico brinca: “Dua Lipa está a torcer por Portugal”

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“Não vou cantar!” O técnico Roberto Martínez deu o aviso entre risos quando uma música alta interrompeu a entrevista coletiva do espanhol que comanda a seleção de Portugal. À véspera do jogo com a Colômbia que vai definir a primeira posição do Grupo K da Copa do Mundo, o treinador encarou com bom-humor o momento inusitado nesta sexta-feira e até dançou ao som de “Don’t Show Up”, hit de hit da cantora Dua Lipa.
– Dua Lipa está a torcer por Portugal – disse Martínez, pouco depois de a música ser desligada.
Eu acho que o principal é a equipe, estar unido com eles, estar unido com as nossas famílias. E sabermos o que podemos controlar. Todo o resto que vem de fora, não podemos controlar – comentou Cristiano na zona mista do estádio de Houston.
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A frustração com o resultado ruim na estreia fez com que o noticiário da seleção portuguesa se tornasse palco para troca de acusações. Para alguns críticos, CR7 estaria atrapalhando a equipe e, aos 41 anos, deveria permitir que novas maneiras de jogar aparecessem, com outros atletas – e o técnico Roberto Martínez também teria culpa ao mantê-lo como titular absoluto. Para outros, o grande problema seriam os companheiros de Cristiano, que não estariam o acionando como deveriam.
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O debate, que se perpetuou nas mesas redondas de Portugal, ganhou as redes sociais – alimentando ainda mais as polêmicas. Houve, por exemplo, uma troca de farpas entre familiares de CR7 e de João Neves, que disse após o duelo contra a RD Congo que o veterano era mais um jogador no elenco. Um prato cheio para teorias de que o dia a dia na seleção portuguesa anda complicado.
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Getty Images
O craque, no olho do furacão, se manifestou através de postagens enigmáticas, mas que mandaram recado. Numa delas, escreveu “Sempre unidos”, em foto ao lado de atletas como João Neves. Após a grande atuação individual e coletiva em Houston, ele saiu em defesa de todos os criticados.
– Podemos dizer que foi uma semana muito dura, uma semana difícil, na qual a opinião pública foi muito dura conosco. Com todos os jogadores, em especial eu e o treinador. Mas é sempre assim, não tem problema. Já são 23 anos de profissão e sempre quando as coisas vão bem, Cristiano é bom. Quando vai mal, é um aposentado, está velho. Sempre será assim. Pelo bem, demos uma resposta, eu e meus companheiros, que era o que queríamos – disse CR7.
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Discurso do capitão encontra eco
O discurso de união encontrou eco entre os outros jogadores que conversaram com a imprensa após a goleada sobre o Uzbequistão. Na zona mista, os responsáveis pela comunicação na seleção fizeram questão de pedir mais de uma vez que fossem feitas perguntas sobre o jogo, não apenas sobre Cristiano Ronaldo – tentando evitar que os atletas fossem bombardeados com questões sobre o ambiente. Ainda assim, o tema surgiu de forma recorrente.
O atacante Francisco Trincão, por exemplo, disse que a união que o elenco busca foi resumida pelo abraço coletivo a Cristiano Ronaldo após o primeiro gol da partida.
– Representa união, aquilo que já tínhamos falado antes do Mundial. Sabemos que ia ser difícil, mas representa acima de tudo a união que este grupo tem. Acho que é uma força que nós levamos para dentro de campo – comentou.
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O meia Bruno Fernandes, outro líder dentro do grupo, respondeu às questões sobre Cristiano de maneira tranquila e até explicou que os lances de desencontro no duelo contra a RD Congo foram consequências de nervosismo e de uma tentativa de não perder o controle do jogo.
Perguntado sobre as críticas enfrentadas pelo grupo nos últimos dias, o meia minimizou e também pregou um olhar exclusivamente para dentro da delegação.
– Nada a dizer. É o normal, já estamos habituados, faz parte do futebol, as pessoas têm a sua opinião, não podemos mudar isso. O que podemos fazer entre nós é tentar ganhar jogos, que isso é a única maneira que conseguimos abafar um bocadinho as coisas – pontuou.
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Portugal está na segunda colocação no grupo K da Copa do Mundo, com quatro pontos, atrás da Colômbia, que lidera, com seis. Desta forma, o confronto contra os colombianos, no próximo sábado, em Miami, terá grande importância: os lusos precisam vencer para terminar a chave na primeira colocação. Um empate garante a Colômbia em primeiro, e Portugal em segundo. Uma derrota, porém, abre a possibilidade de o time ficar em terceiro lugar, caso a RD Congo goleie o Uzbequistão. geRead More