Os desafios de Gilmar Dal Pozzo no retorno ao comando do Sport
Gilmar Dal Pozzo retorna ao Sport com alguns desafios. De volta ao clube após a passagem em 2022, o treinador terá a missão de ajustar os setores da equipe, fazer o time voltar a vencer e recolocá-lo na briga pelas primeiras posições da Série B.
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Desde a vitória por 2 a 0 sobre o Náutico, pela 11ª rodada, o Sport somou apenas três dos últimos 12 pontos disputados e deixou o G-6 da Série B.
Gilmar Dal Pozzo em treino do Sport no CT
Anderson Stevens/Sport
A sequência começou com o empate em 1 a 1 diante do Athletic, na Ilha do Retiro. O Sport saiu na frente, mas sofreu o empate apenas cinco minutos depois e desperdiçou a oportunidade de se firmar na liderança.
Na rodada seguinte, ficou no empate sem gols com o São Bernardo, fora de casa. O resultado poderia ser considerado positivo, não fosse o contexto: a equipe jogou todo o segundo tempo com um atleta a mais e, mesmo pressionando, não conseguiu marcar.
São Bernardo 0 x 0 Sport | Melhores momentos | 13ª rodada | Campeonato Brasileiro Série B
A oscilação aumentou nas rodadas seguintes. Em casa, o Sport voltou a tropeçar ao empatar por 1 a 1 com o Atlético-GO, em uma atuação abaixo do esperado e com o gol sofrido nos acréscimos. Na última rodada, perdeu por 2 a 1 para o Fortaleza, novamente com um gol no último lance da partida.
Os desafios de Dal Pozzo passam por diferentes aspectos do jogo, mas podem ser resumidos em dois grandes objetivos: fazer o Sport produzir mais com a bola e tornar a defesa mais consistente sem ela.
Ajustes no ataque
Para o comentarista Cabral Neto, uma das principais missões do novo técnico é tornar o time mais criativo e seguro na construção das jogadas.
– Com a bola, o Sport precisa evoluir na saída de jogo, especialmente contra adversários que marcam alto e dificultam a construção inicial – analisou Cabral.
No setor de ataque, Dal Pozzo reencontra dois jogadores que conhece bem. Em 2022, na Chapecoense, comandou Barletta e Perotti durante dez partidas da Série B. Sob seu comando, a dupla marcou sete gols.
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No Sport, os dois são as principais referências ofensivas. Juntos, Barletta e Perotti participaram de 13 dos 18 gols marcados pela equipe nesta Série B, o que evidencia tanto a importância da dupla quanto a dependência ofensiva do time nela.
Na avaliação de Cabral Neto, o desafio é encontrar um equilíbrio.
– No ataque, o desafio é equilibrar duas necessidades que podem parecer conflitantes, mas não são: tem que reduzir a dependência de Barletta e Perotti, ampliando o repertório ofensivo da equipe, mas, ao mesmo tempo, potencializar seus dois principais jogadores – iniciou Cabral.
– O Sport precisa criar mais alternativas, permanecer mais tempo no campo adversário e encontrar diferentes caminhos para ser perigoso, sem concentrar quase toda a sua produção ofensiva em apenas dois nomes – completou.
Perotti entrega bola para Barletta cobrar pênalti
Paulo Paiva/Sport Club do Recife
Ajustes na defesa
Se ofensivamente o Sport se mostra dependente da individualidade de peças, defensivamente o principal problema tem sido manter o resultado. Nesta Série B, a equipe sofreu três gols nos acréscimos do segundo tempo e deixou cinco pontos escaparem.
O empate do Avaí (na 4ª rodada) saiu aos 50 minutos da etapa final. Contra o Atlético-GO (14ª), o gol de empate foi marcado aos 51. Já diante do Fortaleza (15ª), o gol da derrota aconteceu aos 50 minutos.
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Anderson Stevens / Sport Club do Recife
Sem esses gols sofridos nos instantes finais, o Sport teria 30 pontos e seria o líder isolado da Série B. Em vez disso, saiu do G-6 e viu a pressão por resultados aumentar.
Para Cabral Neto, o novo treinador precisará aumentar a consistência defensiva da equipe.
– Os primeiros desafios de Gilmar Dal Pozzo no Sport passam pela organização defensiva. Embora a equipe não tenha números tão ruins em gols sofridos, o desempenho sem a bola é preocupante – analisou Cabral.
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– O time permite pressão excessiva dos adversários, depende com frequência da inspiração de Thiago Couto ou da falta de precisão dos atacantes rivais para se manter competitivo. Ajustar a proteção pelos lados do campo e dar mais consistência ao setor central será fundamental para aumentar a sensação de segurança da equipe – reforçou.
Os desafios de Dal Pozzo vão além de substituir Márcio Goiano.
O treinador assume um elenco que permitiu a equipe seguir próximo da parte de cima da tabela, mas que perdeu rendimento nas últimas rodadas.
Recolocar o Sport no caminho das vitórias passa, sobretudo, por tornar o grupo mais sólido defensivamente e encontrar novas soluções ofensivas sem abrir mão do protagonismo dos atletas.
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